O Coletivo Virgínia Bicudo, grupo de apoio não-terapêutico, é uma roda de conversa aberta, popular e democrática sobre Saúde Mental. Nosso foco é revisitar o conceito de saúde, bem-estar e qualidade de vida através da informação, conscientização, acolhimento e humanização, propondo assim, diálogo, trocas afetivas e empoderamento para aqueles que sofrem com esses transtornos, seus familiares, amig
os e demais interessados pelo tema. Por que Virgínia Bicudo? O nome de Virgínia Leone Bicudo (1910-2003) foi escolhido por se tratar da primeira psicanalista brasileira, psicóloga e socióloga negra, não-médica, que entrou para a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) em 1945 e em 1962, eleita presidente da segunda diretoria do Instituto de Psicanálise, função que desempenharia até 1975. Virgínia trabalhou de diversas maneiras para a difusão da Psicanálise no Brasil: redigiu colunas na imprensa defendendo suas ideias sobre a função social do psicanalista, participou da fundação da Sociedade de Psicanálise de Brasília. e colaborou também na criação da Revista Brasileira de Psicanálise (RBP). Por estes e outros motivos como a questão da representatividade da mulher negra na sociedade, por ser uma protagonista da história da psicanálise tão invisibilizada e por todo interesse social que a movia, acreditamos ser o contexto adequado e sugestivo para um movimento que pretende ouvir, dar voz e trocar afetos. Assim, resgatamos não só o nome, mas as gentes. "Eu me interessei muito cedo por esse lado social. Não foi por acaso que procurei psicanálise e sociologia. Veja bem o que fiz: eu fui buscar defesas científicas para o íntimo, o psíquico, para conciliar a pessoa de dentro com a de fora. Fui procurar na sociologia a explicação para questões de status social. E, na psicanálise, proteção para a expectativa de rejeição. Essa é a história", disse Virgínia, em uma entrevista de 1998. (Fonte: Huffpost Brasil).
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Objetivos:
Levar conscientização e sensibilização sobre a questão da saúde mental, especificamente, sobre o transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico e depressão;
Promover informação sobre como lidar com esses transtornos através da ajuda mútua (self-helping), do diálogo e de atividades multidisciplinares;
Dialogar sobre os meios de enfrentamento da depressão, através do auxílio profissional de profissionais de psicologia e assistência social;
Divulgar as ações realizadas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS e CAPS-AD) desde a triagem às possíveis terapias alternativas que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece através das Redes Básicas de Saúde (RBS), são elas: homeopatia, medicina tradicional chinesa/acupuntura, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, termalismo social/crenoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga. (Ministério da Saúde aprovou a inclusão de 14 novos procedimentos). Finalidades:
Ser um grupo de apoio (não-terapêutico) para pessoas com transtornos mentais, seus familiares e amigos, bem como a sociedade;
Fazer com que as pessoas com transtornos mentais tenham mais informações e esclarecimentos sobre esses transtornos;
Reconhecer e aceitar o processo do transtorno;
Promover a conscientização sobre a importância do primeiro passo: ir ao psiquiatra e ao psicólogo;
Estimular o convívio social de forma saudável;
Estimular o diálogo, o contato e o cooperativismo;
Esclarecer dúvidas e acolher.