13/08/2026
CASO CLÍNICO 🐴
Égua, MM, 9 anos, prenhe de 5 meses, com histórico de cólica com evolução de menos de 24 horas.
Na admissão:
• FC: 60 bpm
• FR: 16 mpm
• TEMP: 37,8 °C
• TPC: 3”
• Lactato sérico: 7,5 mg/dL
• Desidratação: moderada
• Motilidade intestinal: hipomotilidade
A palpação transretal evidenciou alças de intestino delgado distendidas. Na ultrassonografia, também foram visualizadas alças de intestino delgado distendidas e sem motilidade. A paracentese resultou em líquido peritoneal ligeiramente turvo e amarelado.
Evolução do quadro
Foi instituído tratamento clínico durante as primeiras 24 horas, porém sem evolução positiva. A égua passou a apresentar refluxo enterogástrico, piora no aspecto do líquido peritoneal, que passou a ser alaranjado e turvo, com lactato peritoneal de 8,4 mg/dL, além de aumento do grau de dor.
Nesse momento, foi indicada a celiotomia exploratória para resolução do quadro. No entanto, diante dos possíveis riscos para a gestação, optou-se por não realizar o procedimento.
Nova abordagem terapêutica
Frente a esse desafio, uma nova abordagem terapêutica mais agressiva foi instituída, com o uso de procinéticos mais potentes. A égua seguiu sendo monitorada 24 horas por dia, e o controle da dor era necessário.
Nos dias seguintes, o refluxo enterogástrico foi diminuindo e as descargas ileocecais já eram auscultadas. O acompanhamento ultrassonográfico diário foi fundamental para avaliar a distensão intestinal e acompanhar a vitalidade do feto.
Desfecho
Após 8 dias de internação, a égua recebeu alta, com cessação do refluxo e normalização da motilidade intestinal. Após retornar à sua propriedade, a égua permaneceu bem, seguindo sua recuperação de forma satisfatória. 🐴