Dr Igor Lacerda - Endocrinologia

Dr Igor Lacerda - Endocrinologia Atendimento médico especializado na área de Endocrinologia (doenças hormonais).

11/08/2026

Essa é uma das perguntas que mais recebo no consultório depois que um paciente consegue atingir a meta de peso.

“Doutor, agora posso parar a medicação?”

A resposta não é tão simples.

A obesidade é uma doença crônica e, para muitas pessoas, seu tratamento também precisa ser de longo prazo. A medicação não atua apenas enquanto existe peso para perder. Ela pode fazer parte da estratégia para controlar a doença e ajudar na manutenção do peso alcançado.

Alguns pacientes, após avaliação e acompanhamento, conseguem reduzir ou até suspender a medicação. Outros podem precisar mantê-la por mais tempo para evitar o reganho de peso.

Por isso, atingir a meta na balança não significa que o tratamento terminou.

A decisão de continuar, reduzir ou suspender uma medicação deve considerar a resposta individual, os hábitos construídos durante o tratamento, o risco de reganho de peso e a condição clínica de cada paciente.

No vídeo, explico por que essa decisão precisa ser individualizada e por que simplesmente interromper a medicação após emagrecer pode não ser a melhor estratégia.

▶️ Assista e entenda o que acontece depois que você chega ao peso desejado.

Dr. Igor Lacerda
Médico Endocrinologista
CRM 15.831-PE | RQE 3544

Nos últimos anos, você provavelmente já ouviu falar em pessoas que "reverteram" o diabetes tipo 2. Mas será que isso rea...
04/08/2026

Nos últimos anos, você provavelmente já ouviu falar em pessoas que "reverteram" o diabetes tipo 2. Mas será que isso realmente é possível?

Na medicina, o termo mais adequado é remissão do diabetes. Isso significa que a pessoa consegue manter os níveis de glicose dentro da faixa normal por um período prolongado, sem a necessidade de medicamentos para controle da doença. No entanto, isso não significa cura.

A remissão pode acontecer principalmente após uma perda significativa de peso, seja por mudanças intensivas no estilo de vida, uso de medicamentos para obesidade ou cirurgia bariátrica. Quanto mais cedo o diabetes é diagnosticado e tratado, maiores podem ser as chances de alcançar esse resultado.

Mesmo em remissão, o acompanhamento médico continua sendo essencial. O diabetes tipo 2 é uma doença crônica e pode voltar a se manifestar caso haja recuperação do peso, sedentarismo ou outras alterações metabólicas.

Além disso, cada paciente apresenta uma história diferente. Nem todas as pessoas conseguirão atingir a remissão, e isso não significa que o tratamento tenha falhado. O objetivo sempre será reduzir complicações, melhorar a qualidade de vida e controlar a doença da melhor forma possível.

O avanço da ciência mostra que, em muitos casos, é possível mudar a história natural do diabetes tipo 2. Mas isso exige tratamento individualizado, acompanhamento contínuo e compromisso com hábitos saudáveis.

Fonte: American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2025. https://diabetesjournals.org/care/issue/48/Supplement_1

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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O avanço dos análogos de GLP-1 e de medicamentos mais recentes, como a tirzepatida, mudou o tratamento da obesidade e tr...
30/07/2026

O avanço dos análogos de GLP-1 e de medicamentos mais recentes, como a tirzepatida, mudou o tratamento da obesidade e trouxe novas possibilidades para muitos pacientes. Mas isso não significa que a cirurgia bariátrica deixou de ser uma opção.

Na verdade, medicamentos e cirurgia não competem entre si. Eles são ferramentas diferentes para perfis diferentes de pacientes.

Os medicamentos podem proporcionar perda de peso significativa, melhorar o controle do diabetes e reduzir o risco cardiovascular. Já a cirurgia bariátrica continua sendo uma estratégia altamente eficaz para pessoas com obesidade grave ou com doenças associadas, especialmente quando outros tratamentos não alcançaram os resultados esperados.

A decisão entre tratamento medicamentoso, cirurgia ou até mesmo a combinação de estratégias depende de diversos fatores, como o índice de massa corporal (IMC), a presença de diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, idade, composição corporal e histórico clínico.

Outro ponto importante é que a obesidade é uma doença crônica. Independentemente da estratégia escolhida, o sucesso do tratamento depende de acompanhamento médico, alimentação adequada, atividade física e mudanças sustentáveis no estilo de vida.

Mais do que escolher entre remédio ou cirurgia, o objetivo é encontrar o tratamento mais seguro, eficaz e individualizado para cada paciente.

