24/01/2022
Quem acompanha a série Euphoria (HBO), sabe como a Kat Hernandez (interpretada pela ) enfrenta dificuldades em relação ao seu peso, discriminação, rejeição de ex-namorado após engordar, vergonha, inseguranças, insatisfação corporal e como luta para se empoderar e se aceitar numa sociedade que está o tempo todo produzindo padrões inalcançáveis...
Você já deve ter reparado que as pessoas sempre têm algo a dizer sobre como nosso corpo, nossas roupas, cabelo, nossas sexualidades, alimentação(...) devem ser – a ponto de também dizerem como devemos sentir, viver. “Ah, mas como assim você não tá feliz com seu corpo?” “Você é tão bonita... Não tem razões para se odiar” “Não fique assim, poderia ser pior” “Basta amar a si”. Muitas vezes, essas pessoas até pensam que estão ajudando, motivando com estes discursos, porém não ajudam. Eles invalidam e desconsideram as emoções, as dores de quem está em sofrimento.
Tanto a pressão estética quanto a positividade tóxica podem ser muito prejudiciais. Não é saudável reprimirmos o que estamos sentindo. Um dia estamos confiantes, bem com a vida, mas no outro dia/mês/ano podemos estar tristes, nos sentindo mal, insatisfeitos e ok! Porque somos seres humanos, não robôs. A vida não tem um script a ser seguido. Realmente não é fácil (será possível?) se amar 100%, todos os dias, se vivemos num mundo que nos aprisiona, nos faz sentir inadequados e não celebra as diferenças.
Se algum dia alguém vier conversar com você sobre um momento difícil que ela/ele está passando, escute. Não julgue. Esteja presente, pergunte o que pode fazer para apoiá-la(o). Valide e não minimize os sentimentos de quem está se abrindo para você. Combinado?
*Na série (ep2s02, segunda foto), Kat auto induz uma positividade tóxica. Importante lembrar que também podemos sofrer as influências internas e, em momentos de sofrimento, acolher-nos com gentileza e autocompaixão. **gorda não é xingamento.