Alter Ego Clínica de Psicoterapia

Alter Ego Clínica de Psicoterapia Psicoterapia de Adultos, adolescentes, crianças e casais.

CLÍNICA DE PSICOTERAPIA
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O Vício não é sobre prazer, é sobre refúgio.Por que a solidão é o motor das compulsões modernas?**O vício é uma tentativ...
08/05/2026

O Vício não é sobre prazer, é sobre refúgio.
Por que a solidão é o motor das compulsões modernas?
**O vício é uma tentativa de cura que falhou.** 🧠
Para a psicanálise, o vício (adicção) não é uma falha moral, mas uma resposta ao desamparo. Quando o vazio da existência se torna insuportável, o sujeito busca um "objeto total" — algo que prometa satisfação imediata e silêncio para a angústia.
**1️⃣ As Máscaras da Compulsão**
Hoje, os vícios vão muito além das substâncias. Eles estão no *scroll* infinito das telas, nas compras por impulso e, cada vez mais, no **s**o compulsivo**. O objeto muda, mas a função é a mesma: anestesiar a dor de estar só.
**2️⃣ O S**o como "Auto-medicação"**
Na clínica atual, o s**o compulsivo é lido como uma desregulação do afeto. O outro deixa de ser um parceiro para se tornar um instrumento de alívio. O orgasmo aqui não é celebração, é um "reset" neurológico para fugir de uma realidade interna difícil.
**3️⃣ O Ciclo do Gozo e a Solidão**
O paradoxo é cruel: usa-se o vício para fugir da solidão, mas o próprio comportamento compulsivo isola o indivíduo do mundo real. O resultado é um vazio que se renova, exigindo doses cada vez maiores de um "preenchimento" que nunca sacia.
**O caminho da análise:**
Não se trata apenas de remover o hábito, mas de dar voz à dor que o vício tenta calar. É transformar a "solidão desesperadora" na capacidade de "estar só" — onde o desejo pode voltar a circular, sem precisar de muletas.
**Você já sentiu que algum hábito virou um escudo contra o vazio? Vamos refletir nos comentários. 👇**

 # **AS DUAS FACES DO ADEUS: A DOR QUE ELABORA E A LUZ QUE CONVIDA** 🌓✨Encerrar um ciclo é um dos atos mais corajosos qu...
25/04/2026

# **AS DUAS FACES DO ADEUS: A DOR QUE ELABORA E A LUZ QUE CONVIDA** 🌓✨
Encerrar um ciclo é um dos atos mais corajosos que podemos realizar. Na clínica, vemos que a razão costuma ser veloz, mas o afeto é lento. Muitas vezes, decidimos pelo fim, mas nossa energia psíquica ainda demora a "descolar" do que foi vivido.
* **A Face que Olha para Trás:** Tingida pelo cinza do luto, ela não é um erro. É a parte de nós que precisa de tempo para processar a perda, para honrar a "viscosidade da libido" que se colou em lugares, rotinas e pessoas.
* **A Face que Olha para a Luz:** Colorida e vibrante, ela aceita o convite da vida. É a nossa capacidade de **sublimação** — de transformar a falta em movimento e o "não" em um horizonte inédito.
# # # **A Pedagogia da Falta**
Muitas vezes, a realidade nos impõe limites — financeiros, geográficos ou relacionais. Ter que escolher o que deixar para trás (ou fazer um filho escolher qual atividade manter quando o orçamento aperta) não é um fracasso, é um **aprendizado de realidade**.
É na fenda aberta pela falta que o desejo nasce. Onde tudo é pleno, a alma estagna; onde algo falta, a criatividade floresce. Ensinar a si mesmo e aos outros que "escolher é perder" é a base da verdadeira resiliência.
**O fim não é o oposto da vida; é o adubo que permite que ela floresça em novos ritmos e cores.** 🌊🧭
**Para refletir hoje:** Qual parte de você ainda precisa de tempo para o cinza e qual parte já está pronta para o convite das cores?

