mluisaleite.psi

mluisaleite.psi Psicóloga de abordagem psicanalítica que atua na área clínica de forma presencial e on-line, com atendimentos voltados para adolescentes, adultos e idosos.

Escutei essa frase da psicanalista Ana Suy e me chamou a atenção justamente por, muitas vezes, a gente observar o luto c...
23/03/2026

Escutei essa frase da psicanalista Ana Suy e me chamou a atenção justamente por, muitas vezes, a gente observar o luto como um processo que tem um fim. Um processo que terá etapas definidas e um modo específico de se viver. Nada mais presunçoso da nossa parte ao querermos acreditar que a perda de algo ou alguém não vai deixar vestígios…

Cada situação vivenciada nos traz algo novo e, além disso, faz com que nos percebamos de forma diferente. Cria-se uma identidade a mais e, quando existe a perda, surge o vazio de não se entender fora de determinado contexto. Quem sou eu sem aquela pessoa? Sem aquele trabalho? Sem aquela cidade?

Logo, ao nos percebermos vivenciando um “novo” luto, o “velho” ganha um espacinho pra te fazer lembrar de feridas que ainda não foram cicatrizadas. A perda de algo nos convoca a pensar nos momentos anteriores que precisamos lidar com isso, no sentido de entendermos como foi possível sobreviver a tudo aquilo? Independente das situações passadas, os novos lutos aparecem para que a gente compreenda o que tanto dói quando as perdas aparecem. Como eu me vejo quando perco alguém? Qual a sensação que perder algo traz? Por que eu me coloco em determinada posição sempre que a falta se faz presente?

Nem sempre vamos conseguir pôr em palavras tudo o que está acumulado, as coisas vão parecer confusas e a dor pode ir e voltar… Talvez seja a partir do choro, da escrita, da busca por um afago que a gente vai aprendendo a ser quem se é para além do que se foi. Só não esqueça que a parte que foi embora vai sempre deixar um rastro.
________________________________

Psicóloga Maria Luísa Leite
CRP 02/25997

Bora pra terapia? 🤍

Acredito que, em certa medida, cada um carrega algum tipo de cobrança sobre si — sobre como as coisas deveriam ser ou te...
18/03/2026

Acredito que, em certa medida, cada um carrega algum tipo de cobrança sobre si — sobre como as coisas deveriam ser ou ter sido. Deveria ter estudado mais, feito tal escolha na hora “certa” ou já deveria estar ganhando X. Penso que essas cobranças não se endereçam única e exclusivamente a nós mesmos, mas também a um outro que atravessa e influencia a nossa visão de mundo.

Digo “outro”, mas podemos ampliar isso para as diversas referências que nos constituem. É difícil precisar o quanto dos outros carregamos e, a partir disso, como construímos os nossos ideais. O que, dentro das nossas respectivas realidades, de fato faz sentido? E por que nos mantemos tão rígidos em relação a certos padrões do que “deveria ser”?

A falta de flexibilidade nos coloca em um lugar de sofrimento, já que o ideal é, em alguma medida, ilusório. Na psicanálise, lidamos com a falta e com a compreensão de que a vida é movimento — exige mudanças, desvios de rota e a construção de novos sentidos.

A cobrança sobre nós mesmos, em algum grau, sempre existirá. Entre mudanças e questões que podem se aliviar ao longo do tempo, também surgem novos pontos a serem trabalhados. A ideia de plenitude, de um ideal ou de uma vida perfeita passa longe do que o trabalho psicanalítico propõe.

Talvez o trabalho esteja menos em silenciar essa cobrança e mais em poder escutá-la de outra forma — reconhecendo de onde ela vem, a quem ela responde e quais ideais sustenta. É nesse movimento que se abre a possibilidade de construir uma relação mais flexível consigo mesmo, menos pautada no ideal e mais conectada ao que, de fato, é possível e faz sentido para cada um.

Acredito que, em certa medida, cada um carrega algum tipo de cobrança sobre si — sobre como as coisas deveriam ser ou te...
18/03/2026

Acredito que, em certa medida, cada um carrega algum tipo de cobrança sobre si — sobre como as coisas deveriam ser ou ter sido. Deveria ter estudado mais, feito tal escolha na hora “certa” ou já deveria estar ganhando X. Penso que essas cobranças não se endereçam única e exclusivamente a nós mesmos, mas também a um outro que atravessa e influencia a nossa visão de mundo.

Digo “outro”, mas podemos ampliar isso para as diversas referências que nos constituem. É difícil precisar o quanto dos outros carregamos e, a partir disso, como construímos os nossos ideais. O que, dentro das nossas respectivas realidades, de fato faz sentido? E por que nos mantemos tão rígidos em relação a certos padrões do que “deveria ser”?

