21/11/2022
O TRANSTORNO ALIMENTAR RESTRITIVO EVITATIVO (TARE) é uma desordem psiquiátrica que geralmente se inicia no período de lactente, ou na primeira infância, podendo persistir na idade adulta.
Nele, não há preocupação com a imagem corporal, a pessoa simplesmente come pouquíssima quantidade ou evita os alimentos conforme suas características sensoriais (cheiro, cor, textura, temperatura). A grande questão associada a esse transtorno é que ele pode interferir negativamente no ganho ponderal, no crescimento e desenvolvimento físico e mental, podendo afetar a cognição da criança.
Além disso, esse transtorno também aumenta o estresse intradomiciliar, trazendo prejuízo para as relações familiares, bem como para o aspecto social da vida dessa criança.
🚩Quando suspeitar?
Quando a criança apresentar desinteresse ou esquiva para se alimentar de forma persistente e não conseguirmos garantir suas necessidades energéticas e/ou nutricionais, associada a PELO MENOS UM dos critérios abaixo:
1. Perda de peso significativa ou não recupera o peso/crescimento conforme esperado.
2. Deficiência nutricional significativa.
3. Dependência de alimentação enteral ou suplementos nutricionais orais.
4. Interferência marcante no funcionamento psicossocial.
Outra coisa importante, é que ele pode acompanhar outros quadros psiquiátricos, como Deficiência Intelectual, Transtorno de Ansiedade, TOC, TDAH. Mas em especial, na faixa etária pediátrica, estaria o Transtorno do espectro autista, pelas questões sensoriais. O que não significa que está correlação é obrigatória. Alguns autistas terão problemas de seletividade, mas não terão o transtorno alimentar restritivo/evitativo.
A ansiedade familiar, bem como pais com algum transtorno alimentar, são fatores de risco para o desenvolvimento e pior prognóstico deste transtorno.
Caso conheça alguma criança passando por essa situação, a boa notícia é que tem tratamento!
A abordagem é multidisciplinar, com médico, psicólogo, nutricionista e, dependendo do caso, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
Bora!
Tem muita gente por aí simplificando e apenas mandando deixar a criança com fome, ou obrigando a comer, se expor, sem nem pensar em tratar!