Núcleo de Psicologia Clínica e Psicossomática - Icaraí, Niterói

Núcleo de Psicologia Clínica e Psicossomática - Icaraí, Niterói Serviços em Psicologia - marque sua consulta - informações - Psicoterapia, Somatic Experiencing.

Núcleo de Psicologia Clínica e Psicossomática
Marcação de consultas: (21) 98777-8141 ou 2705-1023
(Não aceitamos convênios)

www.clinicapsic.com.br

Oferecemos tratamento Psicológico de Pânico, Depressão, Fobias, Estresse, Traumas, Problemas de Relacionamento, Distúrbios Psicossomáticos, entre outros. Psicólogo Clínico (UFRJ), com formação em Psicoterapia Reichiana (formações no Brasil e na Inglat

erra - Centre for Orgonomic Research and Education), Gestalt), Somatic Experiencing®, Psicologia Biodinâmica, Pranic Healing, Hipnose Ericksoniana, entre outras abordagens psicoterápicas. Membro da European Association for Body-psychotherapy (EABP) e da Associação Brasileira do Trauma (ABT). Contatos: 2705-1023 / 98777-8141

Atendimento com hora marcada:

SHOPPING ICARAÍ - sala 1920
Rua Moreira César, 229, 1920 - Icaraí

www.clinicapsic.com.br

Dirigir um tratamento não é dirigir a vida de quem procura análise.A distinção, formulada por Lacan, delimita com precis...
14/09/2026

Dirigir um tratamento não é dirigir a vida de quem procura análise.

A distinção, formulada por Lacan, delimita com precisão o trabalho do analista. Uma análise possui direção: há um enquadre, uma escuta orientada, intervenções, interpretações e decisões sobre o tempo das sessões. O analista não ocupa uma posição neutra nem se limita a acompanhar cordialmente tudo o que é dito.

Sua responsabilidade, porém, não inclui decidir pelo paciente.

Diante de uma separação, de uma mudança profissional ou de um conflito familiar, seria possível oferecer conselhos, indicar o caminho considerado mais sensato ou apresentar um modelo de vida saudável. Isso talvez aliviasse momentaneamente a incerteza, mas colocaria o saber e a decisão novamente do lado de outra pessoa.

A análise trabalha em outra direção.

O analista escuta como aquela escolha aparece na fala: quais palavras retornam, quais consequências parecem insuportáveis, a quem se procura satisfazer, que dívida se acredita possuir e de qual desejo o sujeito se afasta enquanto tenta encontrar uma garantia.

Suas intervenções não informam o que deve ser feito. Elas permitem que a pessoa reconheça os termos dentro dos quais vinha formulando o problema. Uma alternativa antes invisível pode surgir; uma certeza herdada pode perder sua força; uma decisão pode finalmente ser assumida sem precisar ser autorizada pelo outro.

Isso não significa abandonar o paciente à própria dúvida. O analista sustenta o trabalho justamente ao não preencher depressa o espaço da resposta. Interpreta, pontua, pergunta e corta quando necessário. A direção clínica está em fazer avançar a análise, não em produzir obediência.

Quem procura um analista não terceiriza a própria vida. Encontra um dispositivo no qual pode examinar o que a determina e construir uma posição menos dependente das respostas que sempre buscou fora de si.

O analista dirige o tratamento. A vida continua pertencendo a quem a vive.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho
Psicólogo | CRP 05/38.712

Agende sua sessão em Ipanema, Icaraí ou online.

A clínica do autismo exige o reconhecimento de uma relação singular com a linguagem, com o corpo e com o outro.Parte da ...
13/09/2026

A clínica do autismo exige o reconhecimento de uma relação singular com a linguagem, com o corpo e com o outro.

Parte da tradição lacaniana propõe o autismo como uma quarta estrutura, distinta da neurose, da psicose e da perversão. Nessa leitura, bordas, duplos, objetos e interesses específicos podem funcionar como recursos para organizar um mundo vivido, muitas vezes, como invasivo.

A formulação de que “não haveria Outro” não significa impossibilidade de vínculo.

Pessoas autistas podem estabelecer uma relação transferencial intensa e fecunda com o analista. Essa relação possui particularidades: pode exigir maior respeito ao tempo, ao silêncio, à distância e às formas indiretas de comunicação. Ainda assim, há endereçamento, confiança e trabalho compartilhado.

