04/08/2026
A forma como a peça cirúrgica é acondicionada, fixada e enviada ao laboratório tem impacto direto na qualidade do material e, consequentemente, na precisão do laudo.
A formalina tamponada a 10% é o fixador padrão para a conservação da maioria das peças cirúrgicas. Sua função é preservar o tecidos, impedindo a degradação celular que ocorre naturalmente após a retirada da amostra.
Uma conservação inadequada pode comprometer o exame. O uso de volume insuficiente de formalina, recipientes muito pequenos, atraso na fixação ou até mesmo o envio da peça sem fixador favorecem a autólise e a degradação do tecido. Nessas situações, detalhes importantes podem ser perdidos, dificultando a definição do diagnóstico. Em casos mais graves, o material pode se tornar impróprio para análise ou inviabilizar exames complementares, como a imunohistoquímica e te**es moleculares.
Outro cuidado importante, é que a peça não deve ser refrigerada ou congelada após ser colocada em formalina. A refrigeração ou o congelamento podem provocar alterações nos tecidos e comprometer a qualidade da análise histológica.
Para evitar esses problemas, alguns cuidados são fundamentais. A peça deve ser colocada em formalina tamponada a 10% imediatamente após a coleta, utilizando um volume de fixador de aproximadamente 10 vezes o volume do tecido. O recipiente deve ter tamanho suficiente para acomodar a amostra sem compressão ou dobras, permitindo que a formalina circule por toda a superfície.
A análise anatomopatológica começa muito antes do material chegar ao laboratório!