A falta de flexibilidade nos coloca em um lugar de sofrimento, já que o ideal é, em alguma medida, ilusório. Na psicanálise, lidamos com a falta e com a compreensão de que a vida é movimento — exige mudanças, desvios de rota e a construção de novos sentidos.

A cobrança sobre nós mesmos, em algum grau, sempre existirá. Entre mudanças e questões que podem se aliviar ao longo do tempo, também surgem novos pontos a serem trabalhados. A ideia de plenitude, de um ideal ou de uma vida perfeita passa longe do que o trabalho psicanalítico propõe.

Talvez o trabalho esteja menos em silenciar essa cobrança e mais em poder escutá-la de outra forma — reconhecendo de onde ela vem, a quem ela responde e quais ideais sustenta. É nesse movimento que se abre a possibilidade de construir uma relação mais flexível consigo mesmo, menos pautada no ideal e mais conectada ao que, de fato, é possível e faz sentido para cada um.

mariahomem veraiaconelli

Como esse assunto te atravessa, mulher? Me conta nos comentários 🤍________________________________Bora pra terapia?Psicó...
02/02/2026

Como esse assunto te atravessa, mulher? Me conta nos comentários 🤍
________________________________

Bora pra terapia?

Psicóloga Maria Luísa Leite
CRP 02/25997

16/12/2025

O que você pensa sobre isso? 👀

autocuidadofeminino feminismo relacoesamorosas generoesaudemental

Cá estou me permitindo arriscar ao tomar a iniciativa de montar um grupinho de leitura da obra “Tudo sobre o amor: novas...
10/12/2025

Cá estou me permitindo arriscar ao tomar a iniciativa de montar um grupinho de leitura da obra “Tudo sobre o amor: novas perspectivas”, da escritora bell hooks e o primeiro da Trilogia do Amor - seguido por “Salvação” e “Comunhão”. Ele tem o seu hype, de fato, mas nunca parei pra ler e confesso que tenho o desejo de me aprofundar nele ao lado de outras mulheres - homens também são bem-vindos, viu? Vocês também podem falar de amor!!

O amor faz parte da nossa vida como um todo, mas você já parou pra pensar sobre ele? No sentido de observar o que ele representa? Quais os efeitos dele?

Em tempos de ódio, superficialidades e imediatismo, talvez seja bom ter o compromisso de olhar profundamente para um sentimento que tem tanto valor. É o que nos sustenta, desde a infância. O amor é construção.

bell hooks, a diva, tem muito a nos ensinar. Bora nessa?

Link do grupo do WhatsApp na bio! 🤍

02/12/2025
10/11/2025

A forma como a mulher enxergará a sua relação amorosa ou como a busca por tal status vai ser moldada se baseia no valor que é dado a ela dentro da dinâmica social que estamos inseridos. É uma problemática que aparece bastante na clínica e não tem como deixar de lado a construção da nossa identidade intercalada a esses ideais. Como você se sente, mulher, diante dos fatos apresentados?
________________________________

Agenda aberta! 🤍

Psicóloga Maria Luísa Leite
CRP 02/25997

Sim, as mulheres podem ter outros interesses e investir em outras áreas da própria vida. Mas como f**a o olhar de fora q...
29/10/2025

Sim, as mulheres podem ter outros interesses e investir em outras áreas da própria vida. Mas como f**a o olhar de fora quanto as escolhas delas? As mulheres se sentem, de fato, confortáveis genuinamente com a escolha de não dar prioridade para o casamento ou a criação de filhos? O não cumprimento desses papéis AINDA estabelecidos socialmente pode ser algo constantemente apontado como uma falta. Existe também a possibilidade da autoestima das mulheres que não tiveram a “sorte” de cumprir com as demandas sociais ser afetada e o vazio ser tão presente que as coloca em um lugar de inferioridade. A estrutura que nos submete a baixa autoestima e/ou relacionamentos adoecedores é tão forte que não se trata apenas de trabalhar com a subjetividade das mulheres voltada aos seus próprios desejos e potencialidades. É preciso que se questione e que eduquemos as nossas crianças por perspectivas diferentes. Por fim, a saúde mental no contexto de gênero não deve ser de interesse exclusivo das mulheres. Os homens também fazem parte de uma estrutura que adoece não só as mulheres, como a eles próprios.

E você? Como se sente dentro de tal contexto?
________________________________

Bora pra terapia? 🤍

Psicóloga Maria Luísa Leite
CRP 02/25997

Endereço

Piedade, PE

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando mluisaleite.psi posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para mluisaleite.psi:

Compartilhar