Psicóloga Aline Pierri

Psicóloga Aline Pierri https://www.psicologaalinepierri.com.br/ Oi...tudo bem? É com enorme prazer que crio esta página profissional. Minha área de atuação é a psicologia clínica.

Meu nome é Aline Pierri, sou Psicóloga formada pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Realizo atendimento individual, infantil, casal e em grupo. Possuo experiência em orientação profissional e desenvolvimento de grupo e equipe.

29/07/2026

Você sente que só consegue relaxar quando tem certeza de que tudo vai dar certo?

A ciência mostra que esse pode ser um dos mecanismos centrais da ansiedade.

Uma metanálise com modelagem estrutural, publicada recentemente, encontrou evidências de que a intolerância à incerteza aumenta a tendência à preocupação, que por sua vez está relacionada aos sintomas de ansiedade em diferentes transtornos.

Isso não significa que a preocupação “cause” ansiedade sozinha, mas reforça a ideia de que tentar eliminar todas as dúvidas da vida pode manter um ciclo de sofrimento.
Na Psicologia Baseada em Evidências, trabalhamos para que a pessoa desenvolva uma habilidade diferente: não controlar todas as incertezas, mas aprender a conviver com elas de forma mais flexível e funcional.
A vida nunca oferecerá garantias absolutas. Mas podemos desenvolver recursos para enfrentar o desconhecido com mais segurança e menos sofrimento.

📖 Referência científica
Akbari M, Sheikhi S, Navab Safiadin MS, Rahmani M, Forootan R, Asmundson GJG. A hierarchical uncertainty framework of anxiety: Preregistered meta-analytic structural model of intolerance of uncertainty and worry across anxiety disorders.

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Imagine acordar, perceber que está consciente, mas não conseguir mover o corpo. Em alguns casos, a experiência pode vir ...
06/07/2026

Imagine acordar, perceber que está consciente, mas não conseguir mover o corpo. Em alguns casos, a experiência pode vir acompanhada da sensação de que há alguém no quarto, pressão no peito ou até percepções visuais e auditivas muito vívidas.

Embora essa experiência possa ser assustadora, a ciência atual não a interpreta como um fenômeno sobrenatural. A explicação mais aceita é que ocorre uma "sobreposição" entre o sono REM (fase dos sonhos) e a vigília. Ou seja, a pessoa desperta antes que o cérebro desligue completamente os mecanismos típicos do sono.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 reuniu dados de 76 estudos realizados em 25 países, envolvendo mais de 167 mil participantes. Os autores encontraram que a paralisia do sono é relativamente comum e pode ocorrer ao longo da vida em uma parcela significativa da população.

Além disso, os episódios parecem ser mais frequentes em pessoas que apresentam:
• Privação ou irregularidade do sono;
• Altos níveis de estresse;
• Ansiedade;
• Alguns transtornos do sono, como narcolepsia.

Mas atenção: isso não significa que ansiedade ou trauma sejam a causa direta da paralisia do sono. Os estudos disponíveis mostram associações, não relações de causa e efeito.

O que podemos afirmar com mais segurança é que manter uma rotina de sono regular e cuidar da qualidade do descanso parece reduzir a ocorrência desses episódios.

🔎 O que a Psicologia pode fazer?

A psicoeducação costuma ser uma ferramenta importante. Compreender o que está acontecendo diminui o medo, reduz interpretações catastróficas e ajuda a pessoa a lidar melhor com a experiência caso ela volte a ocorrer.

📚 Baseado em:
Hefnawy MT et al. (2024). Prevalence and Clinical Characteristics of Sleep Paralysis: A Systematic Review and Meta-Analysis.

⚠️ Importante: apesar de ser uma revisão sistemática com meta-análise, os estudos incluídos apresentaram grande variabilidade metodológica. Portanto, os resultados devem ser interpretados com cautela, especialmente as estimativas exatas de prevalência.

Você já ouviu alguém dizer que "o importante é encontrar um psicólogo com quem você se conecte"?A ciência sugere que exi...
01/07/2026

Você já ouviu alguém dizer que "o importante é encontrar um psicólogo com quem você se conecte"?

A ciência sugere que existe algo de verdadeiro nessa afirmação.

Uma revisão recente encontrou evidências de que diferentes terapeutas podem alcançar resultados diferentes, mesmo utilizando abordagens semelhantes. Isso não significa que a técnica deixe de ser importante, mas reforça que fatores como aliança terapêutica, empatia, flexibilidade e adaptação ao paciente também desempenham um papel relevante.

A psicoterapia não é apenas a aplicação de protocolos. É um encontro entre pessoas, sustentado por conhecimento técnico e por uma relação terapêutica construída ao longo do processo.

Em 1938, pesquisadores de Harvard começaram a acompanhar centenas de pessoas ao longo da vida. Quase 90 anos depois, o e...
29/06/2026

Em 1938, pesquisadores de Harvard começaram a acompanhar centenas de pessoas ao longo da vida. Quase 90 anos depois, o estudo ainda está ativo, e os resultados continuam apontando para a mesma direção.

Não foi o dinheiro nem o sucesso individual o fator mais consistentemente associado a uma vida saudável e satisfatória: foram os relacionamentos!

Pessoas com vínculos próximos, de confiança e com sensação de pertencimento tendiam a apresentar melhores indicadores de saúde física, saúde mental e bem-estar ao longo do tempo. E a solidão crônica esteve associada a piores desfechos, independentemente de quantas pessoas existiam ao redor.

