Nicole Polatto

Nicole Polatto Formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Neuropsicologia pel

13/06/2026

O desenvolvimento emocional não acontece de forma isolada.

Antes que a criança seja capaz de regular seus próprios estados internos, ela depende da regulação oferecida pelo ambiente e, principalmente, pelas figuras de referência.

Na neurociência do desenvolvimento, esse processo é conhecido como corregulação.

Por meio de interações consistentes, previsíveis e emocionalmente seguras, a criança aprende a reconhecer sinais corporais, atribuir significado às emoções e construir estratégias para lidar com experiências de estresse.

Esse aprendizado está diretamente relacionado ao amadurecimento de circuitos neurais envolvidos no controle inibitório, na flexibilidade cognitiva e na regulação emocional.

Por isso, comportamentos intensos nem sempre refletem desobediência ou falta de limites.

Muitas vezes, revelam uma habilidade que ainda está em construção.

A autonomia emocional não surge da exigência, mas da experiência repetida de ser compreendido, acolhido e guiado.

Como você enxerga o papel dos adultos na construção da regulação emocional infantil?

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🧠 Nicole Polatto | Psicóloga.
𝚿 Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva

11/06/2026

A disponibilidade emocional é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento socioemocional infantil.

Mais do que estar presente fisicamente, trata-se da capacidade de oferecer atenção genuína, validação afetiva e interesse pelo mundo interno da criança.

A teoria do apego, proposta por John Bowlby, demonstra que relações marcadas por responsividade e sensibilidade favorecem a construção de vínculos seguros.

Quando a criança encontra um adulto disposto a escutar, acolher e compartilhar sua curiosidade, ela aprende que seus pensamentos, emoções e experiências têm valor.

É nesse espaço relacional que se desenvolvem competências fundamentais, como regulação emocional, autoestima, confiança e senso de pertencimento.

Antes de ensinar, corrigir ou orientar, é a conexão que abre caminho para o desenvolvimento.

Que lembrança você tem de um adulto que realmente soube escutá-lo?

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🧠 Nicole Polatto | Psicóloga.
𝚿 Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva

A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais frequente na prática clínica e uma das principais causas evitáveis de a...
08/06/2026

A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais frequente na prática clínica e uma das principais causas evitáveis de acidente vascular cerebral.

O aspecto mais preocupante dessa condição não é apenas sua prevalência, mas a sua capacidade de permanecer assintomática por longos períodos.

Quando os átrios perdem sua contração coordenada, ocorre estase sanguínea, especialmente no apêndice atrial esquerdo, favorecendo a formação de trombos.

Em determinadas circunstâncias, esses coágulos podem migrar para a circulação cerebral e desencadear um AVC potencialmente incapacitante.

Nem toda arritmia provoca palpitações evidentes.

Em muitos casos, manifestações sutis como redução da tolerância ao esforço, fadiga, desconforto torácico inespecífico ou episódios transitórios de tontura podem ser os únicos sinais clínicos presentes.

Por esse motivo, a estratificação de risco cardiovascular, associada à investigação adequada quando indicada, permanece fundamental para o diagnóstico precoce e para a prevenção de complicações graves.

Você já realizou uma avaliação cardiológica focada na detecção de arritmias?

Compartilhe sua experiência nos comentários.

👨‍⚕️ Renan Alvarenga – Cardiologista
❤️ CRM 94382/mg
🩺 CRM 192801/sp
🏥 RQE 115775

28/05/2026

Esse é um tema que exige cuidado, principalmente porque a internet passou a transformar traços de personalidade, hiperfoco, introversão ou genialidade em diagnóstico.

Até hoje, Lionel Messi nunca declarou possuir diagnóstico de transtorno do espectro autista, e não existe confirmação médica oficial divulgada pela família ou equipe. Portanto, afirmar que Messi “é autista” seria incorreto e antiético.

O que existem são hipóteses populares baseadas em características observadas ao longo da vida dele, como perfil reservado, pouca expressividade emocional pública, hiperfoco intenso no futebol desde a infância, necessidade de rotina, desconforto em exposições sociais e comunicação mais contida.

Esses traços fizeram muitas pessoas associarem Messi ao antigo diagnóstico de Síndrome de Asperger, nomenclatura hoje incorporada ao espectro autista nível 1 no DSM-5.

Mas existe um ponto importante na neuropsicologia, características isoladas não fecham diagnóstico.

Hiperfoco, introversão, pensamento sistemático, necessidade de previsibilidade ou dificuldade social podem aparecer em diferentes perfis neurocognitivos, inclusive em pessoas sem TEA.

Ao mesmo tempo, também é verdade que muitos adultos autistas nível 1, especialmente com altas habilidades, passaram décadas sem diagnóstico. Principalmente homens com inteligência elevada e grande capacidade adaptativa.

Talvez a pergunta mais interessante não seja “Messi é autista?”, mas por que tantas pessoas reconhecem traços neurodivergentes em figuras como ele.

Hoje entendemos melhor que cérebros extraordinários nem sempre funcionam dentro do padrão esperado socialmente. E compreender isso é muito diferente de transformar toda diferença em rótulo.

| Nicole Polatto | Psicóloga
| Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva
| Autismo | TDAH | Neurodivergência

Durante muitos anos, o autismo foi estudado a partir de manifestações predominantemente observadas em meninos. Como cons...
19/05/2026

Durante muitos anos, o autismo foi estudado a partir de manifestações predominantemente observadas em meninos. Como consequência, milhares de mulheres cresceram sem diagnóstico, sem acolhimento e, principalmente, sem compreender por que a socialização parecia tão cansativa, intensa e artificial.

Muitas aprenderam a mascarar comportamentos, observar padrões sociais e reproduzir respostas consideradas adequadas. Esse processo, conhecido como masking, frequentemente produz exaustão emocional crônica, ansiedade e sensação persistente de inadequação.

