12/01/2022
Você tem medo da morte? Sabe, geralmente, só o processo reflexivo que a pergunta dispara dá aquele frio na espinha. Mas, sabe de uma coisa curiosa? Normalmente esse medo não é da morte. Geralmente o medo refere-se ao que nós ainda não nós permitimos viver; os arrependimentos; as coisas inacabadas; as nossas dívidas existenciais. A morte personifica a última e intransponível barreira que nos lembra, tal qual o escravo romano sussurrava aos ouvidos do general aclamado pela multidão como um Deus quando retornava das campanhas, a verdade mais simples e mais curiosamente necessária a todos o viventes: "Lembra-te que és mortal." E, de fato, somos todos mortais; somos seres destinados a morrer um dia. Embora poucos se apropriem desta condição: a sua própria finitude. Estava pensando quase antes de ontem eu nasci, ontem eu sonhava com a libertação emancipadora da vida adulta - ledo engano. Hoje mais cedo, me dei conta de que já cheguei na meia idade, agora, me pego pensando no que ainda tenho por fazer, e, logo mais os arrependimentos me virão....ou não?! Um conselho, aproveite o tempo que ainda te resta, não como alguém que, desesperado pelo horror se lança em motivos de futuros arrependimento simplesmente por desespero impensado. Ao contrário, se lance como alguém que se move pela angústia da incerteza, saí da sua zona de conforto e lembra que o único momento que te pertence é o hoje, é o agora. Portanto, viva! Não aceite menos que isso, não sobreviva apenas; saia dessa linda, confortável enganadora cela e se permita: Arrisque, perca, ganhe, aprenda mas, sobretudo, viva.