Vale um cuidado importante: por ser um estudo observacional, os resultados mostram associações robustas, não causalidade definitiva. O estudo não descobriu uma fórmula universal para a felicidade e não afirma que relacionamentos são o único fator relevante.

Mas o que ele sugere, com quase 90 anos de dados, é algo profundamente humano: cuidar da saúde também envolve cuidar das nossas conexões!

📖 Baseado no Harvard Study of Adult Development.

Talvez uma das perguntas mais importantes para nossa saúde seja: "De quais grupos eu me sinto parte?"Porque pertenciment...
26/06/2026

Talvez uma das perguntas mais importantes para nossa saúde seja: "De quais grupos eu me sinto parte?"

Porque pertencimento, segundo a ciência, pode ser um fator de proteção para a saúde física.

Durante muito tempo acreditamos que fatores como alimentação, atividade física e genética explicavam grande parte da nossa saúde física. Eles são fundamentais, mas não exclusivos.

Uma revisão sistemática e metanálise, publicada em 2025, reuniu dados de 106 estudos e quase 300 mil participantes para investigar como os processos de identidade social afetam a saúde física.

Os resultados mostraram que sentir-se pertencente a grupos significativos está associado a menores níveis de estresse fisiológico, melhores hábitos de saúde e melhores desfechos físicos ao longo do tempo.

Por outro lado, experiências de exclusão, discriminação e ameaça ao pertencimento estiveram associadas a respostas biológicas de estresse mais intensas.

Para quem trabalha com saúde mental, esses achados reforçam algo que aparece frequentemente na clínica:

Muitas vezes o sofrimento não está apenas dentro da pessoa. Ele também está relacionado às conexões que foram perdidas, enfraquecidas ou nunca puderam ser construídas.

Pertencimento não é apenas uma necessidade psicológica, mas sim um fator relevante para a sua saúde.

Recentemente, pesquisadores do Insper compararam brasileiros da Geração X e Millennials quando ambos tinham aproximadame...
25/06/2026

Recentemente, pesquisadores do Insper compararam brasileiros da Geração X e Millennials quando ambos tinham aproximadamente 30 anos. Os resultados chamaram atenção:

✔️ Os Millennials alcançaram níveis mais altos de escolaridade;

❌ Mas isso não se traduziu em melhores condições econômicas ou em um padrão de vida superior ao da geração anterior.

Antes de tirar conclusões rápidas, é importante um cuidado que a Psicologia Baseada em Evidências nos ensina: olhar para os dados com contexto. Esse estudo não mostra que os Millennials se esforçaram menos, tampouco prova que estudar não vale a pena.

O que ele sugere é algo mais complexo: a relação entre educação e mobilidade social parece ter mudado ao longo do tempo.

Em outras palavras, muitas pessoas seguiram aquilo que lhes foi ensinado como caminho para uma vida melhor — estudar, se qualificar e trabalhar —, mas encontraram um contexto econômico, social e profissional diferente daquele vivido por seus pais.

E por que isso importa para a saúde mental? Porque muitas pessoas entre 30 e 40 anos carregam a sensação de estarem "atrasadas" na vida, mesmo tendo feito tudo aquilo que era esperado delas.

Às vezes, o sofrimento não surge apenas de dificuldades individuais. Ele também pode nascer do encontro entre expectativas construídas em outro contexto histórico e uma realidade que mudou profundamente.

Isso não elimina a responsabilidade pessoal pelas escolhas da vida. Mas nos lembra que nem toda frustração é sinal de fracasso individual.

Algumas vezes, ela também reflete transformações sociais maiores do que nós.

📖 Referência: estudo conduzido por Daniel Duque, Michael França e Fillipi Nascimento (Insper), comparando indicadores de escolaridade, renda e mobilidade social entre brasileiros da Geração X e Millennials aos 30 anos.

Ps: Vale destacar que esta reflexão foi inspirada na divulgação de um estudo. Como não tive acesso ao artigo completo, nem aos detalhes metodológicos da pesquisa, os resultados devem ser interpretados com cautela. O objetivo aqui não é apresentar uma conclusão científica definitiva, mas trazer uma reflexão sobre uma experiência geracional.

A tecnologia está cada vez mais presente no cuidado em saúde mental. Mas será que ela realmente ajuda?Uma revisão sistem...
11/06/2026

A tecnologia está cada vez mais presente no cuidado em saúde mental. Mas será que ela realmente ajuda?

Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2026 reuniu dados de mais de 10 mil participantes e encontrou evidências de que aplicativos de saúde mental podem contribuir para a redução de sintomas de ansiedade, depressão e estresse, além de favorecer o bem-estar psicológico.

Isso não significa que aplicativos substituam a psicoterapia. Pelo contrário: os resultados reforçam que eles podem ser ferramentas complementares valiosas dentro de um plano de cuidado baseado em evidências.

Na prática clínica, recursos digitais podem auxiliar no monitoramento de sintomas, no desenvolvimento de habilidades e na manutenção dos ganhos terapêuticos entre sessões.

A questão não é escolher entre tecnologia e cuidado humano, mas compreender como integrá-los de forma ética, segura e eficaz.

Se você sente que precisa compreender melhor sua dinâmica afetiva, a psicoterapia pode ser um espaço importante para iss...
29/05/2026

Se você sente que precisa compreender melhor sua dinâmica afetiva, a psicoterapia pode ser um espaço importante para isso!

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