Marcela Zilio Jannke - Psicóloga/Neuropsicóloga

Marcela Zilio Jannke - Psicóloga/Neuropsicóloga Psicóloga formada em 2012 pela Universidade Católica de Pelotas. Neuropsicóloga, com experiência em Avaliação psicológica e neuropsicológica.

Mestre em Saúde da Mulher, Criança e Adolescente. O objetivo do trabalho da psicóloga Marcela Zilio Jannke, CRP 07/21919, é oferecer um espaço acolhedor, onde possa ser continente às angústias de todos os seus clientes, tendo como finalidade orientar, ajudar a esclarecer dúvidas e inquietações relacionadas com seu bem-estar. O diferencial de suas consultas são as testagens de personalidade e QI, b

em como as avaliações neuropsicológicas que a profissional desenvolve, tanto com o público jovem como adulto e idoso.

Você já ouviu falar em Transtorno de Romance Revisionista (TRR)?“It’s Called a Breakup Because It’s Broken: The Smart Gi...
15/01/2026

Você já ouviu falar em Transtorno de Romance Revisionista (TRR)?

“It’s Called a Breakup Because It’s Broken: The Smart Girl’s Break-Up Buddy”, de Greg Behrendt e Amiira Ruotola-Behrendt,

traz um rótulo bem-humorado (não clínico) para descrever um fenômeno comum após o término de um relacionamento:

a pessoa reescreve mentalmente o relacionamento passado por uma lente nostálgica, lembrando principalmente do que foi bom e minimizando/justificando o que foi ruim.

O que acontece no TRR, na prática?

Você começa a idealizar o(a) ex (“no fundo, ele era incrível”; “ninguém vai me amar assim”).

O cérebro faz a “edição”: apaga humilhações, incoerências e descasos e mantém só os highlights (“as viagens”, “as mensagens fofas”, “o começo”).

Você transforma problemas reais em “explicações românticas” (“ele era frio porque tinha medo de se envolver”; “ela sumia porque era confusa, mas me amava”).

Por que os autores chamam isso de “transtorno”?

Porque, segundo eles, esse “modo nostalgia” atrapalha a recuperação: você sente saudade de uma versão “revisada” do relacionamento, e isso aumenta a chance de recaída (mandar mensagem, tentar um encontro “por acaso”, aceitar migalhas). A ideia do livro é: se fosse tão bom assim, provavelmente não teria acabado.

Ou seja: a saudade engana quando falamos de términos.
Ela vem com filtro bonito, recorta só os melhores momentos e faz a gente esquecer o resto. De repente, a lembrança parece “prova” de que era amor, de que era certo, de que era bom.

Mas aqui vai um lembrete que muda tudo: Saudade não é prova de que era bom — é prova de vínculo + hábito.

Vínculo é aquilo que a gente constrói com o tempo: intimidade, rotina, histórias, referências.

Hábito é o corpo procurando o conhecido: a mensagem, o “bom dia”, a companhia, o lugar ocupado na vida.

Por isso dói. 💔

Não porque era perfeito, mas porque se desprender do conhecido dói — mesmo quando o conhecido não fazia bem.

Quando a saudade bater, tente trocar a pergunta:

❌ “Será que eu perdi alguém incrível?”

✅ “Do que eu sinto falta: da pessoa… ou da rotina de ter alguém?”

E lembre: intensidade não é sinônimo de qualidade.

Você pode ter sentido muito — e, ainda assim, não ter sido bom pra você. 🤍

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Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, reconheça e ofereça ajuda. Lembre-se de que há sempre esperança.

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