Também há fala, inclusive quando ela demora a encontrar uma forma própria. Por trás de formulações rígidas, descrições minuciosas ou dificuldades para nomear os afetos, pode existir uma vida psíquica extensa ainda sem condições de ser articulada.

É nesse ponto que o dispositivo analítico oferece algo específico. Em vez de ensinar uma maneira correta de sentir, conversar ou se comportar, ele acolhe os significantes, as imagens, os interesses e as invenções pelos quais a pessoa procura organizar sua experiência.

Em minha prática clínica, observo o quanto esse trabalho pode favorecer a elaboração. Imagens, cenas e pensamentos antes pouco comunicáveis começam a adquirir palavras, relações e diferenças. A fala não serve apenas para relatar o vivido: participa da construção de uma posição possível diante dele.

Isso não exclui outros cuidados quando necessários. O autismo é heterogêneo, e cada pessoa pode precisar de diferentes formas de apoio. O ponto ético está em não confundir cuidado com normalização.

Uma análise oferece condições para que o sujeito amplie seus recursos sem abandonar aquilo que lhe permite sustentar-se.

A transferência não contradiz a singularidade autística. Ela mostra que o vínculo pode ser construído quando o outro aceita não ocupar todo o espaço.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho
Psicólogo | CRP 05/38.712

Agende sua sessão em Ipanema, Icaraí ou online.

O corte incide sobre a cadeia significante.Como um bisturi, não atravessa a fala em qualquer lugar. Intervém no ponto em...
12/09/2026

O corte incide sobre a cadeia significante.

Como um bisturi, não atravessa a fala em qualquer lugar. Intervém no ponto em que uma palavra, uma contradição, uma pausa ou uma mudança de tom concentra algo decisivo para o sujeito.

Seu valor não está na interrupção em si, mas na separação que produz. Ao suspender o encadeamento habitual das explicações, o corte impede que aquilo que acaba de surgir seja rapidamente recoberto pelo sentido já conhecido.

Uma palavra permanece. Uma frase retorna. Uma certeza perde sua estabilidade.

Na análise lacaniana, corte e interpretação participam do mesmo ato. Interpretar não consiste em revelar o significado verdadeiro da história de alguém, como se o analista possuísse sua tradução correta. A interpretação intervém na articulação entre os significantes para que outra leitura possa surgir.

Isso pode ocorrer ao se destacar uma palavra, devolver uma formulação, introduzir uma pergunta, sustentar um silêncio ou concluir a sessão num momento preciso. O ato do analista procura atingir a estrutura do que foi dito, e não apenas comentar seu conteúdo.

A metáfora da edição ajuda a compreender esse trabalho. Algumas experiências chegam à análise como um arquivo fechado: parecem definitivamente interpretadas. O corte reabre esse arquivo. Separa elementos antes colados, desloca uma frase e aproxima passagens que pareciam distantes.

Não se apaga o que aconteceu. Modifica-se o lugar ocupado por aquilo que aconteceu.

Quando um significante passa a se articular com outros, a posição do sujeito também pode se alterar. A mudança deixa de depender somente da decisão consciente ou do esforço de agir de outra maneira. Ela alcança os termos pelos quais a pessoa se reconhece, deseja, escolhe e se relaciona.

O corte abre uma passagem onde o discurso parecia concluído. A partir dela, o sujeito pode encontrar outra maneira de se situar em sua história — e de responder pelo que fará com ela.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho
Psicólogo | CRP 05/38.712

Agende sua sessão em Ipanema, Icaraí ou online.

Uma pessoa pode compreender com bastante precisão as razões de seu sofrimento.Sabe relacionar sua necessidade de aprovaç...
12/09/2026

Uma pessoa pode compreender com bastante precisão as razões de seu sofrimento.

Sabe relacionar sua necessidade de aprovação às exigências familiares. Reconhece que escolhe parceiros indisponíveis. Identifica o medo que a mantém num trabalho insatisfatório. Conhece seus traumas, suas defesas e até os nomes técnicos que descrevem seu funcionamento.

Tudo isso pode ser verdadeiro. Ainda assim, a repetição prossegue.

