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ECG do atleta: quais alterações exigem investigação?Na revisão de Ferrari e colaboradores, a modalidade esportiva ajuda ...
04/11/2026

ECG do atleta: quais alterações exigem investigação?

Na revisão de Ferrari e colaboradores, a modalidade esportiva ajuda a interpretar o ECG de repouso. Em 43 ciclistas profissionais de elite, 98% tinham bradicardia sinusal e 98% apresentavam repolarização precoce. Houve critérios de voltagem para hipertrofia ventricular esquerda em 65%, bloqueio incompleto do ramo direito em 42% e bloqueio atrioventricular de primeiro grau em 33%.

No futebol brasileiro, 97% dos ECGs de 6.125 jogadores foram classificados como normais, embora 50% apresentassem bradicardia sinusal, 40% repolarização precoce, 35% alta voltagem do QRS e 13% bloqueio incompleto do ramo direito. A alta voltagem isolada costuma ser benigna. Nos esportes de força, ela também ocorre, mas a bradicardia tende a ser menos acentuada.

Ritmo e condução. Em atletas assintomáticos, a frequência sinusal de 30 a 59 bpm pode refletir adaptação ao treino. Frequência inferior a 30 bpm ou bradicardia sintomática exige avaliação. O aumento do tônus vagal também pode prolongar o PR acima de 200 ms. Se o PR atingir 400 ms, recomenda-se investigar.

Repolarização. Em homens assintomáticos, de qualquer etnia e sem história familiar preocupante, a onda T invertida restrita a V1–V4 pode ser fisiológica quando precedida de elevação do ponto J ≥1 mm e supradesnivelamento convexo do ST. Já a inversão lateral, inferolateral ou anterolateral exige investigação de cardiomiopatia. Na inversão inferolateral, os autores indicam ressonância cardíaca mesmo com ecocardiograma normal.

O QT corrigido (QTc) ≥470 ms nos homens ou ≥480 ms nas mulheres requer avaliação de medicamentos e eletrólitos. QTc ≥500 ms ou síncope inexplicada levanta a suspeita de síndrome do QT longo.

Fonte: Ferrari F et al. JACC Advances. 2026;5:103153. DOI 10.1016/j.jacadv.2026.103153.

Autor do resumo: Cesimar Severiano do Nascimento, Médico. Apoio Editorial da IA.

ESTENOSE AÓRTICA: O QUE OS MEDICAMENTOS CONSEGUEM FAZER?A estenose aórtica calcífica é uma doença ativa: lipoproteínas e...
02/11/2026

ESTENOSE AÓRTICA: O QUE OS MEDICAMENTOS CONSEGUEM FAZER?

A estenose aórtica calcífica é uma doença ativa: lipoproteínas e inflamação iniciam a lesão; fibrose, cálcio e estresse mecânico perpetuam a rigidez valvar. A revisão do JACC de 2021 propõe testar tratamentos mais precoces, mas plausibilidade biológica não comprova benefício clínico.

No SEAS, com 1.873 pacientes, sinvastatina/ezetimiba reduziram eventos isquêmicos, sem diminuir a substituição valvar: HR 1,00; IC95% 0,84–1,18. No ASTRONOMER, rosuvastatina não retardou a estenose. Estatinas continuam indicadas pelo risco cardiovascular, não para frear a doença valvar.

No SALTIRE II, 150 pacientes receberam denosumabe, alendronato ou placebo. Em 24 meses, não houve benefício na progressão da calcificação. No FOURIER, a análise exploratória com evolocumabe foi inconclusiva: HR 0,66; IC95% 0,40–1,09.

E a vitamina K2? Ela participa da ativação da proteína Gla da matriz, inibidora da calcificação. Porém, no AVADEC, 365 homens receberam MK-7 720 µg/dia + vitamina D 1.000 UI/dia ou placebo por 24 meses. O cálcio valvar aumentou 275 versus 292 unidades; p=0,64. Houve resposta bioquímica, mas não benefício valvar demonstrado.

Ressalvas: o AVADEC estudou K2+D, não K2 isolada; calcificação não equivale a estenose importante. Um pequeno estudo favorável com K1 não comprova eficácia da K2. O estudo com K1 analisou 72 de 99 participantes, com perdas e análise por protocolo, limitando-o. Não há base para suplementá-la rotineiramente para descalcificar a valva.

A conduta é tratar comorbidades, acompanhar sintomas e ecocardiograma e não adiar intervenção indicada. Melhorar um marcador não garante menos sintomas, cirurgias ou mortes.

Fontes: Lindman et al. JACC. 2021;78:2354–2376; Diederichsen et al. Circulation. 2022;145:1387–1397; ESC/EACTS 2025.

