27/01/2026
Estamos juntas há mais de 1 ano.
Confesso que no inicio enfrentamos grandes desafios.
Ela me via e sorria, mas quando íamos para a mesa tudo mudava. O semblante fechava, falava que não tinha necessidade do meu trabalho e me “dispensava”.
Na semante seguinte eu voltava, ela me via e abria novamente um sorriso e me chamava para sentar no sofá.
E ai era só alegria. Gostava de ver as histórias/atividades que eu levava no meu “caderninho” (tablet), participava ativamente de todas as propostas e no final perguntava quando eu iria voltar.
E assim foram alguns atendimentos e logo entendi que o problema não era a minha presença. Mas sim a forma da aplicação da estimulação.
Na mesa, ela sentia que era um compromisso, uma obrigação e no auge dos seus 95 anos não queria mais isso.
Já no sofá, era um “bate-papo” (será? 😊), um encontro mais descontraído ao olhar dela, então era prazeroso.
E é assim até hoje. Ela me ama (no sofá), mas se por algum motivo formos até a mesa, ela volta a me odiar 😅.
E por isso reforço que a estimulação vai muito além da aplicação de atividades. É necessário raciocínio clínico e sensibilidade para entender a necessidade e aceitação de cada paciente.
Existe técnica e muito estudo, mas não uma receita de bolo.
Cada paciente é único e o atendimento tem que ser personalizado.
Ah, e como eu sou grata por isso! ❤️
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📍Danyelle Azevedo
Psicóloga e Psicomotricista
Especialização em Gerontologia
Formação em Estimulação Cognitiva
(21) 98168-5999