O conhecimento organiza a experiência e pode oferecer um alívio importante. O problema começa quando a explicação se torna uma conclusão definitiva: cada novo acontecimento passa a confirmar uma história já conhecida, e nenhuma palavra consegue introduzir uma pergunta.

A pessoa deixa de investigar o que acontece para repetir aquilo que aprendeu a dizer sobre si mesma.

Na clínica, isso aparece em narrativas impecáveis, produzidas com grande inteligência, mas pronunciadas a uma distância segura. Fala-se do sofrimento sem que a fala seja afetada por ele. A explicação nomeia o conflito e, ao mesmo tempo, protege quem fala das consequências desse reconhecimento.

A análise não desconfia da inteligência nem exige que alguém abandone aquilo que compreendeu. Ela recusa apenas a equivalência entre explicar e transformar.

Uma escuta analítica presta atenção ao modo como a história é contada: às palavras que retornam, às justificativas que chegam cedo demais, às mudanças de tom, aos silêncios e às contradições que a narrativa organizada procura corrigir.

A questão decisiva deixa de ser apenas “por que sou assim?” e passa a incluir outras: o que essa explicação me permite evitar? Que posição ela preserva? O que teria de mudar se eu levasse a sério aquilo que já sei?

Elaborar não consiste em acumular interpretações sobre si. O trabalho avança quando o saber deixa de encerrar a experiência e começa a produzir consequências: uma escolha diferente, uma renúncia necessária, um limite sustentado ou uma nova posição diante do próprio desejo.

Compreender pode abrir um caminho. Percorrê-lo exige algo além da compreensão.

Yuri Coutinho Vilarinho
Psicólogo | CRP 05/38.712

Psicoterapia em Ipanema, Icaraí e online.
Agendamentos pelo direct.

Uma pessoa dificilmente procura uma análise ao primeiro sinal de sofrimento. Antes disso, encontra meios de continuar.Ev...
11/09/2026

Uma pessoa dificilmente procura uma análise ao primeiro sinal de sofrimento. Antes disso, encontra meios de continuar.

Evita certos assuntos, controla o que pode, anestesia o que incomoda, repete relações conhecidas ou preserva uma explicação sobre si mesma que mantém a vida minimamente organizada. Esses recursos não constituem simples erros. Durante algum tempo, eles cumprem uma função.

O sintoma participa desse arranjo. Embora cause sofrimento, também protege, contém conflitos e oferece uma solução possível para aquilo que o sujeito ainda não consegue enfrentar de outra maneira. Há, contudo, um preço simbólico e emocional a ser pago.

Enquanto esse preço parece suportável, a vida prossegue.

Uma escolha profissional, o nascimento de um filho, uma separação, uma perda ou uma experiência traumática podem alterar esse equilíbrio. O acontecimento não apenas acrescenta uma dificuldade: ele revela a insuficiência da solução anterior. Aquilo que organizava a experiência já não consegue fazê-lo da mesma forma.

Na psicanálise, a fantasia não designa uma simples ilusão. Ela funciona como uma estrutura pela qual o sujeito interpreta a realidade, organiza seus vínculos e situa o próprio desejo. Quando essa estrutura é abalada, a angústia aparece: faltam as coordenadas que até então permitiam seguir.

Frequentemente, alguém chega à análise esperando restaurar o equilíbrio perdido e voltar a ser quem era. O trabalho analítico, porém, não se limita a reparar a antiga organização. Ele interroga a função do sintoma, aquilo de que ele defendia o sujeito, a satisfação que conservava e o custo exigido por sua repetição.

A análise começa quando esse preço pode ser reconhecido. A partir daí, torna-se possível construir outra relação com o sintoma, com a fantasia e com as escolhas que orientam uma vida.

Não se trata de eliminar todo conflito, mas de deixar de pagar, sem saber, pela mesma solução.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho, PhD
Psicólogo | CRP 05/38.712

Atendimentos em Ipanema, Icaraí e online.

Grupo de Psicoterapia para Adolescentes | IpanemaA psicoterapia de grupo oferece aos adolescentes um espaço clínico de e...
10/09/2026

Grupo de Psicoterapia para Adolescentes | Ipanema

A psicoterapia de grupo oferece aos adolescentes um espaço clínico de escuta, expressão e acompanhamento regular, no qual diferentes questões próprias dessa etapa da vida podem ser trabalhadas.

