Glícia Neves

Glícia Neves Glícia Neves da Costa : Sexóloga; Terapeuta Sexual, Terapeuta de Casal Coach, Meditadora, Terapeut

"Toda vez que eu falo, ele se sente cobrado."⠀Você jura que está apenas conversando com calma, mas a verdade é que o seu...
24/08/2026

"Toda vez que eu falo, ele se sente cobrado."

Você jura que está apenas conversando com calma, mas a verdade é que o seu ego entra na conversa com uma missão: fazer o outro mudar para você se sentir segura.

E para o ego dele, essa sensação de cobrança é completamente real. Não importa a doçura das suas palavras, ele fareja de longe a sua intenção oculta de consertá-lo.

O que acontece ali não é um diálogo entre duas pessoas maduras, é uma guerra invisível entre dois egos. O seu tentando governar, e o dele se armando para não ser controlado.

Quando você fala esperando que o parceiro reaja exatamente do seu jeito, você não quer uma troca. Você está dando uma ordem disfarçada de "vamos conversar".

O amor não manipula pela conversa. A comunicação saudável expõe o que sente e solta a expectativa sobre como o outro deve agir.

Pare de usar a conversa como ferramenta de controle. Desarme o seu ego e deixe o outro em paz.

Deslize para o lado. E acorda, sonolenta.

23/08/2026

Parece que ele não é feliz comigo.

Basta você olhar para a cara dele, ver que ele está calado e imaginar que está zangado para essa frase ecoar na sua mente.

Nesse instante, o medo toma conta: o medo dessa frase ser real, o medo de não ser suficiente, medo de ele procurar outra na rua, medo de ser trocada, rejeitada, abandonada.

A sua mente, a partir dos seus julgamentos sobre ele, criou um cenário de horror. Você começa a achar que a tristeza dele é culpa sua e passa a procurar motivos para tentar resolver o problema.

A verdade é que você está olhando para o lugar errado. Quando alguém assume o papel de salvadora ou acha que tem o poder de fazer o outro feliz, o relacionamento já está sentenciado ao conflito.

Carregar o humor do seu marido nas costas só faz você se anular, ficar esgotada e adoecer de frustração, porque nada do que você faz surte efeito real.

O maior erro no casamento é essa ilusão de que "eu vou te fazer feliz".

A felicidade é uma decisão individual. As pessoas deveriam casar quando já são felizes, para apenas compartilhar essa alegria.

A paz de espírito é uma escolha própria, e você não pode escolher isso pelo seu marido.

A felicidade no casamento começa quando você decide estar em paz, independentemente do que aconteça ao redor.

Solte esse peso.

Acorda, sonolenta.

Sua dor não é falta de amor. É falta de obediência.⠀O seu sofrimento não nasce da falta de afeto do outro, mas da raiva ...
21/08/2026

Sua dor não é falta de amor. É falta de obediência.

O seu sofrimento não nasce da falta de afeto do outro, mas da raiva de ver a sua vontade frustrada.

Você criou um roteiro de como o seu parceiro deve agir, falar e reagir. Quando ele sai da linha, o seu ego chama isso de "falta de amor" para mascarar o verdadeiro desespero: a perda do controle.

Exigir que o outro obedeça para você se sentir amada não é buscar um relacionamento, é exigir um súdito. Amor não é contrato de submissão.

Enquanto a sua paz depender do comportamento do outro, você continuará alimentando a sua própria prisão.

Solte as rédeas do que nunca foi seu para governar.

Deslize para o lado. E acorda, sonolenta.

20/08/2026

Você jura que cobra porque ele não faz, mas a verdade é que você cobra porque quer que ele faça do jeito que você acha que deve ser.

​É impossível viver sem ter fé. A questão é que a sua fé está inteiramente depositada no medo: medo de que ele não faça, medo de ele ser diferente, medo de perder o controle, medo de não ser feliz.

Você acredita tanto na possibilidade do fracasso que se mantém vigilante o tempo todo, tentando governar cada ação e reação do outro.

​Cobrar o tempo todo não é alinhar a relação. É puro medo. É a sua projeção interna sendo refletida exatamente na situação que você diz odiar.

​Quando você coloca a sua fé na Verdade, você não precisa virar a fiscal do seu casamento nem tentar corrigir o seu marido a todo custo.

Soltar o controle não é cruzar os braços, é parar de se alimentar do medo.

​Coloque a sua fé em Deus, não no terror da sua mente.

​Acorda, sonolenta.

19/08/2026

Essa frase é um eco doloroso na mente de muitos.

O peito aperta só de pensar em girar a chave na porta porque você já sabe a atmosfera que te espera: o silêncio pesado, o clima tenso e o peso do ressentimento.

​O seu ego te convence de que o problema é o parceiro, a casa ou a rotina.

É fácil culpar as quatro paredes. É fácil dizer que você está presa num ambiente hostil e que a única solução seria ir embora.

​Mas a verdade é indigesta: você não está querendo fugir do outro. Você está desesperada para fugir de si mesma.

​A sua casa é apenas um espelho do seu estado mental. O peso que você sente não está nos móveis, mas na guerra particular que você carrega para dentro da sala de estar.

​Trocar de casa, viajar ou se isolar não resolve nada, porque para onde você for, levará a mesma confusão interna.

​A paz que você tanto busca não é um lugar lá fora nem um novo endereço.

É a decisão de desarmar a mágoa e parar de alimentar o conflito por dentro.

​Acorda, sonolenta.

Você vive em estado de alerta. Qualquer mudança no tom de voz, uma demora para responder ou um descuido do outro já ativ...
18/08/2026

Você vive em estado de alerta.

Qualquer mudança no tom de voz, uma demora para responder ou um descuido do outro já ativa o seu modo vigilante: "Comigo não, violão. Tô de olho."