Fonte: American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2025. https://diabetesjournals.org/care/issue/48/Supplement_1

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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Nem sempre o aumento da glicose acontece porque a alimentação saiu do controle. Infecções, cirurgias e alguns medicament...
28/07/2026

Nem sempre o aumento da glicose acontece porque a alimentação saiu do controle. Infecções, cirurgias e alguns medicamentos podem provocar uma elevação importante da glicemia, mesmo em pacientes que costumam manter o diabetes bem controlado.

Infecções urinárias, respiratórias e odontológicas estão entre as causas mais frequentes de descompensação. Além disso, medicamentos como os corticoides podem aumentar significativamente os níveis de glicose, exigindo monitorização mais rigorosa e, em alguns casos, ajustes no tratamento.

Cirurgias também merecem atenção especial. O estresse provocado pelo procedimento pode alterar temporariamente o metabolismo, tornando necessário um acompanhamento mais próximo da equipe médica antes e após a operação.

Se você tem diabetes e vai iniciar um novo medicamento, apresentar sinais de infecção ou for submetido a uma cirurgia, converse com seu médico. Em muitos casos, pequenas mudanças no tratamento podem ajudar a evitar complicações.

Fonte: American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2025. https://diabetesjournals.org/care/issue/48/Supplement_1

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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O diabetes não aumenta apenas os níveis de glicose no sangue. Quando não está bem controlado, também pode comprometer a ...
23/07/2026

O diabetes não aumenta apenas os níveis de glicose no sangue. Quando não está bem controlado, também pode comprometer a resposta do sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a infecções e às suas complicações.

Por esse motivo, pessoas com diabetes devem manter o calendário vacinal sempre atualizado. Algumas vacinas são especialmente recomendadas, entre elas:

💉 Influenza (gripe), todos os anos

💉 COVID-19, conforme as recomendações vigentes

💉 Pneumocócica, que ajuda a prevenir pneumonia e outras infecções graves

💉 Hepatite B, especialmente para pessoas que ainda não foram imunizadas

💉 Herpes-zóster, indicada para reduzir o risco da doença e de suas complicações em adultos elegíveis

Além de diminuir o risco de infecções, a vacinação ajuda a evitar descompensações da glicemia e reduz a chance de internações, principalmente entre idosos e pessoas com outras doenças crônicas.

Vale lembrar que as vacinas recomendadas podem variar de acordo com a idade, o histórico vacinal e as condições de saúde de cada paciente. Por isso, é importante conversar com seu médico e verificar se o seu esquema de vacinação está completo.

Prevenir continua sendo uma das formas mais eficazes de cuidar da saúde.

Fonte: Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação e recomendações para pessoas com condições especiais. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/v/vacinacao

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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Com o envelhecimento da população, cresce também o número de pessoas acima dos 60 anos que apresentam obesidade ou diabe...
21/07/2026

Com o envelhecimento da população, cresce também o número de pessoas acima dos 60 anos que apresentam obesidade ou diabetes tipo 2. Nesse contexto, os análogos de GLP-1 surgem como uma importante opção terapêutica, oferecendo benefícios como perda de peso, melhor controle glicêmico e, em alguns casos, redução do risco cardiovascular.

Entretanto, o tratamento nessa faixa etária exige atenção especial. Além da gordura, a perda de peso pode envolver redução da massa muscular e da massa óssea, aumentando o risco de sarcopenia, osteoporose, quedas e perda da independência funcional.

Por isso, o uso desses medicamentos deve estar associado a uma alimentação adequada, ingestão suficiente de proteínas, exercícios de fortalecimento muscular e acompanhamento médico regular. Em alguns pacientes, também pode ser indicada a avaliação da densidade óssea e da composição corporal.

Mais importante do que perder peso é preservar a saúde, a mobilidade e a qualidade de vida durante o envelhecimento.

Fonte: American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2025. https://diabetesjournals.org/care/issue/48/Supplement_1

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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A tecnologia está transformando o cuidado com o diabetes. A monitorização contínua de glicose (CGM) permite acompanhar o...
16/07/2026

A tecnologia está transformando o cuidado com o diabetes. A monitorização contínua de glicose (CGM) permite acompanhar os níveis de glicose durante todo o dia e a noite, oferecendo informações muito mais completas do que as medições isoladas feitas na ponta do dedo.

Por meio de um pequeno sensor aplicado na pele, é possível visualizar como a glicose varia ao longo das 24 horas, identificar episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia, receber alertas em tempo real e entender como alimentação, atividade física, sono e medicamentos influenciam o controle glicêmico.