Os encontros permitem abordar dificuldades emocionais e de relacionamento, ansiedade, insegurança, autoestima, conflitos familiares, amizades e vínculos afetivos, relação com o corpo e com a própria imagem, experiências de isolamento ou rejeição, vida escolar, uso de redes sociais e telas, além das mudanças, escolhas e expectativas que acompanham a adolescência.

A continuidade do trabalho semanal permite acompanhar essas questões ao longo do tempo. A experiência em grupo também favorece a comunicação, a escuta, a construção de vínculos e o desenvolvimento de recursos para lidar com conflitos, frustrações e situações do cotidiano.

Informações sobre o grupo

• Local: Rua Visconde de Pirajá — Ipanema, Rio de Janeiro
• Frequência: semanal
• Duração: 1h30 por encontro
• Vagas limitadas

Demais informações e inscrições diretamente pelo WhatsApp.

Dr. Yuri Vilarinho, PhD
Psicólogo (UFRJ)
CRP 05/38.712

Minha formação percorre campos diferentes, cada qual com seus objetos e métodos.Na física da matéria condensada, trabalh...
10/09/2026

Minha formação percorre campos diferentes, cada qual com seus objetos e métodos.

Na física da matéria condensada, trabalhei com simulações de materiais de baixa dimensionalidade. Na biologia de sistemas, participei de pesquisas sobre redes complexas ligadas à expressão gênica e ao desenvolvimento embrionário. A Nanotecnologia ampliou esse trânsito entre física, química e biologia.

No mestrado em Saúde Coletiva, realizado no IMS/UERJ sob orientação de Benilton Bezerra Jr., desenvolvi a pesquisa historiográfica “Narrativas médicas do medo: do coração ao cérebro”.

Investiguei como a medicina explicou o medo e o pavor, das teorias centradas no coração às formulações contemporâneas sobre o cérebro. Não procurei narrar uma marcha progressiva em direção à verdade atual, mas compreender o que cada teoria tornou visível e o que deixou de perceber.

O trabalho ocorreu num ambiente intelectual do qual participavam pensadores como Benilton Bezerra Jr., Jurandir Freire Costa, Francisco Ortega e Joel Birman. Essa interlocução fortaleceu uma leitura crítica dos diagnósticos e das formas pelas quais cada época interpreta o sofrimento.

Nesse percurso, a psicanálise se destaca como teoria e, sobretudo, como método clínico. Ela se tornou central em meu trabalho porque, na experiência com os casos, foi onde encontrei maior consistência na produção de avanços clínicos.

Essa eficácia não significa eliminar rapidamente o sofrimento, adaptar alguém a um ideal de normalidade ou prometer uma cura absoluta. Ela aparece quando o sujeito modifica sua relação com o sintoma, compreende suas repetições, conquista maior liberdade diante do que o determinava e assume outra posição perante o próprio desejo.

A psicanálise permite trabalhar com o que não cabe inteiramente no diagnóstico: palavras que retornam, contradições, silêncios e a participação singular de cada pessoa nos impasses que vive.

Meu percurso ensinou-me a estudar profundamente sem utilizar o conhecimento para encerrar a escuta. A teoria orienta. O método sustenta o trabalho. O caso conserva o direito de surpreender ambos.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho
Psicólogo | CRP 05/38.712

Psicoterapia em Ipanema, Icaraí e online.

09/09/2026

Uma pessoa chega à terapia trazendo uma demanda. Quer que a ansiedade cesse, que o relacionamento volte a funcionar, que...
09/09/2026

Uma pessoa chega à terapia trazendo uma demanda. Quer que a ansiedade cesse, que o relacionamento volte a funcionar, que uma decisão se torne clara ou que alguém lhe diga o que fazer.

Esses pedidos são legítimos. O sofrimento exige atenção, e o tratamento precisa produzir efeitos. A escuta analítica, porém, não se limita a entregar a resposta solicitada.

Uma necessidade pode encontrar satisfação: a fome pede alimento; o cansaço, repouso. Quando passa pela linguagem e é dirigida a alguém, ela se torna também um pedido de presença, reconhecimento ou garantia. Por isso, mesmo depois de recebermos o que pedimos, alguma coisa pode continuar faltando.

