05/09/2023
Viver é sempre a melhor opção. Embora esta pareça ser uma idéia óbvia, o suicídio é um tema complexo, que não permite avaliações ou análises simplistas.
Com informações confiáveis sobre o tema e empatia, podemos entender mais facilmente a dor do outro e compreender os motivos que levam alguém a atentar contra a própria vida. Este é o propósito do "Setembro Amarelo": convidar a sociedade a ter um olhar mais cuidadoso para as dores emocionais, especialmente das pessoas emocionalmente mais fragilizadas. Isto salva vidas.
A pessoa com ideações suicidas costuma ter uma percepção alterada da realidade, normalmente em função de um importante adoecimento mental e emocional. A pessoa vê na morte a única saída possível para encerrar uma dor profunda, que gera extremo sofrimento e desilusão com a vida.
Como fazê-la contemplar outros caminhos para aliviar sua dor, que não envolvam a sua morte?
A resposta é: tratando da "dor" de quem sofre; prevenindo que a pessoa chegue "às últimas consequências". Estudos apontam que, com o acolhimento e o tratamento adequados, até 90% das pessoas com ideações suicidas são capazes de desenvolver apreço pela vida, e deixam de ser um perigo para si mesmas.
A Depressão - considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século" - é, o principal transtorno mental ligado ao suicídio. Mas ela em geral está associada a outras questões, que podem potencializar o desejo de tirar a própria vida, como o abuso de álcool e entorpecentes, ou eventos traumáticos e situações que gerem extrema tristeza e desespero, como luto, o fim de uma relação, desemprego, crise existencial, sensação de abandono e solidão, entre outros.
O apoio psicológico e/ou psiquiátrico ajudam a pessoa a desenvolver as ferramentas internas para lidar melhor com suas dores e conflitos, para recuperar o controle da própria vida e a esperança por dias melhores. Esta é a melhor forma de fazê-la acreditar que, mesmo diante da dor, viver é sempre a decisão certa.