16/10/2018
As imunoglobulinas (IgG) colostrais são essenciais para assegurar a adequada transferência de imunidade passiva entre a vaca e o bezerro, uma vez que o tipo de placenta dos ruminantes não permite a passagem de anticorpos entre a mãe e o feto durante a gestação. As concentrações de IgG e conteúdo energético do colostro materno podem sofrer variações em função da presença de bactérias neste alimento. Uma vez presente no colostro, as bactérias podem tornar indisponível a absorção da IgG pelo lúmen intestinal dos bezerros, causando uma redução na eficiência de absorção de IgG. Além disso, bactérias podem utilizar a gordura, a lactose e até mesmo proteínas para o próprio crescimento, levando consequentemente a uma redução na concentração destes nutrientes no colostro materno.
O fornecimento de colostro contaminado com microrganismos causadores de diarreia, além de reduzir a capacidade de absorver IgG, contribui com as principais causas da doença. Desta maneira, mesmo que bezerras recebam alimentação, manejo e condições de bem-estar adequados, o desempenho pode ser comprometido. Assim, a aferição dos níveis microbiológicos presente no colostro, bem como práticas de manejo que evitem a contaminação e proliferação de bactérias tornam-se fundamentais. .martins