Psicóloga Caliane Pradegan da Rosa

Psicóloga Caliane Pradegan da Rosa CRP 07/37559

Eu acho lindo acompanhar, no consultório, alguém aprendendo aos poucos a pedir ajuda, respeitar seus limites e reconhece...
23/08/2026

Eu acho lindo acompanhar, no consultório, alguém aprendendo aos poucos a pedir ajuda, respeitar seus limites e reconhecer suas próprias conquistas.
Você não precisa mudar tudo de uma vez. Cada processo tem seu tempo.
Talvez você não esteja parado. Talvez esteja aprendendo.💚

É possível que você já tenha percebido que dizer “não” parece muito mais difícil do que deveria.Você aceita um convite q...
23/08/2026

É possível que você já tenha percebido que dizer “não” parece muito mais difícil do que deveria.
Você aceita um convite quando queria ficar em casa, assume uma tarefa que não consegue encaixar na sua rotina ou continua disponível para alguém mesmo estando cansada(o). E, quando finalmente tenta colocar um limite, vem aquela culpa: “Será que eu fui egoísta?”, “Será que a pessoa ficou chateada comigo?”, “Eu poderia ter feito um esforço”.
No consultório, é muito comum perceber que essa dificuldade não apareceu do nada. Algumas pessoas aprenderam, ao longo da vida, que agradar, ajudar e estar sempre disponíveis era uma forma de serem aceitas ou de evitar conflitos.
Então, quando começam a dizer não, mesmo sabendo que aquele limite é necessário, a culpa aparece.
E uma coisa importante é entender que sentir culpa não significa necessariamente que você fez algo errado. Às vezes, significa apenas que você está fazendo algo diferente do que aprendeu a fazer.
Colocar limites não é deixar de se importar com os outros. É também começar a considerar os seus próprios limites, necessidades e aquilo que você realmente consegue oferecer.
Você não precise aprender a dizer não sem sentir culpa. Você precisa aprender que pode sentir culpa e, ainda assim, escolher respeitar a si mesma(o).

A insegurança nem sempre aparece dizendo “você é inseguro”.Na maioria das vezes, ela aparece de um jeito muito mais suti...
20/08/2026

A insegurança nem sempre aparece dizendo “você é inseguro”.

Na maioria das vezes, ela aparece de um jeito muito mais sutil.

Ela aparece quando você estuda para uma prova, chega na hora e sente que esqueceu tudo.

Quando você passa horas preparando uma apresentação, mas acredita que todo mundo sabe mais do que você.

Quando recebe dez elogios pelo seu trabalho, mas basta uma crítica para ter certeza de que não faz nada direito.

Quando revisa uma mensagem várias vezes antes de enviar, com medo de falar alguma coisa errada.

Quando deixa de se candidatar a uma vaga porque pensa que provavelmente vão escolher alguém melhor.

Ou quando evita começar algo novo porque acredita que ainda não está preparado o suficiente.

Percebe como, nesses momentos, o problema nem sempre é a falta de capacidade?

Muitas vezes, é a forma como a insegurança faz você interpretar aquilo que está vivendo.

Ela faz um erro parecer maior do que realmente foi. Faz um acerto parecer sorte. E faz você acreditar que todo mundo é mais capaz, quando, na verdade, você está olhando para si através de uma lente muito mais crítica do que olha para qualquer outra pessoa.

Na terapia, uma das coisas que mais trabalhamos é justamente essa diferença: aprender a reconhecer quando estamos olhando para os fatos e quando estamos olhando para a realidade filtrada pela insegurança.

Porque, quando a insegurança vira a única lente pela qual você se enxerga, até as suas capacidades começam a parecer insuficientes.

17/08/2026
Espero que minha curadoria do Pinterest dessa semana possa te ajudar de alguma forma 💚
17/08/2026

Espero que minha curadoria do Pinterest dessa semana possa te ajudar de alguma forma 💚

16/08/2026

Muita gente acredita que a insegurança é um sinal de falta de capacidade. Mas nem sempre é assim.

Quantas pessoas estudam, se dedicam, se preparam e, mesmo assim, na hora de uma prova, de uma apresentação ou de uma entrevista, sentem que não vão dar conta?

