06/10/2026
Quando alguém parte, o que fazer com aquilo que ficou?
Depois da morte de alguém querido, seus pertences podem ganhar um significado diferente.
Uma roupa, uma fotografia, um objeto cotidiano ou até algo aparentemente simples pode carregar lembranças, afetos e histórias. Por isso, não existe um tempo certo para se desfazer dessas coisas.
No processo de luto, é importante respeitar o próprio tempo e reconhecer que guardar alguns objetos pode ser uma forma de preservar vínculos e memórias.
E, quando chegar o momento de deixar algumas coisas partir, isso não significa esquecer, abandonar ou amar menos.
Alguns objetos podem permanecer. Outros podem ser doados, compartilhados ou ressignificados.
O que importa é que essa escolha aconteça quando houver espaço psíquico para fazê-la e não pela pressão de “precisar organizar tudo” ou “seguir em frente”.
Despedir-se dos pertences não é despedir-se da história vivida.
Porque aquilo que alguém significou para nós não cabe em objetos.
Permanece na memória, nos vínculos e naquilo que foi construído através da relação. 🌷