01/08/2026
Em nossa roda As Rosas de Madalena & Cacau Cerimonial, vivemos uma dinâmica simples, mas profundamente transformadora.
Cada mulher calçou o sapato de outra participante e caminhou por alguns instantes.
Alguns sapatos eram confortáveis.
Outros apertavam.
Alguns pareciam grandes demais.
E, de repente, percebemos que a vida também é assim.
Quantas vezes tentamos caminhar com sapatos que nunca foram nossos?
Sapatos escolhidos para agradar, para pertencer, para corresponder às expectativas dos outros.
Vamos nos adaptando, suportando o desconforto, silenciando a nossa verdade... até acreditarmos que sentir dor ao caminhar é normal.
Mas ninguém conhece, de fato, o caminho que outra mulher percorreu.
Não sabemos das pedras que ela enfrentou, das perdas que viveu, das escolhas que precisou fazer para continuar seguindo.
Por isso, antes de julgar, que possamos acolher.
Antes de aconselhar, que possamos escutar.
E que também possamos abandonar a necessidade de competir umas com as outras.
A jornada de outra mulher não diminui a nossa.
O brilho dela não apaga a nossa luz.
Quando uma mulher floresce, ela nos lembra que também é possível florescer.
Em vez de comparação, que haja inspiração.
Em vez de disputa, que haja admiração.
Em vez de inveja, que haja celebração.
Maria Madalena nos inspira a retirar as máscaras e a caminhar com os próprios pés, honrando nossa história, nossa verdade e o nosso tempo.
Talvez o maior aprendizado da noite tenha sido este: quando deixamos de tentar caber nos sapatos dos outros, abrimos espaço para viver com mais autenticidade, compaixão e liberdade. E quando compreendemos que cada mulher percorre um caminho único, deixamos de competir e passamos a caminhar lado a lado.
Gratidão a cada mulher que compartilhou sua presença, sua coragem e sua história.
Que possamos seguir caminhando com mais amor, mais sororidade e menos julgamentos, lembrando que toda mulher carrega uma história invisível que merece ser acolhida.