Fabiana Coimbra

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Tem gente que passa anos esperando uma vaga na vida de alguém.Esperando ser escolhida, lembrada, valorizada, priorizada....
10/08/2026

Tem gente que passa anos esperando uma vaga na vida de alguém.

Esperando ser escolhida, lembrada, valorizada, priorizada.

Na Psicanálise, começamos a perceber que algumas esperas não falam apenas sobre o outro. Elas também podem revelar o quanto ainda estamos colocando nosso valor nas mãos de alguém.

E talvez amadurecer seja justamente perceber que você não precisa permanecer sentada onde nunca houve lugar para você.

Algumas portas só começam a aparecer quando você decide se levantar.

Não é sobre deixar de amar as pessoas. É sobre não se abandonar para continuar sendo escolhida por elas.

Valorize seu tempo, sua paz e a vida que ainda existe diante de você.

Fabiana Coimbra
Doutora em Psicanálise

07/08/2026

A fala da Marisa Orth me fez refletir sobre algo que vejo diariamente no consultório.

A Psicanálise não é apenas para quem está em sofrimento intenso. Ela é para qualquer pessoa que deseja compreender melhor a si mesma.

Quando olhamos para as nossas dores, aprendemos a lidar com elas de forma mais saudável. Deixamos de esperar que o outro resolva aquilo que é nosso e passamos a construir relações mais conscientes e maduras.

Ninguém chega completamente “pronto”. Todos nós carregamos histórias, conflitos e feridas.

Mas existe uma grande diferença entre viver sendo conduzido por essas dores ou aprender a compreendê-las.

A Psicanálise não elimina a vida real, mas fortalece quem a vive.

E, quanto mais fortalecidos estamos, menos precisamos descarregar nossas dores nas pessoas que amamos.

A saúde mental não deve ser um privilégio. Ela deveria ser um cuidado para todos.

Fabiana Coimbra
Psicanalista Clínica
Doutora em Psicanálise
CBPC 2022-4375

Gratidão define este momento.Hoje tive a alegria de participar do Bate Papo Empreendedor, conduzido por Nilo Mello.Foi u...
05/08/2026

Gratidão define este momento.

Hoje tive a alegria de participar do Bate Papo Empreendedor, conduzido por Nilo Mello.

Foi uma conversa leve, profunda e enriquecedora sobre identidade, saúde mental, liderança e propósito.

Minha gratidão ao Nilo pela receptividade, pelo profissionalismo e pelo espaço para compartilhar uma mensagem que acredito poder transformar vidas.

Que essa entrevista alcance muitas pessoas e inspire cada um a viver com mais consciência, coragem e propósito.

Muito obrigada! 🙏✨

Na psicanálise clínica, o medo não é o inimigo.Na verdade, ele é uma emoção natural. Muitas vezes, é justamente ele que ...
29/07/2026

Na psicanálise clínica, o medo não é o inimigo.

Na verdade, ele é uma emoção natural. Muitas vezes, é justamente ele que nos protege de perigos reais e nos ajuda a agir com prudência.

O problema não é sentir medo.

O problema é permitir que ele assuma o controle da nossa vida.

Quantas pessoas permanecem anos em relacionamentos que as machucam, em trabalhos que as adoecem ou vivendo uma vida que já não faz sentido porque o medo insiste em perguntar:

“E se você não conseguir?”

Na psicanálise clínica, buscamos compreender de onde esse medo vem.

Muitas vezes, ele não nasce no presente. Ele carrega marcas de rejeições, abandonos, humilhações e experiências dolorosas que ficaram registradas no inconsciente. Sem perceber, passamos a reagir ao hoje como se ainda estivéssemos vivendo o ontem.

Por isso, amadurecer emocionalmente não significa deixar de sentir medo.

Significa não permitir que ele conduza as suas escolhas.

A coragem não é a ausência do medo.

A coragem é continuar caminhando, mesmo quando ele insiste em dizer para você voltar.

Porque os seus sonhos nunca estiveram do outro lado da ponte esperando alguém sem medo.

Eles sempre esperaram alguém que escolhesse atravessá-la apesar dele.

Fabiana Coimbra
Psicanalista Clínica
CBPC 2022-4375

Na clínica psicanalítica, compreendemos que o adulto que somos hoje carrega, dentro de si, a história da criança que um ...
28/07/2026

Na clínica psicanalítica, compreendemos que o adulto que somos hoje carrega, dentro de si, a história da criança que um dia fomos.

Não se trata de permanecer preso ao passado, mas de reconhecer que experiências emocionais não elaboradas continuam influenciando a forma como amamos, reagimos, nos protegemos e nos relacionamos com o mundo.

Jung compreendia que o desenvolvimento psicológico passa pelo encontro com aspectos profundos da própria história. No processo de individuação, integrar aquilo que foi ferido, reprimido ou esquecido não significa reviver a dor, mas permitir que ela deixe de conduzir a vida a partir do inconsciente.

