Camila Guimarães

Camila Guimarães - Nutrição Clínica com abordagem Comportamental;
- Fitoterapia;
- Exames Nutrigenéticos;
- Nutr Por: Nutrição Comportamental

- Graduada em Nutrição Pelo Centro Universitário São Camilo em 2001;
- Pós Graduada em Nutrição Clínica - Metabolismo, Prática e Terapia Nutricional, na Universidade Gama Filho em 2011;
- Nutricionista Clínica - Terapeuta Nutricional, com Ênfase em Mindfull Eating.
- Pós Graduanda em Fitoterapia;
- Coaching em Emagrecimento Consciente, Mindfulnesse Mindful Eating;
- Pioneira da Nutrigenomix;
- E

xames genéticos;

Atualmente os temas nutrição e alimentação estão em pauta de forma onipresente, as informações estão mais acessíveis e a ciência está em constante evolução. No entanto, persiste uma visão restrita e dicotômica do “saudável” e “não saudável”, dos alimentos “bons e ruins”, e o prazer em comer é muitas vezes associado à culpa. A Nutrição Comportamental, como abordagem científica e inovadora, acredita que este contexto não promove a mudança de comportamento e não torna as pessoas mais saudáveis - pelo contrário, os índices de doenças crônicas, transtornos alimentares e obesidade não param de aumentar. Portanto, tem como missão incentivar os profissionais de saúde, a mídia e a indústria, por meio de diferentes iniciativas, a discutir, entender e comunicar que:

- O como se come - as crenças, pensamentos, sentimentos e comportamentos para com a comida - são tão ou mais importantes do que simplesmente o que se come. Portanto, uma orientação nutricional fundamentada em estratégias de aconselhamento nutricional, entrevista motivacional, técnicas de terapia cognitivo-comportamental, coaching skills, técnicas do comer intuitivo e do comer com atenção plena possibilitam a mudança real e consistente do comportamento alimentar.

- Mensagens consistentes, baseadas em evidências científicas que validem o prazer de comer e o equilíbrio são peças chave para uma comunicação responsável, positiva e inclusiva na promoção de um comportamento saudável.

Quando alguém recebe o diagnóstico de "disbiose intestinal", surge uma pergunta importante:Mas qual disbiose?A palavra d...
05/06/2026

Quando alguém recebe o diagnóstico de "disbiose intestinal", surge uma pergunta importante:

Mas qual disbiose?

A palavra disbiose significa apenas um desequilíbrio da microbiota. Porém, esse desequilíbrio pode acontecer em diferentes regiões do trato gastrointestinal e envolver microrganismos completamente diferentes.

🔬 No intestino delgado, por exemplo, podemos encontrar:

• SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado): excesso de bactérias no intestino delgado, frequentemente associado a estufamento, gases, dor abdominal e alterações do hábito intestinal.

• IMO (Supercrescimento de Metanogênicos): relacionado ao aumento de arqueias produtoras de metano, frequentemente associado à constipação intestinal.

• SIFO (Supercrescimento Fúngico do Intestino Delgado): proliferação excessiva de fungos, podendo causar sintomas muito semelhantes aos do SIBO.

🦠 Já no intestino grosso, o cenário é completamente diferente.
Podemos encontrar:
• Redução de bactérias produtoras de butirato, importantes para a integridade da barreira intestinal.
• Crescimento excessivo de bactérias produtoras de endotoxinas inflamatórias.
• Desequilíbrios envolvendo bactérias produtoras de histamina e outras aminas biogênicas.
• Alterações na diversidade microbiana associadas a doenças inflamatórias, metabólicas e autoimunes.

E aqui está um dos pontos mais importantes:

⚠️ Nem toda disbiose deve ser tratada da mesma forma.

Uma estratégia que beneficia um paciente pode piorar os sintomas de outro:

- Em alguns casos, probióticos são fundamentais.
- Em outros, podem aumentar gases e distensão.
- Alguns pacientes precisam aumentar fibras.
- Outros necessitam de uma abordagem temporariamente mais restritiva.