Além de reduzir a necessidade de múltiplas punções diárias, essa tecnologia auxilia na tomada de decisões mais precisas e permite um acompanhamento mais individualizado. Hoje, um dos principais indicadores utilizados é o Tempo na Faixa (Time in Range), que mostra quanto tempo a glicose permanece dentro dos valores considerados adequados.

É importante lembrar que a monitorização contínua não substitui o acompanhamento médico. A interpretação dos dados deve ser feita por um profissional, que irá ajustar o tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente.

A tecnologia evolui rapidamente, mas o objetivo continua o mesmo: proporcionar mais segurança, qualidade de vida e um melhor controle do diabetes.

Fonte: American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2025. https://diabetesjournals.org/care/issue/48/Supplement_1

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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Nos últimos anos, o tratamento da obesidade evoluiu de forma significativa, e a retatrutida é um dos medicamentos que ma...
14/07/2026

Nos últimos anos, o tratamento da obesidade evoluiu de forma significativa, e a retatrutida é um dos medicamentos que mais têm despertado interesse da comunidade científica.

Ela pertence a uma nova geração de terapias que atuam simultaneamente em três receptores hormonais relacionados ao metabolismo, ao controle da fome e ao gasto energético. Em estudos clínicos, apresentou resultados expressivos na redução do peso corporal, além de benefícios metabólicos que ainda estão sendo investigados.

Apesar dos resultados promissores, é importante destacar que a retatrutida ainda está em desenvolvimento e depende da conclusão dos estudos e da aprovação das autoridades regulatórias para uso clínico amplo.

A obesidade é uma doença crônica que exige acompanhamento individualizado. O avanço da ciência amplia as opções terapêuticas, mas alimentação equilibrada, atividade física e mudanças no estilo de vida continuam sendo pilares fundamentais do tratamento.

Fonte: Jastreboff AM, et al. Triple-Hormone-Receptor Agonist Retatrutide for Obesity. New England Journal of Medicine, 2023. https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2301972

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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O tratamento da obesidade está passando por uma das maiores transformações da medicina nas últimas décadas. Após o avanç...
10/07/2026

O tratamento da obesidade está passando por uma das maiores transformações da medicina nas últimas décadas. Após o avanço proporcionado pelos agonistas do GLP-1 e pela tirzepatida, novas terapias já estão sendo estudadas e apresentam resultados promissores.

Entre elas, a retatrutida tem despertado grande interesse da comunidade científica. Em estudos clínicos de fase avançada, esse medicamento demonstrou um potencial expressivo para redução de peso ao atuar simultaneamente em três receptores hormonais relacionados ao controle do apetite, do metabolismo e do gasto energético.

Além da retatrutida, outras moléculas estão em desenvolvimento, incluindo medicamentos orais, novas combinações hormonais e tratamentos cada vez mais personalizados, com o objetivo de oferecer maior eficácia e segurança aos pacientes.

É importante lembrar que essas terapias não substituem hábitos saudáveis. Alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e acompanhamento médico continuam sendo pilares fundamentais do tratamento.

Outro ponto essencial é que nem todo medicamento é indicado para todas as pessoas. A escolha da melhor estratégia deve ser individualizada, considerando o estado de saúde, as doenças associadas e os objetivos de cada paciente.

A obesidade é uma doença crônica e complexa. Felizmente, a ciência continua avançando e trazendo novas possibilidades para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.

Fonte: American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2025. https://diabetesjournals.org/care/issue/48/Supplement_1

➡️ Conteúdo de caráter exclusivamente educativo, produzido em conformidade com as normas de publicidade médica do CFM.

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25/06/2026

Os análogos de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida revolucionaram o tratamento da obesidade e do diabetes, mas existe um detalhe que muitas pessoas desconhecem: essas medicações podem alterar a absorção de outros medicamentos.

Isso acontece porque elas retardam o esvaziamento do estômago, um dos mecanismos responsáveis por aumentar a saciedade. Como consequência, alguns medicamentos podem ter sua absorção modificada, especialmente aqueles cuja eficácia depende de horários específicos ou concentrações precisas no organismo.

Já existem relatos e recomendações de atenção especial para medicamentos como anticoncepcionais orais, hormônios da tireoide e alguns tratamentos de uso contínuo. Por isso, é fundamental que todo o esquema medicamentoso seja avaliado antes e durante o tratamento.

Isso significa que você não pode usar essas medicações? Não.

Significa que o tratamento deve ser individualizado e acompanhado adequadamente para garantir eficácia e segurança.

No vídeo, explico quais são as principais interações, quem precisa ter mais cuidado e o que fazer para evitar problemas durante o tratamento.

▶️ Assista até o final e entenda por que esse assunto merece atenção.

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