Psicóloga Cláudia Romeu

Psicóloga Cláudia Romeu Se você chegou até aqui, fico muito feliz pelo seu interesse em buscar ajuda psicológica. CRP05/69591

Solidão não é falta de companhia. É falta de alguém que te conhece.Colin Murray Parkes passou décadas documentando o que...
10/06/2026

Solidão não é falta de companhia. É falta de alguém que te conhece.
Colin Murray Parkes passou décadas documentando o que acontece no corpo quando um vínculo central é rompido. O sistema imunológico muda. O sono muda. A pressão arterial muda. O corpo responde à ausência como se fosse perigo.
A pergunta que f**a: quantas pessoas na sua vida sabem de você de verdade?

Tem vínculos que cansam de um jeito difícil de explicar. Não é briga, não é maldade. É o peso de ter se tornado o apoio ...
04/06/2026

Tem vínculos que cansam de um jeito difícil de explicar. Não é briga, não é maldade. É o peso de ter se tornado o apoio permanente de alguém que não aprendeu a se sustentar.

Bion chamou de identif**ação projetiva o processo pelo qual estados internos não processados são depositados no outro. James Coan mostrou, em pesquisa, que o cérebro usa ativamente outras pessoas para regular o próprio sistema nervoso. Quando isso não foi internalizado na infância, o outro vira estrutura.
E estrutura não descansa.

Se você se reconheceu nesse post, salva. Às vezes nomear já alivia um pouco.
Compartilha com quem precisa ver isso.

Toda relação carrega acordos que nunca foram feitos em palavras. Ninguém propôs. Todo mundo cumpre. Quando um desses com...
02/06/2026

Toda relação carrega acordos que nunca foram feitos em palavras. Ninguém propôs. Todo mundo cumpre. Quando um desses combinados é quebrado, a reação costuma surpreender. Não pelo que aconteceu. Pelo que estava sendo guardado.

Leon Festinger descreveu isso em 1954: não nos comparamos com qualquer pessoa. Nos comparamos com quem partiu do mesmo p...
27/05/2026

Leon Festinger descreveu isso em 1954: não nos comparamos com qualquer pessoa. Nos comparamos com quem partiu do mesmo ponto.Por isso não é a celebridade que incomoda. É quem estudou na mesma escola, cresceu no mesmo bairro, saiu do mesmo lugar que você.A proximidade é o que dói.

No consultório, isso aparece menos como inveja e mais como uma pergunta que ficou em aberto: por que ela chegou lá e eu não?

O que importa é o que você faz quando essa pergunta aparece

Conquistar o que queria deveria ser simples. Chegar, respirar, sentir que valeu.Mas o que aparece com frequência no cons...
25/05/2026

Conquistar o que queria deveria ser simples. Chegar, respirar, sentir que valeu.
Mas o que aparece com frequência no consultório é diferente: o alívio não vem. No lugar dele, uma ansiedade que não faz sentido, ou um vazio que a pessoa logo preenche com o próximo objetivo, antes de ter tempo de sentir o que está dentro desse. Em alguns casos, a corrida em si já era a resposta para uma pergunta que assustava: isso era realmente o que eu queria?Enquanto estamos correndo, não precisamos responder.Quando chegamos, a pergunta f**a visível.

Há uma diferença entre conquistar um objetivo que é seu e conquistar um objetivo que você aprendeu a querer. Os dois dão trabalho. Mas só um dá pouso.

Tenho me sentido profundamente indignada com as últimas notícias sobre a violência contra as mulheres. Não são apenas ma...
13/02/2026

Tenho me sentido profundamente indignada com as últimas notícias sobre a violência contra as mulheres. Não são apenas manchetes. São vidas interrompidas, sonhos atravessados, histórias que poderiam continuar.

Ser mulher não está se tornando mais fácil. Está se tornando mais brutal. E essa brutalidade não aparece só nas ruas. Ela chega também ao consultório. Chega nas mulheres que se sentam diante de mim carregando silêncio, medo, culpa e a sensação de que precisam se diminuir para sobreviver.

O que explode em violência lá fora muitas vezes já estava acontecendo de forma invisível por dentro. O controle, a desvalorização, o apagamento da autonomia. O feminicídio não começa no ato extremo. Ele começa na ideia de que uma mulher pode ser posse.

Não podemos tratar isso como algo distante. E, enquanto sociedade, precisamos decidir se continuaremos tratando mulheres como território ou se finalmente as reconheceremos como mulheres plenas de direitos, desejos e dignidade.

A indignação não pode ser passageira. Ela precisa nos mover.

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