Psicólogo Ricardo Tomasini

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Psicólogo Ricardo Tomasini Psicólogo clínico, Psico-oncologista e Psicólogo Paliativista - CRP 06/136614

Quando a política adoece a menteA política deveria ser um instrumento de transformação social, diálogo e construção de u...
06/10/2026

Quando a política adoece a mente

A política deveria ser um instrumento de transformação social, diálogo e construção de um futuro melhor. Entretanto, quando passa a ocupar excessivamente o espaço emocional de uma pessoa, pode se tornar uma fonte de sofrimento psicológico.

A polarização, a intolerância e as discussões constantes podem alimentar sentimentos de raiva, ansiedade, frustração e impotência. Algumas pessoas passam a enxergar o mundo exclusivamente pela lente ideológica, tratando quem pensa diferente como inimigo. Nesse processo, amizades são rompidas, relações familiares se desgastam e a saúde mental f**a em segundo plano.

Do ponto de vista psicológico, quando as divergências políticas são vividas como ameaças à própria identidade, o debate deixa de ser racional e passa a ser emocional. A pessoa pode experimentar irritabilidade constante, dificuldade para relaxar e uma necessidade permanente de acompanhar notícias, discussões e conflitos.

É importante compreender que nenhuma ideologia deveria custar a paz interior, os vínculos afetivos ou a capacidade de respeitar o outro. Ter posicionamento político é legítimo; permitir que ele determine todas as nossas emoções e relações, porém, pode ser prejudicial.

Cuidar da saúde mental também signif**a estabelecer limites, selecionar as informações que consumimos e reconhecer que nem todas as batalhas precisam ser travadas.

A política deve fazer parte da nossa vida, mas não precisa se tornar o centro do nosso sofrimento. Afinal, defender ideias é um direito; preservar a própria saúde mental é uma necessidade.

Vivo sem vida!“Eu vivo sem vida!” Parece uma contradição, mas essa frase pode expressar uma experiência profundamente hu...
19/09/2026

Vivo sem vida!

“Eu vivo sem vida!” Parece uma contradição, mas essa frase pode expressar uma experiência profundamente humana: estar biologicamente vivo, porém emocionalmente distante da própria existência.

Na Psicologia Corporal, desenvolvida a partir das ideias de Wilhelm Reich, corpo e mente não são compreendidos como dimensões separadas. As emoções também se manifestam corporalmente. Medos, conflitos, frustrações e experiências dolorosas podem contribuir para padrões de tensão e contenção corporal, aquilo que Reich chamou de “couraça muscular”.

Uma pessoa pode continuar trabalhando, cumprindo compromissos, sorrindo e convivendo socialmente, enquanto internamente sente-se vazia, desconectada ou sem prazer. O corpo, nesse sentido, pode expressar aquilo que nem sempre conseguimos colocar em palavras.

Respiração presa, rigidez, dificuldade de relaxar e pouca percepção das próprias sensações podem acompanhar esse distanciamento de si mesmo. Para a Psicologia Corporal, perceber o corpo pode ser também um caminho para ampliar a consciência sobre as próprias emoções e necessidades.

Talvez, portanto, “viver” não seja apenas estar biologicamente vivo. É também sentir, desejar, estabelecer vínculos, experimentar prazer e reconhecer a própria existência.

Às vezes, recuperar a vida começa justamente quando conseguimos perguntar: “O que aconteceu comigo para que eu deixasse de sentir a vida que existe em mim

Estupro corretivo: quando a violência tenta impor uma identidadeO chamado estupro corretivo é uma forma de violência sex...
17/09/2026

Estupro corretivo: quando a violência tenta impor uma identidade

O chamado estupro corretivo é uma forma de violência sexual praticada com a finalidade de tentar “corrigir”, modif**ar ou punir a orientação sexual ou a identidade de gênero de uma pessoa. A expressão é especialmente associada a casos envolvendo mulheres lésbicas e bissexuais, embora a violência possa atingir outras pessoas LGBTQIA+.

Nessas situações, o ato sexual não é apenas uma agressão ao corpo. Ele pode ser utilizado pelo agressor como instrumento de controle, humilhação, coerção e imposição de uma determinada norma de sexualidade ou gênero. A ideia de que uma pessoa possa ser “corrigida” por meio da violência revela uma compreensão preconceituosa e violenta da diversidade humana.

