14/02/2026
Quem trabalha com vida também aprende, da forma mais dura, sobre a fragilidade dela. Perder uma paciente não é “parte da rotina”. Não é estatística. Não é número. É uma história interrompida. É um rosto, uma família, sonhos, planos… e um pedaço de mim que vai junto.
Cada paciente que entra na minha sala não é só um atendimento. É confiança. É entrega. É vínculo. Eu acompanho medos, expectativas, dores, alegrias. Eu oro antes de muitos partos. Eu peço proteção. Eu peço sabedoria. Eu peço que Deus me use como instrumento de cuidado.
E quando algo foge do nosso alcance… dói de um jeito que atravessa a gente.
Eu tenho sentido medo. Tenho sentido tristeza. Tenho sentido uma dor profunda no peito. Mas também tenho sentido algo muito forte: responsabilidade, amor pela minha profissão e a certeza de que cada paciente importa profundamente.
Essa dor vai comigo. Ela não vai embora. Ela se transforma. Ela me lembra todos os dias que a vida é sagrada e que o meu trabalho não é apenas técnico é humano, é espiritual, é entrega.
Eu sigo. Não porque seja fácil. Mas porque cada mulher que confia em mim merece o meu melhor. E eu continuo pedindo bênçãos sobre minha profissão, sobre cada parto que eu acompanhar, sobre cada gestante que cruzar meu caminho.
Esse é um marco na minha história. Um marco triste. Mas também um marco que me torna mais consciente, mais humilde e ainda mais comprometida com a vida.
Você sempre será lembrada minha 🦋 , foi um prazer te acompanhar na gestação.
Que Deus nos guarde. Sempre. 🤍