23/05/2026
Quando a criança é rejeitada ou maltratada, ela raramente consegue entender que o problema está no adulto, em vez disso, ela internaliza: “Se estão me rejeitando, é porque eu sou o problema, imperfeito ou inadequado”. Quando adulto ,esses mesmos mecanismos de defesas pode vir a transformar-se em prisões emocionais.
Isso alimenta um Superego extremamente rígido e punitivo na vida adulta. O indivíduo passa a se autossabotar, sente uma culpa crônica inexplicável e desenvolve uma voz interna de severa autocrítica, achando que nunca é bom o suficiente.
“O neurótico sofre, em grande parte, de reminiscências.” - Isso significa que o adulto traumatizado muitas vezes não está reagindo ao que está acontecendo hoje, mas sim ao eco do que aconteceu na infância, no passado.
O inconsciente tende a recriar as situações dolorosas da infância na tentativa desesperada de, desta vez, obter um final diferente.
•Na prática: O adulto que foi rejeitado pelos pais inconscientemente busca parceiros distantes, frios ou indisponíveis. Ele se coloca na mesma posição de rejeição da infância, alimentando a ilusão de que, se conseguir fazer aquela pessoa difícil amá-lo, ele finalmente curará a ferida original.
Para suportar o trauma, o psiquismo da criança pode se fragmentar. Na vida adulta, isso se manifesta através de defesas rígidas:
•Projeção: O adulto projeta nos outros o seu próprio sentimento de inadequação. Ele pode se tornar extremamente paranoico, achando que colegas de trabalho ou amigos estão prestes a rejeitá-lo ou traí-lo, mesmo sem evidências.
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