Psicólogo João Brod Jacobs

Psicólogo João Brod Jacobs Psicólogo Clínico
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Recentemente, trouxemos esse tema para a discussão aqui e as reações mostraram o quanto precisamos amadurecer.O discurso...
06/07/2026

Recentemente, trouxemos esse tema para a discussão aqui e as reações mostraram o quanto precisamos amadurecer.

O discurso de que “homem aguenta tudo”, “pediu” ou de que “são dois homens, então não há problema” são formas perigosas de apagar a autonomia e a dor do outro.

Normalizar o desrespeito em nome da “liberdade” ou da “cultura da pegação” não é avanço, é uma falha grave na forma como nos relacionamos.

E você, como vê essa situação? Me conta nos comentários ❤️🏳️‍🌈

O orgulho é importante porque, em algum lugar do mundo, alguém ainda acredita que é melhor deixar de existir do que ser ...
28/06/2026

O orgulho é importante porque, em algum lugar do mundo, alguém ainda acredita que é melhor deixar de existir do que ser quem realmente é.

Você já sentiu essa pressão de ter que ‘aceitar’ certos comportamentos vindos de outros g**s para não ser o “chato”? Ou ...
25/06/2026

Você já sentiu essa pressão de ter que ‘aceitar’ certos comportamentos vindos de outros g**s para não ser o “chato”? Ou que estaria sendo ingrato ao ser “desejado” em alguma festa? Isso é bem mais comum do que parece, e até normalizado em alguns locais da comunidade.

Estar em um ambiente LGBTQIA+ não dá a ninguém o direito sobre o seu corpo. Se você já passou por isso, saiba: o desconforto que você sentiu não é exagero.

Esse post tem viralizado, e traz uma das realidades do meio gay: como muitos caras colocam todo seu valor em termos de c...
08/06/2026

Esse post tem viralizado, e traz uma das realidades do meio gay: como muitos caras colocam todo seu valor em termos de corpo, tamanho e na capacidade de rejeitar outros, como se isso fosse uma moeda social.

É aquele lance que eu sempre trago aqui na página: quando a gente se sente insuficiente desde sempre (algo muito comum na história de vida de muitos caras g**s), aprendemos a hipercompensar, numa corrida sem fim contra a idade, contra corpos que não são ideais e contra a sensação de que nunca somos bons o bastante.

O problema é que, quando construímos nossa autoestima em cima de atributos que sempre podem ser comparados, a linha de chegada nunca chega. Sempre vai existir alguém mais bonito, mais definido, mais desejado ou mais novo. E quando nosso valor depende disso, a sensação de insuficiência apenas muda de alvo.

Não me levem a mal: tá tudo bem ir para a academia, treinar e buscar um padrão estético. Faz parte da vida. A questão é: será que vale a pena colocar toda a sua energia nisso? Porque ser admirado e ser amado não são a mesma coisa.

Talvez a parte mais dolorosa seja que, quando passamos anos tentando ser desejados, às vezes esquecemos de desenvolver a capacidade de criar intimidade. Aprendemos a chamar atenção, mas não necessariamente a construir conexão.

E no final do dia? Será que tudo isso realmente nos aproxima de algo que vai nos fazer sentir inteiros? Você pode até pensar em quantos rejeitou naquele dia. Mas o que isso realmente importa quando você está sozinho?

Kylie Minogue lançou recentemente um documentário na Netflix, contando sua história de vida. Mas como psicólogo (e fã da...
01/06/2026

Kylie Minogue lançou recentemente um documentário na Netflix, contando sua história de vida. Mas como psicólogo (e fã da diva!!), uma coisa me chamou atenção: a forma como o ambiente em que crescemos influencia a maneira como enxergamos a nós mesmos.

Kylie conta que, apesar do sucesso, recebeu críticas muito duras no início da carreira. Em alguns momentos, passou a duvidar do próprio talento e do seu valor como artista. Afinal, quando ouvimos repetidamente que não somos bons o suficiente, é natural que uma parte dessas mensagens acabe sendo internalizada.

Ao mesmo tempo, ela fala com carinho sobre sua família e o quanto foi incentivada desde criança a explorar seus interesses e perseguir seus sonhos. Na psicologia, chamamos isso de ambiente validante: um ambiente em que emoções, medos e desejos são levados a sério.

O oposto são os ambientes invalidantes, em que aprendemos que sentir determinadas coisas é errado, que alguns sonhos são impossíveis ou que precisamos esconder partes de quem somos para sermos aceitos. Muitas vezes, isso acontece através de comentários aparentemente simples, mas repetidos ao longo dos anos.