Nesses momentos, o que costuma atrapalhar não é a inteligência. É a forma como a pessoa se relaciona com os próprios pensamentos.

A voz da insegurança faz parecer que um erro define quem você é, quando, na verdade, errar faz parte de qualquer processo de aprendizagem.

Na terapia, muitas vezes, o trabalho não é fazer essa voz desaparecer. É ajudar a pessoa a perceber que ela não precisa acreditar em tudo o que essa voz diz.

Porque aprender envolve errar, recomeçar e continuar, mesmo quando a insegurança aparece. E isso não faz de você menos capaz. Faz de você humano.

Querida(o) paciente, se você tem dúvidas sobre como funciona a terapia ou não sabe por onde começar, quero te contar um ...
12/08/2026

Querida(o) paciente, se você tem dúvidas sobre como funciona a terapia ou não sabe por onde começar, quero te contar um pouquinho sobre como é o processo comigo.

Você não precisa chegar sabendo o que falar. A gente vai construindo esse espaço aos poucos, respeitando sua história, suas necessidades e o seu tempo.

Esse carrossel é um pouquinho de como pode ser esse primeiro encontro.

Quando pensamos em luto, quase sempre pensamos na ausência de alguém que partiu. Mas existe um luto que costuma ser muit...
09/08/2026

Quando pensamos em luto, quase sempre pensamos na ausência de alguém que partiu. Mas existe um luto que costuma ser muito silencioso e, por isso, muitas vezes nem é reconhecido.
É o luto pela relação que poderia ter existido, mas não existiu.
Pelo abraço que fez falta. Pela presença que era esperada. Pelas palavras que nunca foram ditas. Pelo cuidado que, em algum momento, você desejou receber e não recebeu.
Datas como o Dia dos Pais podem tocar justamente esse lugar. Não porque elas criam a dor, mas porque iluminam uma ausência que, em muitos momentos da vida, a gente aprende a deixar guardada.
E quando essa ausência aparece, é comum surgir culpa por não conseguir viver a data com alegria, ou até a sensação de que deveria sentir diferente. Mas os nossos sentimentos não seguem o calendário.
Cada história é única. Existem pais presentes, pais ausentes, relações que foram fonte de amor e outras que deixaram marcas profundas. Todas essas experiências merecem ser olhadas com respeito, sem comparações e sem julgamentos.
Se hoje essa data desperta tristeza, saudade, raiva, confusão ou qualquer outro sentimento difícil, talvez você não precise lutar contra isso. Talvez só precise se permitir reconhecer que essa dor existe.
Porque algumas feridas não pedem que você seja forte o tempo todo. Elas pedem apenas que sejam acolhidas.
E, às vezes, esse acolhimento é o primeiro passo para que a sua história deixe de ser um lugar de culpa e passe a ser um lugar de compreensão e cuidado.

A forma como você fala com você mesma nem sempre nasceu de você.Muitas das ideias que carregamos sobre quem somos foram ...
09/08/2026

A forma como você fala com você mesma nem sempre nasceu de você.

Muitas das ideias que carregamos sobre quem somos foram sendo construídas ao longo da vida. Às vezes por críticas que ouvimos repetidamente. Às vezes por comparações. Outras vezes por experiências que fizeram a gente acreditar que precisava ser diferente para merecer amor, reconhecimento ou pertencimento.

Com o tempo, essas vozes deixam de parecer externas e passam a soar como verdades absolutas.

“Eu nunca faço nada direito.”

“Eu não sou bom o suficiente.”

“Eu sempre estrago tudo.”

Mas será que essas frases realmente descrevem quem você é? Ou apenas refletem a forma como você aprendeu a se enxergar?

Na terapia, uma das coisas mais bonitas é perceber que nem tudo aquilo que você acredita sobre si precisa continuar sendo verdade. Algumas certezas merecem ser questionadas. Não porque seja fácil mudar a forma de se olhar, mas porque, às vezes, a gente passa anos sendo guiado por crenças que nasceram da dor e não da realidade.

E talvez seja justamente aí que começa uma relação mais gentil consigo mesma. Não quando você passa a pensar positivo o tempo todo, mas quando aprende a olhar para si com mais curiosidade e menos julgamento. 💚

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General Osório
Passo Fundo, RS

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