Do ponto de vista psicológico, é fundamental compreender que orientação sexual e identidade de gênero não constituem desvios que necessitem de correção. A violência pode provocar medo, culpa, vergonha, ansiedade, dificuldades nos relacionamentos e outras consequências psicológicas, exigindo acolhimento e atendimento especializado.

No âmbito penal, o chamado estupro corretivo não constitui um crime autônomo com esse nome. A conduta pode configurar o crime de estupro, previsto no art. 213 do Código Penal, cuja pena básica é de reclusão de 6 a 10 anos, podendo ser aumentada conforme as circunstâncias do caso. Quando a violência é motivada por preconceito ou discriminação contra a orientação sexual ou identidade de gênero da vítima, essa motivação também pode ter relevância jurídica na análise do caso concreto.

O enfrentamento desse tipo de violência exige, portanto, responsabilização dos autores, proteção das vítimas e atuação articulada da rede de atendimento, sem culpabilização de quem sofreu a violência.

Quando a criança f**a dividida: o conflito de lealdadeQuando um casal se separa, nem sempre a relação entre os pais term...
17/09/2026

Quando a criança f**a dividida: o conflito de lealdade

Quando um casal se separa, nem sempre a relação entre os pais termina junto com o relacionamento. Em algumas situações, o conflito continua e, sem perceber, a criança pode acabar colocada no meio dessa disputa.

É nesse contexto que pode surgir o chamado conflito de lealdade. A criança gosta do pai e da mãe, mas pode sentir que demonstrar carinho por um deles signif**a magoar o outro. Assim, pode esconder sentimentos, evitar falar sobre um dos pais ou sentir culpa por desejar estar com aquele que, naquele momento, é visto como adversário.

Imagine uma criança que diz à mãe: “Eu quero f**ar com o papai”. Se percebe tristeza, raiva ou desaprovação, pode aprender que expressar esse desejo tem um custo emocional. Aos poucos, pode começar a silenciar aquilo que sente.

Isso não signif**a, necessariamente, que exista alienação parental. A manifestação da criança precisa ser compreendida dentro de sua história e de suas relações familiares. Uma rejeição, um afastamento ou uma preferência por um dos genitores não explica, sozinho, suas causas.

Por isso, em situações de separação conflituosa, mais importante do que perguntar imediatamente “quem está certo?” é procurar compreender o que a criança está vivendo e sentindo.

A criança não deveria precisar escolher lados. Ela precisa ter espaço para amar, sentir e se relacionar com seus pais sem carregar a responsabilidade pelos conflitos dos adultos.

Quando os adultos entram em disputa, que a criança não seja obrigada a escolher em qual lado do coração deve f**ar.

Mente desconsoladaHá momentos em que a mente parece perder o chão. Sentimos tristeza, vazio, desânimo e até uma sensação...
12/09/2026

Mente desconsolada

Há momentos em que a mente parece perder o chão. Sentimos tristeza, vazio, desânimo e até uma sensação de solidão, sem conseguir compreender exatamente de onde vem tanta angústia.

À luz da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, porém, o sofrimento psíquico pode carregar um signif**ado. Nem tudo aquilo que sentimos está imediatamente acessível à consciência. O inconsciente também se manifesta por meio de emoções, sonhos, conflitos e símbolos.

Uma mente desconsolada, portanto, não precisa ser vista apenas como uma mente fragilizada. Talvez esteja tentando comunicar algo que foi ignorado por muito tempo. Aquilo que dói pode apontar para uma necessidade, uma perda, um conflito ou até para uma parte de nós mesmos que precisa ser reconhecida.

Para Jung, o caminho de transformação passa pela individuação, processo de conhecer e integrar diferentes aspectos da própria personalidade. Não se trata de eliminar a dor, mas de compreendê-la e encontrar um novo sentido para a própria existência.

Às vezes, em vez de perguntar apenas “Como faço para deixar de sofrer?”, talvez seja necessário perguntar:

“O que o meu sofrimento está tentando me dizer?”