O diagnóstico tardio não significa que o autismo “surgiu” na vida adulta. Significa que, durante muito tempo, o sofrimento foi interpretado de maneira incompleta.

Falar sobre autismo em mulheres é ampliar o olhar clínico, revisar estereótipos e reconhecer que nem toda adaptação representa ausência de sofrimento.

Quantas mulheres passaram a vida inteira tentando parecer funcionais enquanto internamente lutavam para sobreviver emocionalmente?

Compartilhe este conteúdo. Informação qualificada também pode ser instrumento de identificação, acolhimento e transformação.

🧠 Nicole Polatto | Psicóloga.
𝚿 Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva

15/05/2026

“Antes não havia autismo.”

Essa frase parece simples, mas carrega uma distorção histórica profunda.

Crianças autistas sempre existiram. O que não existia era conhecimento científico suficiente, acesso ao diagnóstico, compreensão sobre neurodesenvolvimento e, principalmente, olhar humano.

Durante décadas, muitas pessoas neurodivergentes foram tratadas como “estranhas”, “difíceis”, “incapazes” ou até institucionalizadas. Não porque o autismo não existisse, mas porque a sociedade ainda não sabia reconhecer aquilo que fugia do padrão esperado.

O Hospital Colônia de Barbacena se tornou símbolo doloroso desse apagamento. Milhares de pessoas foram isoladas, excluídas e silenciadas sem diagnóstico, sem escuta e sem dignidade.

Hoje falamos mais sobre autismo não porque ele surgiu agora, mas porque a ciência avançou, os critérios diagnósticos evoluíram e famílias passaram a buscar compreensão em vez de punição.

Ainda existe desinformação. Ainda existe preconceito. Mas existe também algo fundamental, a possibilidade de enxergar com mais precisão, ética e humanidade.

Reconhecer isso não é “moda diagnóstica”. É reparação histórica.

Assista ao vídeo completo e reflita sobre quantas pessoas passaram a vida inteira sendo interpretadas de forma errada.

🧠 Nicole Polatto | Neuropsicóloga
CRP 04/41723

12/05/2026

Às vezes, o sofrimento não está apenas no diagnóstico tardio, mas em toda uma vida tentando se adaptar sem compreender por que o mundo parecia tão excessivo, cansativo ou difícil de decodificar. O relato de Letícia Sabatella sobre descobrir o autismo aos 52 anos evidencia uma realidade frequente entre adultos neurodivergentes, especialmente aqueles que aprenderam, ao longo da vida, a mascarar sinais para atender expectativas sociais.

O Transtorno do Espectro Autista, TEA, não possui uma única forma de manifestação.

Muitas pessoas desenvolvem estratégias de compensação emocional e comportamental que dificultam a identificação precoce, o que frequentemente resulta em exaustão psíquica, sensação de inadequação e sofrimento silencioso.

Receber um diagnóstico na vida adulta não muda quem a pessoa é, mas pode transformar a maneira como ela se compreende.

Nomear experiências também é uma forma de cuidado.

Falar sobre neurodiversidade é ampliar escuta, reduzir estigmas e construir ambientes mais humanos.

Compartilhe este conteúdo e ajude a fortalecer uma cultura de acolhimento e respeito às diferenças.

🧠 Nicole Polatto | Psicóloga.
𝚿 Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva

09/05/2026

Para muitas famílias atípicas, o que parece “exagero” para quem vê de fora, na prática, é adaptação, segurança e compreensão do funcionamento neurológico da criança.

Crianças autistas podem apresentar padrões sensoriais e motores específicos, incluindo busca vestibular intensa, necessidade de movimento, escalada e exploração corporal do espaço.

Em muitos casos, a altura não representa apenas diversão, mas uma forma de autorregulação sensorial.

Isso não significa ausência de limites. Significa compreender que desenvolvimento e segurança precisam caminhar juntos.

Ambientes adaptados, previsibilidade e manejo adequado reduzem riscos, diminuem crises e favorecem sensação de bem-estar emocional.

A neurodivergência exige menos julgamento e mais conhecimento técnico, acolhimento e escuta sensível.

Quando a criança encontra um ambiente que respeita suas necessidades, ela responde com mais organização, confiança e estabilidade emocional.

Se este conteúdo trouxe reflexão para você, compartilhe.

Informação de qualidade também é cuidado.

🧠 Nicole Polatto | Psicóloga.
𝚿 Especialista em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva

07/05/2026

A atividade física tem sido uma das estratégias complementares mais estudadas no TDAH, especialmente pelos impactos positivos nas funções executivas, na regulação emocional e na qualidade de vida.

Hoje, as evidências mostram melhora em atenção sustentada, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e manejo da impulsividade, principalmente quando o movimento acontece de forma regular e associada a atividades que exigem coordenação, estratégia e tomada de decisão.

Mas é importante fazer uma diferenciação séria.

Atividade física não “cura” TDAH. Também não substitui avaliação adequada, acompanhamento clínico ou intervenções multidisciplinares quando necessárias.

O cérebro com TDAH é complexo e cada perfil apresenta necessidades diferentes.

O que a ciência mostra é algo mais profundo, muitas vezes essas crianças não precisam apenas “gastar energia”. Elas precisam de movimento para organizar o funcionamento cerebral.

Quando compreendemos isso, deixamos de interpretar tudo apenas como comportamento e começamos a olhar para mecanismos neurocognitivos envolvidos na autorregulação, atenção e processamento do ambiente.

Salve este conteúdo e compartilhe com quem ainda acredita que TDAH é apenas “falta de limite”.

| Nicole Polatto
| Neuropsicóloga
| CRP 04/41723

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