06/05/2026
6 de maio, dia do nascimento de Sigmund Freud.
Hoje não é o “dia do psicanalista”. O psicanalista não é uma pessoa, uma categoria profissional ou um título que se esgota em um diploma.
A psicanálise não funda simplesmente uma profissão, ela inaugura um ofício, um fazer, uma posição ética diante da palavra, do desejo e do sofrimento humano.
Ser psicanalista não diz respeito apenas a uma pessoa, mas a um lugar ocupado no discurso analítico, sustentado pela escuta do inconsciente e pela renúncia ao saber absoluto sobre o sujeito.
Por isso, não se trata de celebrar uma profissão, celebramos hoje o nascimento daquele que fez existir um discurso inteiramente novo na história: Sigmund Freud.
Em uma época dominada pelo discurso médico e pelas tentativas de reduzir o sofrimento humano a classificações e silenciamentos, Freud ousou escutar aquilo que ninguém queria ouvir. Deu voz às mulheres que eram desacreditadas por sua época, reconheceu no sintoma uma verdade singular e inaugurou o inconsciente como dimensão fundamental da experiência humana.
Com Freud, nasce um discurso radicalmente novo, que rompe com a lógica da normalização e recoloca o sujeito e sua singularidade no centro da clínica.
Parabéns aos colegas que assim como Freud, se colocaram a assumir esta função chamada discurso do psicanalista.
Viva a psicanálise.
Viva o discurso analítico.
Viva a obra de Sigmund Freud.