17/03/2026
No último sábado participei de um evento na Sociedade de Psicologia do RS, juntamente a outras duas colegas de profissão, pra falar sobre o enfrentamento a violência contra a mulher e seus desafios, estratégias e caminhos possíveis diante dessa dura realidade.
Estamos vivenciando nestes três meses de 2026 a epidemia de uma violência escancarada, mortífera e misógina, com tamanha proporção e continuidade. Mas isso não é de hoje e nem de ontem, são tantos outros dias, anos e décadas. Só que, para além de dados e números, estamos falando de mulheres, seus filhos, histórias e vidas interrompidas.
Por isso, estar nesse evento sábado foi uma ação própria e também coletiva de fazer avançar e fazer circular a palavra no social, pra juntas/es/os dialogarmos e promovermos alcances cada vez maiores, de consciência, atenção, voz e escuta às mulheres.
Se tem alguma coisa que ainda me causa esperança é isso: um coletivo de pessoas cultivando diálogo sobre o que pode ser muito difícil e doloroso, mas que juntas/es/os apostam em uma mesma transformação, ainda que a passos lentos. Afinal, ainda são passos.
Agradeço a oportunidade e a todas/es/os presentes, foi um momento rico e potente.