Psicóloga Renata Monteiro

Psicóloga Renata Monteiro Psicóloga Clínica com ênfase na abordagem Cognitiva Comportamental e especialista em Avaliação Psicológica. Atendimentos Online - qualquer região.

Atendimentos Presenciais - Novo Hamburgo - RS


Contato direto (51)99388-3843

Na clínica e na vida, é comum ver pessoas transformando términos, afastamentos e mudanças em provas internas de insufici...
29/03/2026

Na clínica e na vida, é comum ver pessoas transformando términos, afastamentos e mudanças em provas internas de insuficiência.

Seja ela qual for a relação.

Como se, no fundo, toda ruptura precisasse confirmar a ideia de “não fui bom o bastante”, “eu estraguei tudo”, “tem algo de errado comigo”.

Mas nem todo vínculo se desfaz por erro.

Muitos se desfazem porque deixam de ser sustentáveis psiquicamente.

Relações também têm ciclos.

Elas nascem dentro de um determinado momento emocional, de necessidades específ**as, de versões nossas que, com o tempo, inevitavelmente mudam.

E quando a gente muda, duas coisas podem acontecer:
ou o vínculo se reorganiza…
ou ele já não encontra mais espaço para existir da mesma forma.

Isso não é fracasso: isso é movimento psíquico.

Existe uma tendência muito humana de personalizar tudo:
de assumir para si a responsabilidade total pelo que não permaneceu.

Mas, do ponto de vista psicológico, isso muitas vezes revela mais sobre como a pessoa aprendeu a se vincular do que sobre o vínculo em si.

Quem aprendeu, em algum momento da vida, que precisava se ajustar demais para manter o outro…
costuma sentir qualquer afastamento como falha própria.
Quem teve experiências de rejeição ou instabilidade…
pode tentar encontrar “erros” em si para dar sentido ao que doeu.

Porque, de alguma forma, acreditar que “foi culpa minha” dá uma falsa sensação de controle:
se fui eu que causei, então talvez eu pudesse ter evitado.
Mas essa lógica, embora compreensível, é também uma forma sutil de autoabandono.
Nem tudo está sob teu controle.
Nem tudo depende da tua capacidade de dar certo.
Alguns encontros são profundos, mas não são permanentes.
Alguns vínculos são verdadeiros, mas não são duradouros.
E isso não invalida o que foi vivido.
Amadurecer emocionalmente também envolve sustentar essa realidade sem se reduzir a ela.
É conseguir olhar para o que terminou e, ao invés de perguntar “o que há de errado comigo?”,
talvez começar a perguntar:
“o que esse vínculo refletia sobre mim naquele momento e o que hoje já não me representa mais?”
Essa mudança de olhar não tira a responsabilidade quando ela existe.
Mas impede que tudo vire culpa.
🤍

Primeiramente, ressalto que essa reflexão não vale para todos. Tenho ao meu redor, relacionamentos duradouros, resistent...
18/03/2026

Primeiramente, ressalto que essa reflexão não vale para todos.
Tenho ao meu redor, relacionamentos duradouros, resistentes e dispostos.

Hoje a reflexão é do que eu recebo dos pacientes, amigos, do que eu vejo, e de como eu percebo.

Hoje, o amor não acabou.

Mas ele mudou de ambiente.

Antes, as relações eram construídas na escassez: menos opções, mais convivência, mais permanência.

Hoje, a gente vive na lógica do excesso, de pessoas, de possibilidades, de estímulos. E isso mexe diretamente com o nosso comportamento emocional.

A gente entrou numa espécie de “modo vitrine”.
As pessoas são vistas, avaliadas e descartadas com a mesma rapidez com que se troca um conteúdo no celular. Isso ativa no cérebro o sistema de recompensa, a tal da dopamina, que faz com que o novo pareça sempre mais interessante do que o que já existe.

E aí começa o problema:

A profundidade exige tempo.
Mas o tempo perdeu espaço pra urgência.

Escolher alguém de verdade implica frustração, ajuste, paciência, renúncia.

Só que hoje existe uma baixa tolerância ao desconforto emocional.

Ao primeiro sinal de dificuldade, muita gente não pensa “como a gente resolve isso?”, mas sim “será que tem alguém mais fácil lá fora?”.

E geralmente tem.

Mas “mais fácil” quase nunca signif**a “mais verdadeiro”.

O que também mudou foi a ideia de amor.

Antes, ele estava mais ligado a construção.