O Clamor da Potência: Quando o Desejo se Torna DestinoNa clínica, muitas vezes o que chamamos de "sintoma" ou "angústia"...
18/04/2026

O Clamor da Potência:
Quando o Desejo se Torna Destino

Na clínica, muitas vezes o que chamamos de "sintoma" ou "angústia" nada mais é do que o **eco de uma capacidade sufocada**. É a energia de um talento, de uma inteligência ou de uma sensibilidade que, por não encontrar vazão no mundo, acaba se voltando contra o próprio sujeito. Como Maslow bem pontuou, nossas capacidades têm voz — e elas gritam quando são ignoradas.
# # # 1. A Sublimação como Ato de Liberdade
Para a Psicanálise, o ápice do desenvolvimento humano é a **sublimação**: a capacidade de pegar nossas forças mais brutas e transformá-las em criação, trabalho, esporte e amor. Quando você usa suas capacidades, você não está apenas "fazendo algo", você está negociando com sua própria economia psíquica. Usar um talento é dar um destino nobre à sua pulsão. É transformar a pressão interna em expansão externa.
# # # 2. O Fim da Angústia no Movimento
A angústia costuma ser o peso do "não-vivido". O clamor só cessa quando a capacidade é "suficientemente usada" porque, nesse momento, o sujeito finalmente se reconhece em sua obra. Quando um atleta corre, quando um artista pinta ou quando um pensador escreve, há um alívio quase espiritual: o corpo e a mente param de brigar entre si para trabalharem em harmonia.
# # # 3. A Ética de Ocupar o Próprio Tamanho
Otimismo psicanalítico não é acreditar que tudo será fácil, mas entender que **temos o dever ético de não nos diminuirmos**. Se existe em você uma força que pede para ser usada, é porque essa força é a viga mestra da sua saúde mental. Ignorar sua própria grandeza é um convite ao adoecimento; abraçá-la é o único caminho para a verdadeira satisfação.
> "A felicidade não é a ausência de conflito, mas o resultado de colocar suas melhores ferramentas para trabalhar na resolução da vida. Sua capacidade não é um fardo; é o seu motor."
>
**A pergunta que f**a para sua reflexão é:**
Qual parte do seu potencial tem "gritado" mais alto ultimamente, e o que falta para você dar a ela o palco que ela merece?

paulolbrum Quando o corpo toma a palavra!A somatização é o protesto físico de um silêncio prolongado. Quando ignoramos n...
13/03/2026

paulolbrum Quando o corpo toma a palavra!

A somatização é o protesto físico de um silêncio prolongado. Quando ignoramos nossos sentimentos, o corpo fala!

* A dor como limite: Nem todo peso pode ser carregado. O que você não consegue "digerir" emocionalmente, o corpo tenta expulsar em forma de tensão, dor!

* O valor além da entrega: As vezes gente se acostuma a ser o pilar de tudo, esquecendo que até o aço cede. Nesta situação, o sintoma é o corpo reivindicando o limite.

* O grito do que foi guardado: A doença ou a lesão muitas vezes são o "não dito", o que faltou coragem de dizer.

Escutar o corpo, é uma necessidade, não é um sinal de fraqueza, mas um ato de inteligência emocional. Às vezes, o sintoma é o único caminho que a nossa verdade encontra para ser ouvida.

O que seu corpo está te dizendo? menos

O luto do lugarUma reflexão que faço e compartilho com todos que estão passando por isso.Mudar de equipe ou perder um am...
09/01/2026

