05/06/2026
A cartilagem articular tem uma característica que a diferencia da maioria dos tecidos do corpo: ela não possui vascularização própria. Sem irrigação sanguínea direta, sua capacidade de se reparar de forma espontânea é muito limitada e, quando o desgaste começa, o organismo dificilmente consegue reverter o processo sem alguma forma de intervenção.
Isso explica por que o momento do diagnóstico importa tanto quanto o tratamento escolhido.
Nas fases iniciais e intermediárias do desgaste, a ortopedia moderna dispõe de recursos que atuam diretamente no ambiente articular — preservando o que ainda existe e criando condições mais favoráveis para a articulação funcionar com menos dor e mais estabilidade. A viscossuplementação com ácido hialurônico e o hidrogel bioativo restauram as propriedades mecânicas do líquido sinovial. Os ortobiológicos utilizam substâncias derivadas do próprio organismo para estimular mecanismos naturais de reparo tecidual.
Quando o desgaste já atingiu um estágio avançado — e essas abordagens não são mais suficientes — a cirurgia entra como resposta precisa. A artroplastia moderna substitui a superfície articular comprometida por implantes de alta tecnologia, com resultados funcionais consistentes e durabilidade comprovada por décadas.
Cada estágio tem uma resposta. O que define o melhor caminho é o diagnóstico criterioso — feito no momento certo.
Dr. Fábio Montagner
Ortopedia e Traumatologia