Tudo depende de:
✔ Local da disbiose
✔ Microrganismos envolvidos
✔ Produção de metabólitos
✔ Integridade da barreira intestinal
✔ Motilidade gastrointestinal
✔ Condições associadas
A microbiota intestinal funciona como um ecossistema complexo.

Por isso, o tratamento eficaz não busca apenas "matar bactérias ruins", mas compreender quais microrganismos estão alterados, onde estão alterados e por que esse desequilíbrio aconteceu.

Quando falamos em Doença Inflamatória Intestinal (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, muitas pessoas...
02/06/2026

Quando falamos em Doença Inflamatória Intestinal (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, muitas pessoas acreditam que o tratamento se resume aos medicamentos

Mas a realidade é mais complexa.

A inflamação intestinal crônica pode comprometer a digestão, a absorção de nutrientes, a composição da microbiota intestinal, a integridade da barreira intestinal e o estado nutricional do paciente.

Por isso, a terapia nutricional é considerada parte importante do tratamento multidisciplinar.

Pacientes com DII podem apresentar:
• perda de peso involuntária
• deficiência de ferro, vitamina B12, ácido fólico e vitamina D
• redução de massa muscular
• fadiga persistente
• intolerâncias alimentares secundárias
• maior risco de desnutrição

Além disso, durante períodos de atividade da doença, ajustes individualizados na alimentação podem contribuir para melhorar sintomas como:
✓ dor abdominal
✓ diarreia
✓ distensão abdominal
✓ urgência evacuatória

A nutrição não substitui o tratamento médico.

Mas um intestino inflamado precisa de muito mais do que apenas controle medicamentoso. Precisa de suporte nutricional adequado para favorecer recuperação, qualidade de vida e manutenção do estado nutricional.

Cada paciente é único. O que funciona para um indivíduo com DII pode não funcionar para outro.

Por isso, abordagens genéricas e dietas restritivas sem acompanhamento podem trazer mais prejuízos do que benefícios.

A pergunta não deveria ser "qual dieta cura a DII?"

A pergunta correta é: como a nutrição pode ajudar esse intestino inflamado a funcionar da melhor forma possível?

A endometriose não é apenas uma doença ginecológica.Cada vez mais, a ciência tem investigado sua relação com o intestino...
29/05/2026

A endometriose não é apenas uma doença ginecológica.

Cada vez mais, a ciência tem investigado sua relação com o intestino, microbiota intestinal e sistema imunológico.

Hoje sabemos que a endometriose envolve um ambiente inflamatório complexo, influenciado não apenas por hormônios, mas também por mecanismos imunológicos e intestinais.

A microbiota intestinal participa diretamente do metabolismo do estrogênio através do chamado estroboloma — conjunto de bactérias envolvidas na metabolização hormonal. Alterações nesse processo podem impactar a recirculação estrogênica e favorecer um ambiente pró-inflamatório.

Além disso, estudos vêm observando associação entre endometriose e:
✅ disbiose intestinal
✅ aumento da permeabilidade intestinal
✅ ativação imune persistente
✅ aumento de citocinas inflamatórias

Não por acaso, muitas pacientes apresentam:
✅distensão abdominal
✅alteração do hábito intestinal
✅dor abdominal
✅sensação de “barriga inflamada”
✅piora intestinal no período menstrual

Mesmo quando não existe acometimento intestinal direto da doença.

O intestino não explica sozinho a endometriose.
Mas ignorar sua participação talvez seja simplificar uma condição extremamente complexa.

Cuidar da microbiota, da inflamação e da saúde intestinal pode ser uma estratégia importante dentro de uma abordagem integrativa e multidisciplinar da paciente com endometriose.

A doença celíaca é frequentemente resumida a “tirar o glúten”, mas ela envolve muito mais do que isso.Trata-se de uma do...
25/05/2026

A doença celíaca é frequentemente resumida a “tirar o glúten”, mas ela envolve muito mais do que isso.

Trata-se de uma doença autoimune que causa inflamação intestinal e pode comprometer a absorção de nutrientes importantes.

Muitos pacientes convivem durante anos com sintomas inespecíficos como:
✅anemia,
✅fadiga,
✅distensão abdominal,
✅enxaqueca,
✅alterações hormonais,
✅ansiedade
✅e deficiência nutricional sem imaginar a relação com o glúten.

