12/08/2026
Trombofilias e gestação: toda gestante precisa investigar? 🤰🩸
A resposta é: não.
Trombofilia é uma condição que aumenta a tendência à formação de trombos. Algumas são hereditárias e outras adquiridas, como a síndrome antifosfolípide.
Mas existe um ponto importante: ter uma trombofilia não significa necessariamente que a gestante terá uma complicação, e nem toda paciente precisa usar anticoagulante.
A investigação deve ser individualizada, principalmente diante de situações como:
🔹 História pessoal de trombose venosa ou embolia pulmonar
🔹 História familiar importante de trombose
🔹 Síndrome antifosfolípide ou suspeita clínica dessa condição
🔹 Algumas situações obstétricas específicas, especialmente quando há histórico compatível com síndrome antifosfolípide
⚠️ Abortamentos isolados ou uma única perda gestacional, por si só, não significam que a paciente tenha trombofilia.
Outro erro comum é acreditar que qualquer alteração em um exame de trombofilia exige heparina durante toda a gravidez. A indicação de anticoagulação depende do tipo de trombofilia, do histórico da paciente e dos fatores de risco presentes.
💡 Na gestação, mais exames nem sempre significam melhor cuidado. O mais importante é saber quando investigar e, principalmente, como interpretar o resultado.
Se você está grávida ou planejando engravidar e tem histórico de trombose ou perdas gestacionais, converse com seu obstetra antes de iniciar qualquer anticoagulante.
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