Hoje, ele está muito associado a sensação: tem que ser leve o tempo todo, tem que fluir sempre, tem que ser intenso, tem que dar prazer constante. Só que nenhuma relação real sustenta isso o tempo inteiro.

Relacionamento não é só encontro… é permanência.

E permanecer exige maturidade emocional, algo que essa geração ainda está aprendendo a desenvolver num mundo que estimula o oposto: rapidez, troca, validação externa e individualismo.

Não é que as pessoas não queiram amar.

Elas querem… mas muitas não querem lidar com o que vem junto com o amar.

O que a gente está vivendo não é o fim do amor…

É uma fase de transição.

Entre o amor idealizado do passado e o amor consciente que ainda precisa ser aprendido.

Talvez a grande pergunta não seja “o que aconteceu com os relacionamentos...".

Com amor, Rê.

15/03/2026

Esse vídeo não é para mostrar uma skincare. Até porque não e minha área.
É, na verdade, sobre autocuidado.
Durante muito tempo eu nunca tinha parado para fazer isso com calma e carinho.
E, no fundo, a skincare não é só sobre a pele… é sobre olhar para si e pensar: por que não acrescentar mais um auto cuidado e transformar ele em um momento único. Você, consigo mesma.
Porque, às vezes, a gente não percebe que são justamente os pequenos detalhes do nosso dia que fazem a diferença.
Cinco minutos cuidando do meu rosto foram, na verdade, cinco minutos olhando para mim e pensando:
que bom que tu está se cuidando.
E isso também merece ser celebrado.

Que todos nós consigamos encontrar no dia a dia, minutos que fazem valer a pena pra você.

15/03/2026

Esse vídeo não é para mostrar uma skincare.
É, na verdade, sobre autocuidado.
Durante muito tempo eu nunca tinha parado para fazer isso com calma e carinho.
E, no fundo, a skincare não é só sobre a pele… é sobre olhar para si e pensar: por que não acrescentar mais um auto cuidado e transformar ele em um momento único. Você, consigo mesma.
Porque, às vezes, a gente não percebe que são justamente os pequenos detalhes do nosso dia que fazem a diferença.
Cinco minutos cuidando do meu rosto foram, na verdade, cinco minutos olhando para mim e pensando:
que bom que tu está se cuidando.
E isso também merece ser celebrado.

Que todos nós consigamos encontrar no dia a dia, minutos que fazem a pena pra você. Esse é um dos meus 🤍

04/02/2026

Se a pessoa te quisesse, você não estaria mobilizando tanta energia psíquica para compreender o silêncio dela.

O silêncio gera confusão quando, ao longo da vida, aprendemos a nos adaptar à falta: a esperar, interpretar sinais ambíguos e sustentar vínculos onde a presença é intermitente.

Mas o silêncio não é vazio.
Ele comunica.

Você não está confusa(o)
Você está tentando atribuir sentido a algo que não está sendo disponibilizado na relação.

Enquanto você tenta compreender o comportamento dessa pessoa, corre o risco de se afastar da própria percepção interna.

A dor não se origina apenas no outro, mas no lugar onde você se mantém: esperando que algo seja explicado quando, na realidade, a ausência de atitude já é uma resposta.

O movimento de mudança ocorre quando a pergunta deixa de ser:

“o que ele quer dizer com isso?”
e passa a ser:
“por que eu permaneço em um vínculo que exige que eu negocie o mínimo?”

Clareza também é cuidado.
Presença é condição básica, não recompensa.

Se cuide.
Se priorize.
Não aceite menos do que você merece.

Com amor,

O maior poder (pois muitas vezes perdemos a força) está em se levantar depois de uma queda, depois de uma perda, depois ...
18/01/2026

O maior poder (pois muitas vezes perdemos a força) está em se levantar depois de uma queda, depois de uma perda, depois de uma desilusão, daquela expectativa que foi criada e não foi alcançada.

Pouco se fala sobre o que vem depois.

Sobre o que acontece com a gente quando a dor passa a ecoar em silêncio e o externo começa a ter uma nova cor.

Sobre as mudanças internas, os gatilhos que a vida começa a ativar e a criar, as marcas que f**am e os novos signif**ados que se constroem.

Pouco se fala sobre o que realmente muda dentro de nós e sobre os reflexos que tudo isso deixa. Sejam bons ou ruins. Existe os dois lados.