Essa é uma experiência muito comum para pessoas LGBT+, que cresceram ouvindo, de forma explícita ou não, que havia algo de errado com elas. Com o tempo, essas mensagens podem se transformar em vergonha, autocrítica e dificuldade de aceitar quem realmente são.

Claro que ninguém consegue validar o outro o tempo todo. Todos nós acabamos sendo invalidantes em alguns momentos. O problema é quando a invalidação se torna a regra, e não a exceção.

A boa notícia é que nossa infância influencia nossa história, mas não precisa definir nosso futuro. É possível construir uma relação mais compassiva consigo mesmo e aprender a validar aquilo que talvez tenha sido rejeitado durante anos.

Se você pudesse conversar com sua versão criança hoje, o que diria para ela não desistir de quem ela é?

Muitas pessoas LGBT+ cresceram sentindo que precisavam compensar quem eram. Então aprendemos a ser fortes, produtivos, i...
20/05/2026

Muitas pessoas LGBT+ cresceram sentindo que precisavam compensar quem eram. Então aprendemos a ser fortes, produtivos, independentes, perfeitos ou “bem-sucedidos” para conseguir reconhecimento e pertencimento.

Veja, não tem nada errado em querer progredir na sua vida profissional. O problema é quando nossa autoestima passa a depender exclusivamente disso. No fim das contas, uma das tarefas mais difíceis da vida adulta seja justamente descobrir quem somos além do trabalho.

Tem uma diferença entre cuidar do corpo porque isso te faz bem… e acreditar que só merece amor, desejo ou pertencimento ...
12/05/2026

Tem uma diferença entre cuidar do corpo porque isso te faz bem… e acreditar que só merece amor, desejo ou pertencimento quando atingir um padrão específico.
E talvez uma das coisas mais difíceis seja perceber que aceitação baseada apenas na aparência nunca é aceitação completa de verdade.
Vocês já sentiram isso? 🏳️‍🌈

Ontem vi O Diabo Veste Prada 2 e o lance do filme que mais me pegou foi a crítica bem subliminar de que tudo na vida dei...
30/04/2026

Ontem vi O Diabo Veste Prada 2 e o lance do filme que mais me pegou foi a crítica bem subliminar de que tudo na vida deixou de ser criado com cuidado e intenção pra virar rede social e engajamento.

Deixamos de consumir conteúdos longos, feitos por pessoas e com cuidado (como uma revista tipo a Runway), pra f**ar presos em centenas de posts por dia, que a gente nem lembra mais no fim da tarde.

Lembra quando você comprava uma revista que gostava e lia mil vezes, ou quando zerava o mesmo game pra pegar todos os detalhes? Pois é. Hoje a gente já tem uma geração que talvez nem tenha experienciado isso.

A gente não consome mais um álbum com cuidado, nem vê um filme sem olhar o celular, nem joga um game de história até o fim. Isso é muito preocupante, principalmente no contexto mental. A gente perde a capacidade de sustentar foco. Tudo precisa ser rápido, ou perde o interesse.

E, aos poucos, isso vai criando uma sensação de vazio: a gente consome o tempo todo, mas nada realmente f**a. Nada parece profundo nem suficiente.

Hoje já existe muita pesquisa mostrando como esse tipo de comportamento afeta nosso sofrimento mental. E é por isso que eu sempre falo pros meus pacientes tentarem consumir conteúdos mais longos, com mais tempo e mais intenção. A vida é maior do que isso aqui.

Quando foi a última vez que você consumiu algo com atenção de verdade?

Muitos caras g**s f**am presos na mesma dinâmica: estão conhecendo alguém legal, mas parece que sempre falta algo. Será ...
23/04/2026

Muitos caras g**s f**am presos na mesma dinâmica: estão conhecendo alguém legal, mas parece que sempre falta algo. Será que vou encontrar alguém melhor daqui a pouco?

Mas nem sempre o outro que é insuficiente. Na verdade, pode refletir feridas internas que carregamos há muito tempo.

Você já se percebeu nesse lugar?

Quando que a brotheragem vira um problema? Para alguns caras g**s, é mais como um fetiche, uma busca regada a adrenalina...
14/04/2026

Quando que a brotheragem vira um problema? Para alguns caras g**s, é mais como um fetiche, uma busca regada a adrenalina.

Mas, pra alguns, ela acaba virando o único jeito possível de viver o desejo. Sempre no segredo, sem espaço pra afeto ou construção.

Além disso, entra a idealização do “hétero”, que muitas vezes prende em dinâmicas onde você aceita menos, e chama isso de suficiente.

💭 Você já se viu nesse ciclo?

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