​O seu ego te convenceu de que essa desconfiança constante é esperteza, uma forma de não ser feita de bobo.

Mas a verdade é mais profunda: você se tornou prisioneira da própria vigilância.

​Quem precisa controlar tudo vive sob o constante terror de ser machucado.

E, para tentar se proteger, transforma a relação em um tribunal onde você é a acusadora, a juíza e a carcereira.

​O problema é que nenhuma vigilância do mundo muda o coração de ninguém.

A pessoa que quer mentir ou se acomodar vai fazer isso com ou sem o seu radar ligado. A única coisa que o seu controle produz é a sua própria exaustão.

​O convite da consciência não é para você ficar ingênua, mas para desarmar essa postura defensiva.

Solte o controle sobre o outro para finalmente ter paz na sua própria mente.

​Acorda, sonolenta.

17/08/2026

Será que com outra pessoa eu seria mais feliz?

Será que com outro ele me trataria melhor?

​Essa é uma dúvida muito comum nos relacionamentos, principalmente quando parece acontecer uma recorrência do mesmo assunto.

A mesma cobrança, a mesma negligência, o mesmo silêncio, a velha forma de se distanciar para punir.

​Mas os casais que vivem esse dilema, e que estão procurando a solução fora com essa ideia de que "com outro seria diferente", só esquecem de uma única coisa: é o ego que transforma um relacionamento em um conflito, e é ele quem te manda procurar fora justamente para você não ter que olhar para dentro.

​Quando o relacionamento passa a ser um campo de batalha, ali está a sua real necessidade de cura.

Trocar de parceiro, trocar de ambiente ou viajar é só mais uma distração do ego para você não ter que olhar para dentro.

​Se você não corrigir a sua mente, você vai carregar a mesma carência, o mesmo medo de se machucar e a mesma necessidade de controle para a próxima história, ou seja, para o próximo relacionamento.

​Trocar o rosto do parceiro não cura o sofrimento da sua mente. Olhar para o sofrimento, sim.

​Enquanto você continuar buscando a paz no comportamento do parceiro atual ou em uma outra pessoa, você continuará refém do seu ego.

A paz de verdade que você tanto busca não nasce de um novo endereço, mas da coragem de olhar para dentro.

​Acorda, sonolenta.

Você esperou a mudança dele como quem espera o resgate. Acreditou nas promessas, deu mais uma chance, tentou ter paciênc...
14/08/2026

Você esperou a mudança dele como quem espera o resgate.

Acreditou nas promessas, deu mais uma chance, tentou ter paciência e condicionou o seu descanso ao dia em que ele finalmente mudasse. Mas o tempo passou, as atitudes se repetiram e o que sobrou aí dentro foi um vazio profundo — a sensação amarga de que a esperança acabou.

​A mecânica oculta desse sofrimento não está apenas na incapacidade dele de mudar, mas no colapso da sua própria ilusão.

​A mente do outro também é governada pelo ego. É um sistema reativo, confuso e preso nos próprios padrões.

Exigir que ele te entregue a estabilidade e a paz que nem ele mesmo possui na própria mente é uma cobrança impossível.

Você colocou a sua dignidade no bolso de alguém que está tão perdido nos próprios pensamentos quanto você.

​A falta de esperança não é uma tragédia. É só a realidade desfazendo o pacto que o seu ego fez com o futuro.

​Quando você parar de procurar no outro o que só pode ser corrigido dentro da sua própria consciência, o sofrimento cessa.

A paz não nasce da promessa cumprida de ninguém. Ela nasce no momento em que você recolhe a sua projeção e assume o comando da sua mente.

​Acorda, sonolenta.

13/08/2026

não quero.

​Ele percebe a má vontade e se fecha. A frustração e o sentimento de rejeição tomam conta.

​Mas o que está acontecendo ali é uma armadilha perfeita entre dois egos.

​Na cabeça da mulher, o ego usa o dever como anestésico. Ela se entrega sem presença só para se livrar da cobrança e garantir a conquista de uma paz momentânea.

​Na cabeça dele, o ego usa esse cansaço e essa má vontade como desculpa para o orgulho.

Ele se sente rejeitado, injustiçado e convicto de que merece mais.

​A falha dessa construção é brutal: ela tenta barganhar sossego entregando o corpo sem a alma; ele tenta barganhar valor exigindo um desejo mágico que nenhum dos dois construiu.

​Os dois dizem querer intimidade real, mas ambos estão só em busca de ter razão e validar seus próprios sofrimentos.

Ela busca a validação de ser a esposa boazinha; ele, o papel de vítima da mulher que não faz a sua parte.

​A paz e o desejo de verdade não nascem da cobrança de um sentimento automático, mas da coragem de corrigir a mente que gera o desejo e todas as outras sensações.

​Acorda, sonolenta.

12/08/2026

Se você não mudar, é impossível ser feliz nesse casamento.

​Enquanto a sua felicidade depender da transformação do outro, você nunca será livre nem feliz.

Você continuará refém do humor, do desejo, da maturidade, da compreensão e da bondade de alguém.

​O ego ama essa lógica porque ela te desobriga de encarar a sua própria mente.

Se o problema é ele, você se torna a vítima perfeita, sem nada para corrigir em si mesma — a não ser esperar por uma mudança que pode nunca vir.

​A paz não é o resultado de um marido reformado.

A paz é o resultado de uma mente corrigida, que parou de usar o comportamento do outro como desculpa e escolheu trabalhar na própria consciência.

​Atribuir a sua felicidade à mudança do outro não é amor. É dependência disfarçada de exigência moral.

​Quem ama de verdade desiste de controlar e assume a responsabilidade da própria paz.

​Acorda, sonolenta.

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