24/12/2025
Humanidade também é limite.
Além de sermos pessoas, profissionais e ocuparmos tantos papéis sociais,
nós também temos limites.
Hoje, véspera de Natal, eu estou… perdida.
O ano como um todo foi muito corrido.
Tentei equilibrar muitos pratinhos ao mesmo tempo:
ser uma boa profissional, cuidar de uma empresa, trabalhar em diferentes contextos, ser mãe, esposa, cuidar da casa, estudar as pós, pagar contas, ser amiga.
Mas nem sempre tudo isso, ao mesmo tempo, foi possível.
Dezembro veio me atropelando. Sem tempo para respirar.
Mais cansativa do que nunca.
Não consegui descansar tanto com a minha filha quanto eu gostaria.
Não consegui atender em todos os horários que planejei.
Demorei mais para finalizar relatórios que, em outros momentos, faço mais rápido.
Não assisti todas as aulas.
Não encontrei todos os amigos.
Não cumpri tudo o que estava na lista.
Mas fiz tudo o que pude, com o maior coração e amor possíveis.
Saber olhar para si e reconhecer que nem sempre tudo é possível é importante.
Mesmo assim, a culpa apareceu.
Por esquecer algumas coisas.
Por não finalizar outras do jeito que eu idealizei.
Por não responder todos os e-mails.
Por não lembrar de todos os pagamentos no dia exato. Pagar juros!
A culpa escancara aquilo que não fizemos ou que fizemos diferente do planejado.
E ela judia.
Até que eu parei… e olhei ao redor.
Meu lar está em ordem.
Casa e roupas organizadas.
Presentes comprados.
Clínica com tudo entregue.
Comidas prontas.
E hoje, eu posso ser presença.
Não fiz tudo o que queria em dezembro.
Não dei conta de todos os compromissos.
Mas fiz o que foi possível.
E esse post é só para lembrar — a você e principalmente a mim — que a vida real é assim.
Ela não é perfeita.
Ela não é dar conta de tudo.
Ela é fazer o possível, com humanidade.
Foi o que deu, foi tudo que pude, foi com amor.