26/08/2026
Poucas pacientes trazem esse assunto espontaneamente à consulta.
Ele costuma aparecer no fim, quase como um comentário lateral, depois que o principal já foi dito.
A perda involuntária de urina é uma das queixas mais prevalentes na saúde da mulher e uma das menos verbalizadas. Ela se instala discretamente: primeiro ao rir, ao tossir, ao praticar atividade física. Depois, começa a redesenhar hábitos, o trajeto, a roupa escolhida, a decisão de participar ou não de determinada atividade.
É importante nomear com precisão: incontinência urinária é uma condição clínica. Tem causas identificáveis, enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, alterações hormonais, gestação, parto, menopausa e possui abordagens terapêuticas específicas, que vão desde a reabilitação do assoalho pélvico até recursos tecnológicos e, em casos selecionados, conduta cirúrgica.
Frequente não é sinônimo de normal. E conviver com algo não deveria ser a única alternativa oferecida.
A definição da conduta depende sempre de avaliação individual, porque cada história tem particularidades que só o exame clínico revela.
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