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psi.maicampestrini 👩‍👧‍👦 | Psicóloga de mães atípicas
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30/07/2026

Confessa: você já limpou uma coisa que não precisava ser limpa só porque estava com raiva de alguém? 🧹

Faxina emocional existe, e funciona porque o movimento físico, o foco numa tarefa concreta e a sensação de controle sobre o ambiente ajudam o sistema nervoso a se regular. Não é loucura nem mania, é fisiologia.

O problema não é esfregar o box com raiva. O problema é quando a faxina é a única ferramenta que você tem. Quando a frustração nunca é nomeada, nunca é processada, nunca chega perto de quem a gerou — só vai parar no rejunte do banheiro. ❌

Regulação emocional é ampliar o repertório para ter mais de uma saída quando as emoções pesam. E a psicoterapia é exatamente o espaço onde você aprende a entender o que está sentindo antes de precisar matar as bactérias pra não matar mais ninguém. 😅

A casa pode continuar limpa, mas você merece um espaço pra limpar o que está por dentro também. 💙

Atendo on-line, com horários flexíveis, para todo o Brasil. Link na bio Maiara Campestrini | Psicóloga

📹 Créditos: Dra. Rosângela

27/07/2026

Tem uma solidão que ninguém fala porque ela não faz sentido na superfície. Você tem filhos, parceiro, família, amigos e, ainda assim, no final do dia, tem uma sensação estranha de que ninguém realmente te viu. Que você serviu, resolveu, organizou, cuidou e sumiu no meio de tudo isso.

👉 Essa é a solidão da mãe. Não a solidão de quem está só, mas a de quem está em todo lugar e não pertence a lugar nenhum verdadeiramente. A de quem aprendeu a funcionar tão bem que ninguém percebe quando está falhando por dentro.

E o mais pesado é que essa solidão vem acompanhada de culpa, porque “como você pode se sentir sozinha tendo tanta coisa e tanta gente ao redor?”

Pode. E faz todo sentido que você sinta isso. Ser vista, ouvida e cuidada de volta é uma necessidade humana — não é frescura nem ingratidão. E, quando essa necessidade não é atendida por tempo demais, o esgotamento que vem não é só cansaço. É uma perda silenciosa de si mesma.

Se você está nesse lugar agora, eu quero que você saiba que nomear isso já é um começo. E que existe espaço pra você ser mais do que a mãe que resolve tudo. 💙

↗️ Compartilhe este vídeo com uma mãe que precisa ler isto.

16/07/2026

Sabe aquela sensação de que tudo precisa ser resolvido agora, mesmo quando, se você parar pra pensar, nada está realmente pegando fogo? 🏃‍♀️💨 🔥

E não é frescura; é o que acontece quando o corpo aprende, ao longo de anos, a tratar a vida cotidiana como uma emergência constante.

Nas férias escolares, isso se intensifica de um jeito que poucas pessoas falam abertamente. A rotina que sustentava o dia some de repente, as crianças estão em casa, a demanda dobra, e a mãe que já estava no limite começa a operar num nível de alerta que o corpo não aguenta sustentar por muito tempo.

A sobrecarga materna não aparece de uma hora pra outra. Ela se instala aos poucos, vai ficando normalizada, vai virando “jeito que é” até o momento em que o corpo cobra em forma de ansiedade, irritação desproporcional, choro sem causa aparente e/ou adoecimento físico que não tem explicação médica óbvia. 😫

⚠️ Parar e descansar não é preguiça, respirar não é abandono. Deixar algumas coisas esperarem não é irresponsabilidade. E entender que nem tudo que parece urgente realmente é urgente pode ser um dos maiores atos de cuidado que você oferece a si mesma e, consequentemente, aos seus filhos.

Você não precisa estar sempre disponível pra ser uma boa mãe. Você precisa estar inteira, e inteira exige pausa, limite, espaço pra você também existir além da maternidade. 💙

Se isso fez sentido pra você, compartilhe com aquela mãe que você sabe que está precisando ler isto agora.

📹 Créditos: Dione Tenório | Psicopedagoga | Sarah Heinss | Muse Therapy 🤍

Tem uma crença muito antiga de que psicóloga precisa ser neutra, distante e técnica a ponto de não se deixar tocar pelo ...
20/06/2026

Tem uma crença muito antiga de que psicóloga precisa ser neutra, distante e técnica a ponto de não se deixar tocar pelo que ouve. E eu entendo de onde vem, ela existe para proteger o processo e garantir que o espaço terapêutico seja seguro.

No entanto, existe uma diferença entre não se perder na dor do outro e fingir que essa dor não te afeta, porque ela afeta. E eu acredito que precisa afetar — no sentido mais bonito dessa palavra, no sentido de afeto mesmo, de presença, de se importar de verdade com o que acontece com aquela pessoa que está na sua frente.

Quando encerro o consultório no fim do dia, eu não deixo as histórias para trás. Algumas vêm comigo no caminho, ficam na minha cabeça enquanto organizo a casa, aparecem em um pensamento rápido antes de dormir… Não porque eu não soube separar, mas porque escolhi ser uma psicóloga que se permite ser humana também, e minhas pacientes sabem disso.

