Psicóloga Adriana Oliveira

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04/04/2026

Gente, a qualidade do vídeo não ficou tão boa… mas eu achei importante compartilhar esse trecho porque ele é muito valioso.
Essa cena é da série Casais em Terapia e mostra algo que acontece com muita frequência dentro da terapia de casal.
Percebe que, no momento em que ela tenta dizer que não está se sentindo segura e que gostaria que ele se comunicasse mais ele já vai direto pra um funcionamento mais racional, dizendo que confiar é uma escolha?
E aqui tem um ponto muito importante, a terapeuta desacelerou esse momento.
Porque, sim… olhando de fora, parece que ele não está sendo empático, que ele não está validando o sentimento dela.
Mas, ao mesmo tempo, a gente também entende que por trás da forma como ele está reagindo, provavelmente tem muito desconforto.
Na terapia de casal, a gente olha para esses comportamentos como uma forma de proteção.
Quase como um protesto.
Não é só sobre o que está sendo dito… é sobre o que está por trás.
Muito possivelmente, em algum nível, ele está se sentindo falhando, não sendo suficiente, sem saber mais como fazer para que ela se sinta segura.
E aí, ao invés de acessar isso e colocar em palavras, ele se protege… e vai para o racional.
É como se, no fundo, tivesse algo como:
“eu não sei mais o que fazer, então eu preciso me defender.”
Só que a forma como isso chega pra ela é completamente diferente.
O que ela escuta não é a dor dele.
Ela escuta: “ele não está se importando”, “ele não está me entendendo”, “eu estou sozinha nisso.”
E é assim que os ciclos vão se formando.
Por isso, dentro da terapia de casal, o trabalho não é só mudar comportamento.
É desacelerar essas conversas o suficiente para conseguir acessar o que está por baixo delas.
Porque, muitas vezes, o comportamento que mais machuca…é também uma tentativa, ainda que desajeitada, de proteger a si mesmo e a relação.
E é quando a gente consegue chegar nessa dor que está por trás…que o encontro começa a ser possível. Permanecer no racional é permanecer no ciclo negativo que o casal com frequência entra ao tentarem resolver algo emocional 🤍

Essa semana em supervisão com uma colega lembrei de quando minha mãe me ensinou a fazer tricô, isso foi na adolescência....
21/03/2026

Essa semana em supervisão com uma colega lembrei de quando minha mãe me ensinou a fazer tricô, isso foi na adolescência. Ficava olhando ela fazer com tanta facilidade que me impressionava…as mãos rápidas, os pontos saiam quase automáticos, como se aquilo fosse simples, mas ao mesmo tempo complexo e difícil. Foi só eu pegar agulhas e lã e ela me explicar os primeiros passos que já entendi que não seria tão simples assim.

O ponto escapava, a linha enroscava, eu me perdia na sequência de dois pontos pra cima dois pra baixo. Tinha momentos em que precisava parar, olhar de novo, tentar entender onde eu tinha errado e muitas vezes, não tinha outro caminho senão desmanchar e voltar. E isso era talvez a parte mais difícil, frustrante pra mim, porque dava uma sensação estranha de estar perdendo tudo o que já tinha feito, como se aquele tempo, aquele esforço, não tinha valido. Naquela simples atividade minha mãe já estava me ensinando tanto sobre alguns processos de ser terapeuta que ela nem imagina. Ela desmanchava com tanta naturalidade, entendendo que fazia parte do processo, deixava claro que não estava perdido, na verdade estávamos aprendendo com cada vez que precisávamos refazer.

Porque cada vez que eu voltava, eu não voltava do mesmo lugar de antes. Eu voltava com um pouco mais de entendimento, com o olhar mais atento, com as mãos um pouco mais seguras. E, aos poucos, aquilo que no início parecia confuso começava a fazer sentido. Os pontos começavam a se encontrar, a sequência começava a se organizar e a manta ia se formando.

Na terapia, muitas vezes, o processo se parece muito com isso. A gente chega olhado para a vida ou para a relação achando que já entendeu algumas coisas, que já tentou o suficiente, que já sabe como fazer diferente. E, ainda assim, quando vai viver, quando vai colocar a mão naquilo que sente, se perde de novo, repete, se enrola, não consegue sustentar o novo jeito que imaginou.

E aí vem aquela sensação tão comum, “mas eu achei que já estava resolvido”, só que talvez não seja sobre não errar mais o ponto, mas sim reconhecer o mais rápido possível quando ele escapa. Ter a paciência de voltar, desmanchar e seguir ainda mais atento 🤍

08/03/2026
Tem pessoas que aprenderam cedo demais que precisavam ser fortes.Que não podiam “dar trabalho”.Que sentir era um excesso...
03/03/2026

Tem pessoas que aprenderam cedo demais que precisavam ser fortes.
Que não podiam “dar trabalho”.
Que sentir era um excesso.
Que pedir era um risco.
Então elas ajustaram as alças da mochila, apertaram os dentes e seguiram.
E quando crescem… mesmo desejando amor, parceria, vínculo estranham quando alguém se aproxima de verdade.
Porque dividir o peso exige algo que nem sempre foi seguro na infância: confiar.
Apego seguro não significa deixar de ser forte.
Significa descobrir que força também pode ser compartilhada.
Que maturidade não é carregar tudo sozinho
é permitir que alguém caminhe ao seu lado.
Talvez hoje você já não precise mais carregar essa mochila sozinho. 🤍

18/02/2026

Quando você aprendeu que precisava se proteger desse jeito?

13/02/2026

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12/02/2026

Quando é indicada a terapia de casal?

12/02/2026

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27/01/2026

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