22/08/2026
Eis-me aqui!
Que eu não perca o rumo daquilo que um dia me moveu.
Quando decidi fazer da nossa história uma causa, fiz um pacto com Jesus. Um pacto regado por uma história que só eu e você conhecemos, minha filha.
Nos dias em que o desânimo e a tristeza me alcançam, preciso me lembrar de onde vem a minha esperança. Ela não vem dos reconhecimentos, dos lugares que ocupamos, das vaidades ou das expectativas humanas. Ela vem de Deus.
Do mesmo Deus que, quando tudo parecia tão difícil, determinou que você viveria.
E você viveu.
Depois de tudo, a sua vida é o maior presente que Jesus me deu.
Com o tempo, compreendi que a sua deficiência não encerraria a nossa história. Ela nos apresentaria um propósito. E aquilo que começou entre nós duas transbordaria para a vida de tantas crianças e famílias que, de alguma forma, também passaram a se nutrir dessa esperança.
Ontem, sem conhecer a dimensão daquilo que dizia, você olhou para mim e falou:
“Mãe, você é a minha esperança.”
Talvez você não saiba, minha filha, mas naquele instante foi você quem devolveu a minha.
Eis-me aqui, Senhor.
Que eu nunca permita que o propósito se perca no caminho.
Porque, no fim, volto sempre ao lugar onde tudo começou:
eu, você, Jesus e a esperança.
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