Mas, ainda assim, depois de tudo isso, f**a a lembrança desta parte da vida e a esperança, de que sempre pode existir algo melhor à frente. Mesmo que hoje a gente ainda não consiga ver.

🤍

15/01/2026
06/01/2026

Com amor,

Rê!

Não deixe a sua terapia de lado no final de anoO final de ano costuma chegar carregado de expectativas, balanços, compar...
17/12/2025

Não deixe a sua terapia de lado no final de ano

O final de ano costuma chegar carregado de expectativas, balanços, comparações e cobranças. É quando muita gente acredita que precisa “aguentar firme” até virar o calendário, como se as emoções também entrassem em recesso.

Mas a dor não tira férias.
A ansiedade não espera janeiro.
Os conflitos internos não seguem o calendário.

Manter a terapia nesse período é um ato de cuidado consigo mesma. É ter um espaço seguro para elaborar tudo o que este ano trouxe, as perdas, as conquistas, os limites respeitados, os que ainda estão sendo aprendidos e sem dúvidas, te lembrar das tuas PROGRESSÕES.

E se você ainda não iniciou a terapia, talvez este seja exatamente o momento. Começar agora não é atraso, é preparo. É escolher atravessar o fechamento de um ciclo com mais consciência, para iniciar o próximo ano mais conectada consigo, com mais clareza emocional e menos peso acumulado.

Cuidar da sua saúde mental no final do ano não é fraqueza, é responsabilidade emocional.
Você não precisa chegar exausta para só então pedir ajuda.

Que o próximo ano comece, antes de tudo, dentro de você.
E que esse começo seja acompanhado de cuidado, escuta e acolhimento.

Com amor, Rê!

03/12/2025

Parte II 🤍

03/12/2025

Nem todo mundo viveu um “bem-vindo, dezembro, e tudo bem!

No dia 1º de dezembro, enquanto eu via uma enxurrada de posts celebrando a chegada do último mês do ano, mensagens de gratidão, conquistas, despedidas bonitas de novembro, eu também vivi um dos dias mais desafiadores com meus pacientes.

Chegaram mensagens, áudios, sessões carregadas de frustração. Muitos deles se sentiram profundamente impactados por esse contraste entre o que viam nas redes sociais e o que sentiam internamente. Comparações automáticas, dolorosas, inevitáveis.
Porque, para essas pessoas, o ano não foi leve. Não houve tantas “conquistas pra postar”. Houve lutas silenciosas, perdas, desafios, cansaço. E diante de uma vitrine de felicidade alheia, é difícil conseguir enxergar o próprio caminho com gentileza.

E eu entendo.
O final do ano amplif**a tudo.
Amplif**a metas não cumpridas.
Amplif**a a sensação de que “deveria ter sido diferente”.
Amplif**a a autocobrança, a comparação e a sensação de insuficiência.

E por isso, nas sessões, trabalhamos muito sobre a comparação nas redes sociais e sobre como olhar para tudo isso sem se perder de si. Porque não é realista pedir que ninguém mais veja postagens; elas vão aparecer. Mas é possível aprender a olhar de outro jeito.

Então, hoje eu quero deixar registrado, para meus pacientes e para quem mais precisar ler isso:

As redes sociais não definem quem você é.

O calendário não define quem você é.
O mês não define quem você é.

Dezembro é uma data.
A virada é um número.
O ano é um ciclo, não uma sentença.

Se você não bateu metas, isso não diz nada sobre quem você é como pessoa.
Se o outro conquistou algo e você não, isso diz sobre a história dele, não sobre a sua.

Cada um tem seu cenário, suas possibilidades, seus limites, seus recursos, suas dores e seus ritmos.
Comparar dois caminhos que nunca começaram do mesmo lugar é cruel, e quase sempre injusto com você.

Seu ano é seu.
Seu processo é seu.
Suas batalhas, suas pequenas vitórias, suas pausas, seus retornos… tudo isso é profundamente individual.

A comparação só fortalece a frustração.
O acolhimento, por outro lado, fortalece o real.

🤍

Endereço

Rua Tupi, 1303, Centro
Novo Hamburgo, RS
93320050

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:30 - 20:00
Terça-feira 07:30 - 20:00
Quarta-feira 07:30 - 20:00
Quinta-feira 07:30 - 20:00
Sexta-feira 07:30 - 20:00
Sábado 13:30 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicóloga Renata Monteiro posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Psicóloga Renata Monteiro:

Atalhos

Compartilhar

Categoria