O luto do lugar
Uma reflexão que faço e compartilho com todos que estão passando por isso.
Mudar de equipe ou perder um ambiente de trabalho não é apenas trocar de mesa. É uma perda de identidade. Nós investimos afeto nos lugares. Quando eles acabam, vivemos um luto. Se não damos nome a essa perda, ela vira cansaço crônico e resistência ao novo. Respeite o seu tempo de "chegar" emocionalmente.
O isolamento e o excesso de informação criam um estado de alerta constante. O cérebro não descansa quando o futuro é uma incerteza financeira ou social. O Burnout moderno é o resultado de um "Eu" que tenta dar conta de demandas infinitas do Outro (as notícias, as redes, as metas).
Ao chegar em um novo grupo, somos "estrangeiros". Ao receber novos membros, nos sentimos "invadidos".
O clima organizacional adoece quando as pessoas competem por aprovação em vez de colaborar. O medo de ser substituído ou desvalorizado infantiliza as relações.
Mas, diante disso: O que fazer agora (e sempre)?
Aqui , algumas sugestões práticas para facilitar o processo:
Estabeleça limites: Desconecte-se do excesso de notícias e urgências que não são suas.
Fale a verdade: Nomeie o medo e a angústia. O que não vira palavra, vira sintoma no corpo.
Crie novos laços: A saúde mental coletiva depende de transformar o "meu território" em "nosso projeto".
Concluindo
Saúde mental não é estar feliz o tempo todo. É ter ferramentas internas para não ser colonizado pelas pressões externas.
Onde há escuta, o cansaço não precisa virar colapso.
Você já sentiu esse "desabrigo" em meio a mudanças no trabalho ou na vida?
Como você tem protegido seu espaço interno hoje?
Mudar dói porque exige que a gente deixe de ser quem era para descobrir quem será. Em tempos de incerteza, o nosso maior patrimônio é a qualidade dos vínculos que construímos e o limite que impomos ao caos externo. Não tente carregar o mundo nas costas quando você mal conseguiu habitar o seu novo lugar.

Para quem é luz quando o resto do mundo parece escuro.Nem todo Natal brilha lá fora; alguns só encontram luz no abraço c...
25/12/2025

Para quem é luz quando o resto do mundo parece escuro.
Nem todo Natal brilha lá fora; alguns só encontram luz no abraço certo.
"Sabemos que nem sempre o Natal é sinônimo de alegria. Às vezes, ele chega com um peso diferente, com dores e pedindo recolhimento.
Mas é justamente aí , que as conexões raras se mostram fundamentais. Aquelas pessoas que não precisam que você esteja 'bem' para estarem presentes. Elas não exigem sorrisos; elas oferecem o ombro. Elas nos tornam pessoas melhores porque nos aceitam inteiros — inclusive na nossa dor.
Se o seu Natal hoje não é feito de luzes, que ele seja feito de verdade. Que você tenha por perto quem saiba ser abrigo quando o mundo lá fora parece grande demais. Que a cura venha pelo afeto, e que a gente celebre o raro privilégio de ter alguém assim.
Encontros assim, não são apenas conversas, são revoluções silenciosas.
Que a gente nunca perca essa capacidade de transformar o dia um do outro com a nossa presença.

Olhar que nos Faz NascerWinnicott nos ensina que, no início de tudo, o rosto da mãe é o espelho onde o bebê se vê. Se so...
21/12/2025

Olhar que nos Faz Nascer
Winnicott nos ensina que, no início de tudo, o rosto da mãe é o espelho onde o bebê se vê. Se somos olhados com amor e aceitação, aprendemos que existimos e que temos valor.
Neste Natal, o convite é para uma reflexão sobre os nossos reflexos: Em quais olhos você tem se buscado?
Muitas vezes, a dor que sentimos nas festas é o cansaço de tentar caber em olhares que não nos reconhecem mais, ou o luto por versões de nós que só existiam através do outro. Separar-se de uma imagem que já não nos serve é, também, buscar novos espelhos.
Que neste ciclo você se cerque de olhares que validem o seu verdadeiro self. E que, acima de tudo, você consiga ser o próprio espelho gentil para as suas sombras e luzes. ✨👁️
O maior presente é ser visto por quem você realmente é.

A crise silenciosaO sofrimento masculino contemporâneo é moldado, principalmente,pela exigência de força inabalável. A s...
05/12/2025

A crise silenciosa
O sofrimento masculino contemporâneo é moldado, principalmente,pela exigência de força inabalável. A sociedade ainda impõe ao homem o ideal de invulnerabilidade e domínio, criando uma crise de identidade profunda.
Essa pressão cultural impede a expressão legítima das emoções como, medo, tristeza ou qualquer vulnerabilidade, forçando o recalque (repressão inconsciente).

O resultado é um sofrimento que não pode ser falado, transformando-se em ação destrutiva: vícios, traições violência, isolamento, doenças psicossomáticas, e em casos extremos, o suicídio. O homem ao tentar ser o "super-homem", acaba sendo a vítima mais silenciosa e arriscada de sua própria repressão.

28/11/2025

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