É comum tentar eliminar esse intervalo acumulando conquistas, relações, consumo, controle ou substâncias. O objeto muda; a expectativa permanece: “quando eu conseguir isto, finalmente estarei completo”. A satisfação chega, mas não encerra o movimento.

Lacan chamou de "objeto a" não aquilo que falta e poderia ser encontrado, mas a causa que mantém o desejo em movimento. Ele aparece como um resto que nenhuma resposta, pessoa ou aquisição consegue recobrir por inteiro.

Na análise, isso tem consequências. Se o analista responde a toda demanda com conselhos, aprovação ou certeza, pode ocupar o lugar daquele que supostamente sabe o que completaria o paciente. O tratamento corre o risco de reforçar a dependência e repetir a relação que o sujeito já mantém com as respostas do outro.

Recusar esse lugar não significa frieza, abandono ou frustração deliberada. Significa escutar o pedido e abrir espaço para outras perguntas: o que se repete nessa busca? A quem essa demanda se dirige? O que a pessoa espera receber? Qual desejo permanece encoberto pelo pedido?

A falta, nessa perspectiva, não é um defeito a ser corrigido. É o intervalo que impede o ser humano de se fechar numa identidade definitiva e torna possível desejar, escolher e criar.

O avanço clínico não consiste em deixar de precisar dos outros. Consiste em não lhes entregar a tarefa de dizer quem somos, o que devemos querer e aquilo que nos faria completos.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho, PhD
Psicólogo UFRJ | CRP 05/38.712

Psicoterapia em Ipanema, Icaraí e online.

Uma clínica orientada pela psicanálise lacaniana não se define apenas pelo divã, pela duração das sessões ou pelo número...
09/09/2026

Uma clínica orientada pela psicanálise lacaniana não se define apenas pelo divã, pela duração das sessões ou pelo número de pessoas presentes. Sua direção está no lugar concedido à fala, à transferência e à singularidade do sujeito.

Na análise individual, a fala encontra um endereço particular. O que se repete, as contradições e aquilo que escapa à intenção consciente podem ser examinados no interior de uma relação transferencial concentrada. Esse dispositivo favorece o desdobramento minucioso da história, das fantasias e dos impasses de cada pessoa.

No trabalho clínico de orientação lacaniana em grupo, a presença dos outros modifica a experiência. A palavra de um participante pode provocar uma lembrança, interromper uma certeza ou produzir uma associação em outro. Também se apresentam, de maneira viva, rivalidades, alianças, silêncios, demandas de reconhecimento e posições habitualmente ocupadas nos vínculos.

A proposta não consiste em oferecer conselhos, produzir consenso ou reunir pessoas sob uma identidade comum. A potência clínica do grupo está em permitir que cada participante seja afetado pelo encontro sem perder sua particularidade.

Cabe ao analista sustentar o enquadre, acompanhar a trama transferencial e intervir quando as identificações ou disputas imaginárias começam a encobrir aquilo que cada um precisa formular.

Os dispositivos possuem alcances próprios. A análise individual oferece maior recolhimento para a construção singular do caso. O grupo torna particularmente audível a maneira pela qual alguém se dirige aos outros, responde à diferença e participa do laço social.

A indicação considera a demanda, o momento do tratamento e as condições subjetivas de cada pessoa. As modalidades podem ser complementares quando essa composição possui uma razão clínica.

Em ambas, o trabalho não procura ajustar alguém a um modelo. Procura criar condições para que o sujeito reconheça sua posição no que vive e encontre outras maneiras de responder por ela.

Dr. Yuri Coutinho Vilarinho
Psicólogo | CRP 05/38.712

Psicoterapia em Ipanema, Icaraí e online.
Para informações sobre atendimentos individuais e trabalhos em grupo, entre em contato.

Endereço

Rua Ator Paulo Gustavo, 229, Sala 1920/Icaraí/Niterói
Niterói, RJ
24230052

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Núcleo de Psicologia Clínica e Psicossomática - Icaraí, Niterói posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Núcleo de Psicologia Clínica e Psicossomática - Icaraí, Niterói:

Atalhos

Compartilhar

Categoria