28/05/2026
Existem dores que não podem ser evitadas.
Não existe maturidade emocional que elimine completamente o impacto de um término, da perda de um vínculo, da saída de um trabalho, da espera angustiante por algo que não depende mais de você.
Existem experiências que atravessam o sujeito antes de serem compreendidas.
E, nesses momentos, muitas pessoas tentam “resolver” rapidamente aquilo que, na verdade, precisa ser vivido, elaborado, atravessado. Tentam anestesiar a angústia, acelerar o luto, racionalizar o vazio, ocupar compulsivamente a mente para não sentir o peso do que está acontecendo internamente.
Mas há estados emocionais que não se resolvem por velocidade...eles exigem presença.
Isso não significa afundar sozinha nas próprias dores.
Pelo contrário.
Nesses períodos, torna-se ainda mais importante se aproximar das relações que oferecem sustentação real. Pessoas diante das quais você não precise performar estabilidade o tempo inteiro. Lugares onde seja possível existir sem precisar esconder a própria fragilidade.
E, muitas vezes, também significa buscar ajuda profissional para não precisar atravessar tudo isso isoladamente.
Porque algumas dores não podem ser puladas.
Mas elas podem ser atravessadas com companhia, escuta, elaboração e cuidado.
Há sofrimentos que adoecem justamente quando o sujeito acredita que precisa suportá-los sozinho.
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Beatriz Muniz, Psicóloga Clínica – UFRJ | Mestre em Psicologia - UFRJ
Atendimentos presenciais em Niterói e também online.