01/04/2026
Duas dicas para quem ainda não está ciente o bastante do perigo das redes sociais e de ambientes online para crianças e adolescentes que navegam sem supervisão de um adulto responsável:
Na esteira da regulamentação estabelecida pelo ECA digital, o episódio dessa semana do , “A política das telas” discute os efeitos dessa lei e a importância de regras ainda mais rígidas para o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais e também importantes restrições para adultos que exploram sua imagem indiscriminadamente (isso inclui os pais que transformam seus filhos em conteúdo sem saber quem curte e compartilha as imagens e onde elas podem parar).
Já o documentário “Anatomia do post”, disponível na apresenta casos extremos dos danos que as redes sociais podem causar.
No episódio do Calma, é dito que “as redes sociais são cracolândias regulamentadas”, já no documentário, um dos pesquisadores entrevistados em enfático ao dizer que o perigo para os jovens hoje não está mais nas ruas, mas dentro do quarto, nas telas e na internet não supervisionada. Parece exagero, mas espaços já podem ser considerados o maior perigo para os jovens.
Em algum outro post, comentei a leitura de um livro fundamental para entender como as redes sociais se tornaram o que são hoje e para compreender como seu design é feito justamente para isso: viciar e manter o usuário rolando infinitamente a tela por mais tempo possível. Isso ainda afetando drasticamente a autoestima, a autoimagem, a cognição, a memória e a aprendizagem. Para quem se interessa, sugiro a leitura de “A máquina do caos”.
Não se trata aqui de ludismo e de demonizar a tecnologia e os avanços que ela traz, mas de olhar criticamente para o uso de telas e de redes sociais e encontrar maneiras de tornar os quartos ambientes novamente seguros para as crianças e adolescentes. E mais, cortar esse apêndice contemporâneo antes que ele nos atrofie de vez.