O tratamento envolve não apenas excluir o glúten de forma rigorosa, mas também recuperar a saúde intestinal, corrigir carências nutricionais e reduzir a inflamação.

A mucosa intestinal precisa cicatrizar. 🌱

“Parei de comer feijão porque dá gases....Mas será que o problema é realmente o feijão? 👀O feijão contém carboidratos fe...
22/05/2026

“Parei de comer feijão porque dá gases....

Mas será que o problema é realmente o feijão? 👀

O feijão contém carboidratos fermentáveis e fibras que chegam ao intestino grosso e são fermentados pelas bactérias da microbiota.

Essa fermentação produz gases — e isso pode causar:
💨 estufamento
💨 distensão abdominal
💨 desconforto

Mas atenção:
isso não significa automaticamente que o feijão faz mal.

Na verdade, muitas vezes o excesso de sintomas pode indicar:
✅disbiose intestinal,
✅SIBO,
✅constipação,
✅excesso de ultraprocessados,
✅baixa adaptação às fibras
✅ou alterações na microbiota.

E vale lembrar:
o feijão é rico em fibras, minerais, proteínas vegetais e amido resistente, trazendo benefícios importantes para o intestino, colesterol e controle glicêmico. 🌱

Algumas estratégias podem ajudar muito:
✔️ deixar de molho
✔️ desprezar a água do molho
✔️ cozinhar bem
✔️ usar temperos digestivos como louro e cominho
✔️ cuidar da saúde intestinal

Muitas vezes o objetivo não é retirar o feijão…
e sim tratar o intestino. 😉

Saúde intestinal não é receita pronta.Muitas pessoas comem alimentos considerados saudáveis e continuam:✅inchadas✅cansad...
21/05/2026

Saúde intestinal não é receita pronta.

Muitas pessoas comem alimentos considerados saudáveis e continuam:
✅inchadas
✅cansadas
✅com gases
✅com refluxo
✅com dor abdominal

Porque cada intestino possui uma tolerância diferente e um "terreno" diferente. Se seu intestino está reagindo a vários alimentos, você precisa de ajuda, isso não é normal!

E é por isso que individualidade importa tanto na nutrição clínica.

Muita gente convive anos com sintomas sem imaginar que a histamina pode estar envolvida.Dor de cabeça, ansiedade, rinite...
20/05/2026

Muita gente convive anos com sintomas sem imaginar que a histamina pode estar envolvida.

Dor de cabeça, ansiedade, rinite, coceira, estufamento… tudo isso pode ter relação com intestino, inflamação e capacidade de degradação da histamina.

E não: não é “frescura” nem “só ansiedade”.

Seu corpo está tentando se comunicar.

Você sabia que a alimentação pode ajudar na prevenção de pólipos intestinais? 🩺✨Os pólipos intestinais são pequenas lesõ...
19/05/2026

Você sabia que a alimentação pode ajudar na prevenção de pólipos intestinais?
🩺✨

Os pólipos intestinais são pequenas lesões que crescem
parede do intestino.

Muitos são benignos, mas alguns podem evoluir para câncer colorretal ao longo dos anos.

E existe uma forte relação entre:
✔ inflamação intestinal
✔ microbiota desequilibrada
✔ alimentação inflamatória
✔ resistência à insulina
✔ baixo consumo de fibras

O que pode aumentar o risco?
❌ Ultraprocessados
❌ Embutidos
❌ Excesso de açúcar
❌ Álcool em excesso
❌ Sedentarismo
❌ Dieta pobre em fibras
❌ Obesidade visceral

O que ajuda a proteger o intestino? 🌿
✔ Fibras alimentares
✔ Frutas, verduras e legumes
✔ Aveia, chia e linhaça
✔ Alimentos prebióticos
✔ Microbiota saudável
✔ Ômega-3
✔ Cúrcuma
✔ Vegetais crucíferos
✔ Controle da inflamação intestinal

A microbiota intestinal importa MUITO

Bactérias intestinais saudáveis produzem substâncias protetoras para a mucosa do intestino, como o butirato, ajudando na integridade intestinal e modulação inflamatória.