Cuidar de si, na vida adulta, também é isso: voltar, simbolicamente, e segurar a mão de quem você foi. Acolher a criança que ainda existe em você. Dizer a ela aquilo que talvez ninguém tenha conseguido dizer. Permanecer ao seu lado até que ela descubra que nunca lhe faltou valor.

Quando essa criança deixa de viver sozinha dentro de nós, o adulto começa a fazer escolhas mais conscientes, estabelece limites com mais segurança e constrói relacionamentos menos marcados pela necessidade de aprovação, pelo medo da rejeição ou pelo abandono de si mesmo.

Talvez seja por isso que uma das frases mais libertadoras seja:

“Escolhi aprender tudo sobre mim. Para nunca mais aceitar que alguém queira me ensinar quem eu sou.”

Porque quem conhece a própria história deixa de permitir que outras pessoas definam a sua identidade.

O autoconhecimento não muda o passado.

Mas transforma completamente a forma como você passa a viver o presente.

23/07/2026

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21/07/2026

A necessidade de controlar tudo costuma esconder o medo de lidar com o imprevisível.

A vida nunca prometeu controle.

Prometeu movimento.

E maturidade emocional não é controlar o mundo.

É desenvolver recursos para atravessá-lo.

💛

19/07/2026

Por que tantos adultos ainda vivem tentando agradar os próprios pais?

Porque a criança que existe dentro deles ainda acredita que só será digna de amor se for aprovada.

O tempo passou.

A independência financeira chegou.

A própria família foi construída.

Mas, emocionalmente, muitas pessoas continuam vivendo como se tivessem oito anos de idade.

Na clínica, vejo isso com frequência.

São adultos que sentem culpa quando tomam decisões diferentes das que os pais esperavam.

Que escondem conquistas para evitar críticas.

Que dizem “sim” quando querem dizer “não”.

Que vivem tentando provar que são bons o suficiente.

Na perspectiva psicanalítica, esse movimento costuma estar ligado à forma como o vínculo foi construído na infância. Quando o amor foi percebido como condicionado ao desempenho, à obediência ou à aprovação, a criança aprende que precisa agradar para se sentir segura.

O problema é que ela cresce.

Mas essa necessidade continua.

E, sem perceber, passa a viver mais para não decepcionar os outros do que para ser fiel a quem realmente é.

O amadurecimento emocional começa quando você entende que honrar seus pais não significa abandonar sua própria identidade.

Você pode amar.

Pode respeitar.

Mas não precisa viver para ser aprovado.

💛 A terapia ajuda justamente nesse processo: diferenciar a voz dos seus pais da sua própria voz.

📩 Me chama no direct.

17/07/2026

“Parece que todo mundo está vivendo melhor do que você?”

Isso se chama comparação.

E ela rouba uma das coisas mais importantes para a saúde emocional: a capacidade de enxergar valor na própria vida.

Brené Brown nos lembra que a comparação enfraquece a gratidão.

Jordan Peterson propõe um caminho diferente: compare-se com quem você era ontem, não com quem outra pessoa parece ser hoje.

Adam Grant mostra que a comparação só faz sentido quando serve para aprender, nunca para definir o seu valor.

Johann Hari faz um alerta importante: passamos horas comparando nossa vida real com versões editadas da vida dos outros.

E Anna Lembke explica que vivemos em uma sociedade que alimenta constantemente a sensação de que sempre falta alguma coisa.

Na clínica, percebo que quem vive se comparando raramente sofre porque a vida do outro é melhor.

Sofre porque ainda não reconheceu o próprio valor.

A terapia ajuda justamente nisso: fortalecer a identidade, diminuir a necessidade de comparação e construir uma vida que faça sentido para você, não para as redes sociais.

💛 Quando você sabe quem é, a vida dos outros deixa de ser uma medida da sua.

📩 Me chama no direct.

14/07/2026

“Racionalmente eu entendo.”

Essa talvez seja uma das frases que mais escuto no consultório.

“Eu sei que esse relacionamento me faz mal.”
“Eu sei que preciso impor limites.”
“Eu sei que preciso mudar.”

Mas, se entender fosse suficiente, ninguém repetiria padrões.

Freud nos mostrou que existem resistências inconscientes que nos mantêm presos ao que é familiar, mesmo quando nos faz sofrer.

Bowen nos lembra que crescer também significa conseguir se posicionar de maneira diferente dentro das relações.

Winnicott mostra que a mudança precisa de um ambiente suficientemente seguro para que um novo modo de ser possa nascer.

Carl Rogers nos ensina que a transformação acontece quando somos verdadeiramente acolhidos e compreendidos.

Frankl lembra que a dor só se transforma quando encontra um sentido.

E Sartre nos confronta com uma verdade difícil: toda escolha diferente traz ansiedade, porque toda liberdade exige responsabilidade.

A mudança verdadeira não acontece apenas quando você compreende.
Ela acontece quando você sustenta, na prática, aquilo que compreendeu.

É exatamente esse caminho que a terapia oferece.

💛 Qual dessas ideias mais falou com você?

📩 Se você sente que entende tudo, mas continua vivendo os mesmos ciclos, talvez seja hora de transformar compreensão em movimento.
psi

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Palmas, TO

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