13/07/2026
Por trás do CNPJ da psicóloga, existe um CPF.
Existe a Karoline. Ou, como gosto de chamar, a Karol. E eu acredito que, para existir um vínculo verdadeiro entre psicóloga e paciente, primeiro precisa existir uma conexão entre dois seres humanos. Por isso, antes da profissional, quero que você conheça um pouco da mulher que existe em mim.
A Karol é a menina sonhadora que cresceu e se tornou uma mulher determinada. É fã da Taylor Swift, fala pelos cotovelos, ama uma boa fofoca com as amigas, vive com música no fone e reassiste às mesmas séries e filmes porque, às vezes, tem medo de se apegar a novas histórias. Mas a Karol também é feita de cicatrizes. É a menina que sofreu bullying. Que conheceu a dor da perda cedo demais. Que quase perdeu a si mesma buscando amor em lugares que só machucavam. Que precisou ressignificar amizades, amores e despedidas.
É a romântica que ama A Bela e a Fera e ainda acredita que o amor pode ser bonito, mas que aprendeu que amar nunca pode significar abandonar a si mesma. É a mulher que viveu a obesidade, enfrentou as marcas que ela deixou na autoestima, sentiu o medo do abandono por muitos anos e carregou a ausência de pessoas que amava profundamente.
Mas também é a mulher que escolheu não permanecer refém dessas dores.
(Continua nos comentários)