23/07/2026
Quando recebi o convite para falar sobre práticas pedagógicas inovadoras, pensei que falaria sobre tecnologia, inteligência artificial ou metodologias ativas.
Mas uma conversa com a Flávia e com a Raíssa Miranda me levou para outro lugar…
Naquele dia eu havia começado a ler Cartas a um Jovem Poeta, de Rilke. E uma frase ficou ecoando no meu pensamento:
“A maioria dos acontecimentos é indizível.”
Talvez na educação também seja assim…
Então, acabei mostrando algumas estratégias que uso para conectar os estudantes à Odontopediatria. Acho que a minha fala acabou sendo menos sobre estratégias e mais sobre a construção da identidade docente.
Em um dos trechos do livro, Rilke pergunta ao jovem poeta se ele conseguiria viver sem escrever.
Fiquei pensando se fosse feita uma pergunta parecida para nós, professores.
O que existe em nossa docência que é tão essencial que não conseguiríamos deixar de levar para a sala de aula?
No meu caso, talvez sejam as histórias, a poesia, o lúdico, a ciência e a convicção de que aprender também é construir vínculos.
Mas nem tudo são flores!
Quem nunca saiu de uma aula achando que ela foi um fracasso? Eu, várias vezes kkkk.
E foi justamente aí que me identifiquei com outra reflexão de Rilke: a de que devemos amadurecer como uma árvore, confiando nos processos silenciosos de crescimento.
Talvez ensinar seja um pouco isso...
Nem tudo o que plantamos aparece imediatamente.
Nem tudo o que importa pode ser medido.
Mas algumas sementes encontram seu tempo.
Muito obrigada UCPel, ao NUPED e a todos os colegas que compartilharam esse momento comigo.
Fiquei feliz 🫀