30/07/2026
Quantas mulheres autistas ainda têm medo de dizer: “Eu sou autista”?
Medo de não acreditarem.
Medo de serem ridicularizadas.
Medo de perderem credibilidade.
Medo de começarem a ser tratadas como menos capazes.
Porque elas trabalham, estudam, se relacionam, são mães, profissionais, constroem uma vida inteira e, por fora, parecem “funcionais demais” para aquilo que a sociedade ainda imagina que seja o autismo.
Mas ninguém viu quanto esforço foi necessário para chegar até aqui.
Ninguém viu os anos observando e copiando comportamentos para conseguir pertencer.
Ninguém viu o masking, a sobrecarga, a exaustão depois das interações sociais, as dificuldades que foram escondidas porque mostrar quem realmente eram parecia perigoso demais.
E talvez seja por isso que discutir o autismo nível 1 apenas olhando para aquilo que conseguimos enxergar por fora seja tão preocupante.
Funcionar não signif**a não precisar de suporte.
E não basta ensinar essa mulher a compreender seus limites, acolher seu diagnóstico e respeitar quem ela é se, quando ela finalmente tem coragem de dizer “eu sou autista”, encontra uma sociedade pronta para questioná-la.
Foi também pensando nessas meninas e mulheres que escrevi Meninas que Ninguém Viu.
Para entender aquilo que ficou escondido durante tantos anos.
Para olhar além da aparência de funcionalidade.
E para que cada vez menos meninas precisem crescer acreditando que o problema era simplesmente não conseguirem ser como as outras.
SER VISTA MUDA TUDO ✨
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