Autor: Cesimar Severiano do Nascimento, Cardiologista. Apoio Editorial da IA.

DESINFORMAÇÃO EM SAÚDE: VIRALIZAR NÃO É COMPROVARO relatório “Raio-X da Desinformação em Saúde”, do Observatório Lupa, c...
30/10/2026

DESINFORMAÇÃO EM SAÚDE: VIRALIZAR NÃO É COMPROVAR

O relatório “Raio-X da Desinformação em Saúde”, do Observatório Lupa, com apoio da Afya, examinou 764 alegações em 498 checagens, de março de 2017 a junho de 2026. Delas, 667 (87,3%) foram classificadas como falsas.

A ressalva é essencial: esse percentual descreve as alegações selecionadas para verificação; não significa que 87,3% de todas as informações sobre saúde na internet sejam falsas. A amostra não representa o universo das publicações.

Em 2020 e 2021, foram analisados 452 conteúdos, cerca de dez vezes o volume dos três anos anteriores. A pandemia ampliou estratégias já conhecidas: falsa autoridade médica ou científica (21,6%), medo e alarmismo (17%), distorção de estudos (15,7%) e soluções simples para problemas complexos (12,6%). Aparência científica não garante evidência.

Covid-19, tratamentos e nutrição estiveram entre os temas recorrentes. Nas vacinas, 212 das 244 alegações eram falsas (86,9%). A participação do tema nas checagens passou de 9,1% antes da pandemia para 38,9% em 2022–2024; caiu a 20% em 2025–junho de 2026, ainda acima do dobro do nível inicial.

O WhatsApp apareceu em mais de 70% das 498 checagens; Facebook, em 25,3%; Instagram, em 7%. Isso não identifica a origem das mentiras nem permite comparar sua prevalência nas redes: a Lupa recebe pedidos pelo WhatsApp, e um conteúdo pode circular em várias plataformas.

Figuras públicas apareceram em pelo menos 142 conteúdos, sem que isso prove autoria ou endosso. Seus nomes e imagens também podem ser usados indevidamente.

A lição: verificar fonte, contexto e qualidade da evidência antes de compartilhar. Orientar também é cuidar. Viralização não substitui compromisso com a verdade.

Fontes: Observatório Lupa, Raio-X da Desinformação em Saúde (2026); Agência Brasil, 20/10/2026.

Autor: Cesimar Severiano do Nascimento, Médico. Apoio Editorial da IA.

Placas ateroscleróticas densamente calcificadas são, em geral, mais estáveis e progridem menos, enquanto placas não calc...
29/10/2026

Placas ateroscleróticas densamente calcificadas são, em geral, mais estáveis e progridem menos, enquanto placas não calcificadas ou com calcificação em pequenos focos (“spotty”) tendem a ser mais vulneráveis e instáveis.

Estudos da coorte MESA mostraram que cada desvio-padrão de aumento na densidade do cálcio coronariano reduz em 27 a 29% o risco de eventos ateroscleróticos, mesmo após ajuste para o volume total de cálcio. Um achado relevante vem de uma metanálise recente que demonstrou que, a cada aumento de um desvio-padrão na densidade do cálcio coronariano, há uma redução de 20% no risco de eventos cardiovasculares (HR 0,80; IC95% 0,72–0,89), de forma independente do volume total de cálcio presente na placa. Isso reforça que não é apenas a quantidade de cálcio que importa, mas principalmente sua densidade e morfologia. Já a calcificação de baixa densidade (130-199 UH = unidades Hounsfield), que reflete estágios mais precoces e imaturos do processo calcificante, associa-se a maior risco de eventos adversos maiores, enquanto o cálcio de alta densidade (≥400 UH) não mostra essa associação.

Esse comportamento ajuda a explicar o chamado “paradoxo do cálcio” sob terapia com estatinas de alta intensidade. O estudo PARADIGM demonstrou que estatinas reduzem a progressão do volume total de placa, principalmente às custas da porção não calcificada (fibrosa, fibrogordurosa e de baixa atenuação), enquanto aceleram a calcificação. Esse processo é interpretado como estabilização da placa — convertendo lesões ricas em lipídios e vulneráveis em lesões fibrocalcíficas mais estáveis.

Apesar disso, o escore de cálcio total (Agatston) continua sendo um forte preditor de eventos cardiovasculares, inclusive em pacientes em uso crônico de estatina, e não deve ser interpretado isoladamente como sinal de maior estabilidade.
A diretriz da National Lipid Association reforça que o escore de cálcio não diminui com o uso de estatinas e pode inclusive aumentar discretamente, sem que isso represente falha terapêutica.

Referência nos comentários.

Autor: Cesimar S. do Nascimento, Cardiologista, CREMERN 2050, RQE 629.
Apoio Editorial da IA.