Outro ponto importante:
A resistência à insulina e o excesso de gordura abdominal também estão associados a maior risco de alterações intestinais.

Saúde metabólica também é prevenção intestinal.

E não esqueça:
A colonoscopia é fundamental para rastreamento e prevenção, principalmente após os 45 anos ou em pessoas com histórico familiar

✨ Prevenir começa todos os dias — inclusive no que você coloca no prato.

14/05/2026

Se hoje eu quisesse ter mais energia naturalmente,
essas são algumas coisas que eu priorizaria:

– pegar luz solar logo pela manhã
– parar de tomar café em excesso para compensar cansaço
– comer com calma e mastigar melhor
– dormir em horários mais consistentes
– me movimentar todos os dias, mesmo que pouco
– cuidar da digestão antes de sair tomando suplementos
– reduzir o excesso de estímulos e telas à noite
– consumir proteína de forma adequada
– respeitar sinais de exaustão em vez de ignorá-los

Muita gente procura energia em mais cafeína, pré-treino ou açúcar.
Mas, na prática, o corpo produz energia quando existe equilíbrio fisiológico.

Energia não vem apenas de “ânimo”.
Ela depende de sono, nutrientes, ritmo circadiano, digestão, inflamação e metabolismo funcionando adequadamente.

E às vezes o primeiro passo não é fazer mais.
É parar de viver em sobrecarga o tempo inteiro.

💬 O que mais impacta sua energia hoje?

A própolis não é “só para gripe”.A ciência vem mostrando que seus compostos bioativos possuem propriedades:– antioxidant...
12/05/2026

A própolis não é “só para gripe”.

A ciência vem mostrando que seus compostos bioativos possuem propriedades:
– antioxidantes
– anti-inflamatórias
– antimicrobianas
– imunomoduladoras

Grande parte desses efeitos está relacionada à presença de flavonoides, ácidos fenólicos e compostos como o CAPE (caffeic acid phenethyl ester), conhecido pelo potencial anti-inflamatório e antioxidante.

Hoje já existem estudos avaliando o uso da própolis como coadjuvante na modulação da imunidade, saúde respiratória, saúde oral, cicatrização, equilíbrio inflamatório e proteção contra estresse oxidativo.

Mas existe um ponto importante:
🐝 nem toda própolis é igual.

A composição da própolis varia conforme:
– espécie da abelha
– vegetação da região
– tipo de extração
– concentração do extrato

E isso muda completamente seus compostos bioativos e seus possíveis benefícios.

🐝 PRINCIPAIS TIPOS DE PRÓPOLIS:

🟢 Própolis Verde
A mais estudada no Brasil.
Rica em artepellin-C, com importante ação antioxidante e anti-inflamatória.

⚫ Própolis Vermelha
Mais rica em flavonoides e compostos fenólicos.
Muito estudada pelo potencial antioxidante e ação antimicrobiana.

🟤 Própolis Marrom
Mais tradicional e amplamente utilizada.
Possui ação antimicrobiana e imunomoduladora, mas composição mais variável.

🐝 E qual escolher?

✔️ Prefira extratos padronizados
✔️ Observe a concentração do extrato seco
✔️ Verifique procedência e controle de qualidade
✔️ Nem sempre “mais forte” significa melhor tolerância

💧 Como utilizar?

A forma de uso depende do objetivo e da concentração do produto.

De forma geral:
– uso contínuo costuma ser feito em pequenas doses diluídas em água
– sprays podem auxiliar em saúde oral e garganta
– cápsulas podem ser interessantes em alguns protocolos específicos

Mas a dose ideal varia conforme:
– objetivo clínico
– sensibilidade individual
– concentração da formulação

⚠️ Atenção:
Pessoas alérgicas a produtos apícolas devem ter cautela.
Além disso, mesmo substâncias naturais podem não ser adequadas para todos os casos.

Natural não significa isento de efeitos biológicos.

💬 Você costuma usar própolis no dia a dia?

Endereço

Rua Bom Jesus, 480, Centro
Pirassununga, SP
13630-095

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00

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