03/08/2026
Existe uma diferença enorme entre dizer “eu sou ansioso” e “eu estou com ansiedade”.
Quando o paciente passa a se definir pela emoção, ela deixa de ser uma experiência e passa a fazer parte da identidade.
Mas emoções são estados. Elas chegam, cumprem uma função e, naturalmente, se transformam.
Ensinar o paciente a perceber essa diferença não é apenas uma questão de linguagem. É uma intervenção clínica que favorece a flexibilidade psicológica, reduz a fusão com os estados emocionais e fortalece a regulação emocional.
“Eu estou triste.”
“Eu estou com medo.”
“Eu estou ansioso.”
Essa pequena mudança de perspectiva abre espaço para uma pergunta muito mais útil: “O que essa emoção está tentando me mostrar e do que eu preciso neste momento?”
Às vezes, uma mudança de palavras muda também a forma como o paciente se relaciona com a própria experiência emocional.