DANCODE: MENOS CALCIFICAÇÃO, MAS QUAL BENEFÍCIO CLÍNICO?O DANCODE foi um ensaio multicêntrico, randomizado, duplo-cego e...
28/10/2026

DANCODE: MENOS CALCIFICAÇÃO, MAS QUAL BENEFÍCIO CLÍNICO?

O DANCODE foi um ensaio multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Randomizou 400 pessoas com escore de cálcio coronariano ≥400; 398 foram incluídas na análise descrita. Idade mediana: 71 anos; 30% mulheres; escore inicial mediano: 903. Escore elevado indica carga calcificada, mas não define sozinho o grau de obstrução das coronárias.

A intervenção combinou K₂, 720 µg/dia, e D₃, 25 µg/dia (1.000 UI), por 24 meses. Tomografias no início, aos 12 e 24 meses avaliaram o desfecho primário: mudança do escore de cálcio.

Na análise descrita como intenção de tratar, o aumento médio foi 196 unidades Agatston com vitaminas e 248 com placebo. Diferença: −52 unidades (IC95%: −79 a −24). Isso corresponde a cerca de 21% menos progressão, calculados pelos incrementos médios. Não significa 21% menos infartos: o cálcio aumentou em ambos os grupos.

Em 143 participantes com escore inicial

INSUFICIÊNCIA MITRAL E TRICÚSPIDE FUNCIONAIS ATRIAISSão fenótipos de regurgitação secundária associados ao remodelamento...
26/10/2026

INSUFICIÊNCIA MITRAL E TRICÚSPIDE FUNCIONAIS ATRIAIS

São fenótipos de regurgitação secundária associados ao remodelamento atrial e à dilatação dos anéis valvares, frequentemente relacionados à fibrilação atrial (FA) e à insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada.

O mecanismo predominante é a perda de coaptação dos folhetos, inicialmente sem lesão orgânica valvar ou remodelamento ventricular significativo. Na mitral, pode ocorrer restrição do folheto posterior por deslocamento atrial/anular. Na tricúspide, predominam dilatação atrial direita e anular, com pouca tração apical dos folhetos. Fenótipos mistos podem surgir na evolução.

O diagnóstico ecocardiográfico da insuficiência mitral atrial integra: FEVE ≥50%, ausência de dilatação ventricular relevante, volume atrial esquerdo indexado >34 mL/m², diâmetro anteroposterior do anel mitral >35 mm e ausência de lesão orgânica explicativa. Esses critérios sustentam o mecanismo, mas não substituem a avaliação integrada. A gravidade requer análise multiparamétrica, considerando as condições de carga e a variabilidade entre ciclos na FA.

Em coorte com FA de início recente, a incidência cumulativa de insuficiência tricúspide moderada/grave atingiu 29,8% em 10 anos e 38,1% em 15 anos. Seu desenvolvimento associou-se à mortalidade (HR 2,92; IC95% 2,29–3,73), sem demonstrar causalidade ou mecanismo atrial exclusivo.

O tratamento inclui controle da congestão, manejo da insuficiência cardíaca e da FA. O controle do ritmo pode promover remodelamento reverso; estudo retrospectivo documentou melhora mitral em 64% após ablação.

Na mitral atrial grave sintomática apesar do tratamento, a cirurgia é IIb pela ACC/AHA 2020 e IIa B pela ESC/EACTS 2025. A tricúspide relevante pode ser abordada concomitantemente. TEER pode ser considerado em pacientes inelegíveis à cirurgia (IIb B).

Referências: JACC 2022; ACC/AHA 2020; ESC/EACTS 2025; ASE 2017.

Autor: Cesimar Severiano do Nascimento, Cardiologista, CREMERN 2050, RQE 629.
Apoio Editorial da IA.

GLP-1, SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDAA satisfação com o emagrecimento é relevante, mas qualidade de vida, felicidade e...
22/10/2026

GLP-1, SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA

A satisfação com o emagrecimento é relevante, mas qualidade de vida, felicidade e segurança psiquiátrica são desfechos distintos. Os estudos não permitem concluir que esses medicamentos alterem a personalidade ou provoquem perda de prazer.

Uma metanálise de 80 ensaios randomizados, duplo-cegos, com 107.860 participantes, não identificou aumento estatisticamente significativo de eventos psiquiátricos graves ou não graves versus placebo. Para eventos graves, o resultado foi log(RR)=−0,02 (IC95% −0,20 a 0,17). Não houve diferença significativa nos sintomas depressivos.

Houve melhora da qualidade de vida mental (g=0,15), física (0,20), relacionada ao diabetes (0,23), ao peso (0,27) e geral (0,07). São efeitos médios pequenos; g=0,15 não representa melhora de 15%. A análise mental reuniu 17 estudos: 5.818 tratados e 4.212 controles.