Cuidar de pessoas não é um trabalho que você deixa no consultório. Ele vem com você. E tudo bem que venha. 💙

A Maria Eduarda tinha 21 anos, amava natureza, esportes ao ar livre e a vida que estava construindo. No sábado, ela entr...
17/06/2026

A Maria Eduarda tinha 21 anos, amava natureza, esportes ao ar livre e a vida que estava construindo. No sábado, ela entregou sua segurança nas mãos de pessoas que disseram que sabiam o que estavam fazendo — e essa confiança foi quebrada de uma forma que não tem como desfazer. Também confiou em todos que estavam ali com celulares nas mãos, filmando, mas não perceberam que faltava o item essencial: a corda. Ninguém notou, mas todos se lembraram de filmar.

👉 Confiar é um dos atos mais vulneráveis que existem. A gente faz isso sem perceber o tempo todo: confia no médico que prescreve, no instrutor que orienta, no parceiro que diz “pode ir, eu cuido”... Essa entrega é necessária para viver — a gente não consegue checar tudo, controlar tudo, garantir tudo sozinha. Em algum momento, a gente precisa acreditar no outro.

✅ E quando essa confiança é honrada, ela fortalece.
❌ Mas quando é quebrada — por descuido, negligência, um segundo de desatenção que custa tudo — ela deixa uma ferida que vai muito além de quem a viveu. Ela abala a nossa capacidade de acreditar que o mundo pode ser seguro.

O que aconteceu com a Maria Eduarda (ainda em investigação) foi falha humana, de quem recebeu a responsabilidade pela vida dela e não tratou com o devido cuidado, também de quem viu tudo e só lembrou de filmar.

Que a memória dela nos lembre da responsabilidade que existe em ser a pessoa em quem alguém confia. 🤍

16/06/2026

Pesca artesanal da tainha, em Bombinhas 🐟

Tem experiências que não cabem em nenhuma terapia, planilha de evolução ou relatório, pois elas simplesmente acontecem e deixam uma marca que você só consegue ver depois, quando percebe que seu filho está diferente de algum jeito que você não sabe explicar direito, mas sente.

A pesca artesanal da tainha, em Bombinhas, acontece uma vez por ano. As canoas são de madeira, os barcos são puxados à força, o mar decide a hora... Não tem como controlar, não tem como antecipar, não tem como dar a previsibilidade para o que vai acontecer. E foi exatamente isso que fez tão bem para o José.

Crianças autistas muitas vezes vivem num mundo com muita estrutura — e precisam disso, claro. Mas também precisam de experiências que falem com o corpo, com os sentidos, com a história e a cultura do lugar onde estão. O cheiro do mar, o barulho das redes, os homens puxando as canoas, os avós do lado... Tudo isso não foi só uma “brincadeira”, foi pertencer, fazer parte do lugar!

Existe uma grande diferença entre uma criança que conhece o mundo pela tela e uma criança que colocou o pé na areia enquanto via a cultura do lugar ganhar vida na frente dela. Autonomia, conexão e identidade começam em momentos assim, muito antes de qualquer atividade estruturada.

Eu sou psicóloga, mas nesse momento era só mãe, de coração cheio de alegria e orgulho, vendo meu filho viver e experienciar momentos que ficarão nele para sempre. 💙

11/06/2026

Tem pensamentos que a mãe atípica tem tanto medo de verbalizar que passa anos acreditando que só ela sente aquilo, que é egoísta, que é uma mãe ruim por ter pensado assim…

A Manuh trouxe um desses pensamentos com uma coragem que merece ser reconhecida: a de não desejar ter outro filho autista. Não pelo filho, mas pelos desafios que essa jornada carrega. O esgotamento emocional, o investimento de tempo que nunca para, as terapias, a luta constante por inclusão, por acesso, por ser entendida num mundo que ainda não foi feito para o seu filho.

⚠️ É preciso nos acolher com mais frequência: não desejar passar por isso de novo não é o mesmo que não amar. São coisas completamente diferentes, que vivem em lugares diferentes dentro de você.

Amar profundamente e estar exausta também. Ser uma mãe dedicada e ter medo de não conseguir de novo. Reconhecer o quanto essa vida exige de você e ainda assim escolher dar o melhor todos os dias — tudo isso pode existir junto, sem que um cancele o outro. E eu te digo como psicóloga e como mãe atípica que lida diariamente com os desafios dessa maternidade.

Se você já sentiu isso e nunca soube como nomear, saiba que você não está sozinha. E que esse sentimento não diz nada de ruim sobre você; diz que você é humana, e que a maternidade atípica é de verdade muito maior do que cabe numa frase bonita de Instagram. 💙

Compartilhe com aquela mãe que você sabe que precisa ler isto. Ou me conta nos comentários: você já se pegou sentindo algo parecido e teve medo de falar?

Créditos: Pamela Magalhães em PARECE TERAPIA - PODCAST com Maanuh Scotá 🎙️

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