08/10/2026
Ninguém escolhe viver isso com o seu filho.
Ninguém sonha com o medo, com as incertezas, com os diagnósticos que chegam quando você ainda está tentando entender quem você se tornou depois de ser mãe.
Enquanto o mundo espera que você esteja vivendo apenas a felicidade da chegada de um filho, por dentro, talvez você esteja tentando sobreviver a sentimentos que nem sabia que poderiam coexistir.
Existe amor. Um amor imenso.
Mas também pode existir medo, cansaço, culpa, luto, insegurança e uma solidão difícil de explicar.
E tudo isso pode acontecer ao mesmo tempo.
Você não é uma mãe pior por sentir que não está bem. Você não ama menos o seu filho porque, em alguns dias, gostaria que as coisas fossem diferentes.
Porque ninguém escolhe os desafios que vai enfrentar.
Ninguém se prepara, de verdade, para receber uma notícia e, ao mesmo tempo, precisar continuar amamentando, acordando de madrugada, cuidando de um bebê e tentando processar uma nova realidade.
Talvez você esteja vivendo um puerpério diferente daquele que imaginou. E está tudo bem reconhecer que existe um luto pelo que você sonhou. Reconhecer essa dor não diminui o amor que você sente pelo seu filho.
Pelo contrário.
Você pode amar profundamente e, ainda assim, precisar de tempo para entender, aceitar, aprender e se reconstruir.
Você não precisa ser forte o tempo todo. Não precisa ter todas as respostas. Nem carregar tudo sozinha.
Mãe, você também merece cuidado.
Também merece colo. Também precisa ser ouvida.
E, principalmente, precisa saber que você não está sozinha.
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👧🏻 Mãe da Luisa
Pediatra Neonatologista | Psiquiatra Infantil
CRM-RJ 85794-7 RQE 18084 | 30133