No STEP 1, após 68 semanas, 51,8% com semaglutida 2,4 mg semanal versus 28,3% com placebo alcançaram melhora relevante da função física pelo IWQOL-Lite-CT. Não mede felicidade.

Em 13/01/2026, após avaliar 91 ensaios com 107.910 participantes e uma coorte de 2.243.138 usuários, a FDA solicitou retirar o alerta de ideação e comportamento suicida das bulas de Saxenda, Wegovy e Zepbound.

Limitações: desfechos mentais secundários, exclusão de doença psiquiátrica grave e mediana de tratamento de 28 semanas. A certeza foi moderada para eventos graves e qualidade de vida, mas baixa para eventos não graves e sintomas depressivos. A melhora mental não se associou significativamente à magnitude do emagrecimento; isso não comprova ação cerebral direta nem efeito antidepressivo.

Fontes: JAMA Psychiatry, 2025; DOI:10.1001/jamapsychiatry.2025.0679. Diabetes Obes Metab, 2024; DOI:10.1111/dom.15620. FDA, 13/01/2026.

Autor: Cesimar Severiano do Nascimento, Cardiologista, CREMERN 2050, RQE 629. Apoio Editorial da IA.

SEMAGLUTIDA SINTÉTICA: ANÁLISE CRÍTICAEnsaio fase III, randomizado 1:1, aberto, de não inferioridade, em 35 centros na Í...
20/10/2026

SEMAGLUTIDA SINTÉTICA: ANÁLISE CRÍTICA

Ensaio fase III, randomizado 1:1, aberto, de não inferioridade, em 35 centros na Índia, comparou semaglutida sintética Sun Pharma com Ozempic em 314 adultos de 18–65 anos com DM2 inadequadamente controlado com metformina. A HbA1c basal: 8,6%; a duração mediana do diabetes, 14 meses. As doses foram tituladas de 0,25 até 2 mg/semana. O desfecho primário foi a mudança da HbA1c em 24 semanas; margem de não inferioridade: 0,4 ponto percentual.

Resultados: 290 concluíram o estudo; 288 integraram a análise por protocolo. A HbA1c caiu 2,04 versus 1,95 pontos percentuais; diferença ajustada: −0,09 (IC95% −0,26 a +0,09). O limite superior abaixo de +0,4 confirmou não inferioridade, sem demonstrar superioridade. Na intenção de tratar, as reduções foram 2,00 versus 1,95. HbA1c

HIPÓCRATES: CONHECIMENTO E HUMANIDADENascido por volta de 460 a.C., na ilha grega de Cós, Hipócrates tornou-se símbolo d...
18/10/2026

HIPÓCRATES: CONHECIMENTO E HUMANIDADE

Nascido por volta de 460 a.C., na ilha grega de Cós, Hipócrates tornou-se símbolo da medicina antiga. Sua biografia tem lacunas e lendas. O Corpus Hippocraticum reúne cerca de sessenta tratados de diferentes autores e épocas: suas ideias não podem ser atribuídas integralmente a um único médico.

Essa tradição valorizou a observação e a busca de causas naturais das doenças. Em Da doença sagrada, o autor sustenta que a epilepsia não é mais divina que outras enfermidades e possui causa natural. Isso não significava rejeitar completamente a religião, mas questionar explicações e práticas baseadas no sobrenatural.

Em Epidemias, registravam-se sintomas, evolução e mortes, buscando reconhecer padrões e aprender com os desfechos. Em Ares, águas e lugares, o médico era orientado a conhecer clima, água e hábitos das populações. O ambiente integrava a compreensão do adoecimento.

Entretanto, essa medicina também incorporava explicações hoje superadas, como a teoria dos humores. Seu valor histórico não equivale à validade científica de seus tratamentos.

“A vida é breve, a arte é longa”, dos Aforismos, refere-se à extensão do saber e da prática médica. A passagem reconhece também a dificuldade do julgamento: inspira, hoje, aprendizado contínuo e humildade. Cuidar requer estudo e respeito.

“Onde há amor pela humanidade, há amor pela arte da medicina” traduz uma passagem de Preceitos, 6. A atribuição cuidadosa é ao Corpus Hippocraticum, sem comprovação de autoria pessoal de Hipócrates.

O juramento associado ao seu nome, também de autoria incerta, valoriza benefício ao paciente, prevenção de danos e sigilo. Contém, porém, normas de sua época e não equivale integralmente à ética atual.

Fontes: NIH/NLM; Corpus Hippocraticum, traduções no MIT.

Autor: Cesimar Severiano do Nascimento, Cardiologista, CREMERN 2050, RQE 629. Apoio Editorial da IA.

18/10/2026

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