Talvez seja justamente nessa escuta interior que uma mente desconsolada comece a encontrar um novo caminho.

Encontrei o amor onde não esperava achar!Vivemos um tempo em que muitas pessoas dizem querer encontrar alguém, mas, para...
04/09/2026

Encontrei o amor onde não esperava achar!

Vivemos um tempo em que muitas pessoas dizem querer encontrar alguém, mas, paradoxalmente, acabam cada vez mais sozinhas. Por quê?

Na perspectiva da psicanálise, podemos pensar na idealização: criamos mentalmente um parceiro perfeito, com características, aparência, comportamento e até sentimentos que julgamos indispensáveis. O problema é que pessoas reais não correspondem perfeitamente às nossas fantasias.

Quando alguém aparece, rapidamente procuramos seus defeitos, comparamos com um ideal imaginário e pensamos: “Não é essa pessoa”. E continuamos procurando.

A fantasia, porém, não sofre com diferenças, contradições ou frustrações. A pessoa real, sim.

Talvez estejamos confundindo encontrar alguém com encontrar alguém que corresponda exatamente ao que imaginamos.

O amor pode surgir justamente quando abandonamos a necessidade de encontrar uma pessoa perfeita e nos permitimos conhecer alguém real. Alguém que possui qualidades, defeitos, limites e uma história própria.

Não se trata de aceitar qualquer relacionamento, mas de compreender que amar também signif**a lidar com a diferença e com a realidade do outro.

Talvez o amor que você procura não esteja onde sua fantasia mandou procurar.

Às vezes, encontramos o amor justamente onde não esperávamos — quando deixamos de procurar um personagem e nos permitimos encontrar uma pessoa.

01/08/2026

Recado importante para pais que estão em disputa judicial pela guarda dos filhos.

19/07/2026

Psicoterapia e tratamento psicológico é somente com psicólogo e psiquiatra.

Cuidado com os "terapeutas" que existem por aí!

Saúde mental é coisa séria e necessita de ciência.

Apostar Pode Virar Doença?As apostas esportivas e os jogos on-line cresceram de forma expressiva nos últimos anos, atrai...
04/07/2026

Apostar Pode Virar Doença?

As apostas esportivas e os jogos on-line cresceram de forma expressiva nos últimos anos, atraindo milhões de pessoas com a promessa de ganhos rápidos. Embora, para muitos, essa seja apenas uma forma de entretenimento, para outros o hábito pode evoluir para um transtorno psicológico conhecido como ludopatia, ou transtorno do jogo.

A pessoa passa a sentir uma necessidade intensa de apostar, mesmo diante de prejuízos financeiros, conflitos familiares e dificuldades no trabalho. Frequentemente, tenta recuperar o dinheiro perdido realizando novas apostas, acreditando que a próxima será a vencedora. Esse comportamento alimenta um ciclo de perdas, culpa e sofrimento emocional.

A ludopatia pode estar associada a sintomas de ansiedade, depressão, impulsividade e baixa autoestima. Além disso, não é raro que o indivíduo esconda o problema da família, contraia dívidas e se isole socialmente, agravando ainda mais sua situação.

Nesse contexto, o psicólogo exerce um papel essencial. O tratamento psicológico ajuda a identif**ar os fatores que mantêm o comportamento compulsivo, fortalecer o autocontrole, desenvolver estratégias para lidar com os impulsos e reconstruir hábitos mais saudáveis. Quando necessário, o acompanhamento pode ser realizado em conjunto com um médico psiquiatra.

É importante compreender que a ludopatia não representa falta de caráter ou de força de vontade. Trata-se de um transtorno que pode afetar qualquer pessoa e que exige acolhimento, tratamento e apoio da família.

Se as apostas deixaram de ser uma escolha e passaram a dominar sua vida, talvez seja o momento de procurar ajuda. Cuidar da saúde mental é o caminho para recuperar o equilíbrio, a autonomia e a esperança.

23/06/2026

CONFLITOS FAMILIARES

ENTENDA SOBRE UM FATOR GERADOR DESSES CONFLITOS.

PSICÓLOGO RICARDO ROCHA TOMASINI
CRP 06/136614

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Parisi, SP

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