18/08/2026
Existe uma tendência curiosa na medicina: quando surge um tratamento novo, rapidamente aparecem dois extremos.
De um lado, quem acredita que ele resolve praticamente tudo. Do outro, quem descarta completamente a ideia. Com o PRP aconteceu exatamente isso.
Na prática, porém, a pergunta mais importante não é se o PRP funciona ou não funciona. É pra quem e quando ele funciona.
Assim como acontece com o ácido hialurônico e tantos outros recursos, a resposta depende do diagnóstico, da fase da doença, do perfil do paciente e do que a literatura científica mostra pra aquela situação específica.
É por isso que eu acredito menos em tratamentos “milagrosos” e mais em boas indicações. A medicina evolui o tempo todo, o que é excelente. Mas nenhuma tecnologia substitui uma avaliação cuidadosa e uma decisão personalizada (de verdade) 😉