08/04/2026
Se a gente olha para o dinheiro a partir do pensamento psicanalítico, ele deixa de ser apenas algo material e passa a ocupar um lugar simbólico na nossa vida.
O dinheiro serve à vida, ele não é só para ser ganho, acumulado ou guardado.
Ele é um meio de expressão daquilo que nos move, dos nossos desejos, das nossas faltas e também das nossas tentativas de controle.
No olhar sistêmico, entendemos que a forma como cada pessoa se relaciona com o dinheiro não é neutra. Ela carrega marcas da história, das experiências da infância, das referências familiares e das emoções que foram sendo associadas a ele ao longo do tempo.
Para alguns, guardar dinheiro pode representar segurança.
Para outros, gastar pode ser uma forma de sentir prazer ou pertencimento.
E, em muitos casos, o dinheiro pode até ocupar o lugar de algo que falta: reconhecimento, amor, validação.
Por isso, quando o dinheiro f**a apenas acumulado, parado, ele muitas vezes está a serviço de um medo: medo de faltar, de perder, de não ter controle.
Mas quando ele entra em movimento, quando ele serve à vida, às necessidades reais, aos projetos, aos vínculos, ele também ganha um novo signif**ado.
Ele deixa de ser um fim e volta a ser meio.
Um meio de sustentar a vida como ela é hoje.
No fundo, a pergunta não é só “para que serve o dinheiro?”, mas “o que o dinheiro representa para você?”
Porque é nessa resposta que você começa a entender se ele está a serviço da sua vida ou se, de alguma forma, é você que está a serviço dele. 🫣
Te Desejo Bem1❤️