30/04/2022
DEPENDÊNCIA: ENGANADOS PELO CÉREBRO
O desenvolvimento da dependência do álcool ou de outras dr**as é um processo que se instala ao longo do tempo. O usuário, por curiosidade, pressão do grupo ou por outras razões tem o seu primeiro contato com essas substâncias através da experimentação. A busca contínua pela sensação do prazer faz com que ele volte a consumi-las, e assim, ele passa da experimentação ao uso esporádico e ocasional.
Na fase inicial, nosso cérebro reconhece o prazer, mas não as consequências e começa a trabalhar como nosso inimigo, nos enganando e assim, acreditamos que possuímos o comando e que conseguiremos parar no momento em que bem desejarmos.
No entanto, haverá um momento em que atravessamos a fase do uso ocasional ou esporádico, para o habitual e desenvolvemos a dependência. Não é possível identificarmos a linha que separa essas etapas e mesmo dominado pelo vício, nosso cérebro, mais uma vez, trabalha como nosso inimigo e continua nos enganando, transmitido a mensagem de que ainda possuímos o controle.
Grande engano. Fomos vítimas das nossas escolhas, traídos pelo nosso cérebro e estamos presos nas armadilhas do alcoolismo ou outra dr**as (dependência química). Como fazer, se toda a nossa vida é comandada pelo nosso cérebro?
Já com a dependência instalada nosso cérebro não nos favorece ou facilita e continua nos enganando e assim, seguimos negando o problema, não aceitando nossas dificuldades e não enxergando que estamos em queda livre. Como saímos dessa enrascadas?
Só há um caminho. Colocarmos nosso cérebro em guerra com ele mesmo. E como fazer isso? Ainda resta um espaço reservado nele que podemos chamar de consciência, no entanto, numa dependência ela é minoria absoluta e terá que lutar contra um gigante que nos domina.
Primeiro, precisamos despertar o último resquício de consciência e colocá-la em ação. Como ela está em terrível desvantagem, necessitamos fortalecê-la, caso contrário é derrota certa. Para fortalecê-la vamos precisar de toda a ajuda possível. Quanto mais fortalecermos a nossa consciência, maiores as possibilidades de vitória. Para fortalecê-la vamos precisar de tratamento dos grupos de apoio, de orientação e de muita espiritualidade.
Não existem outros caminhos. Ou fortalecemos a fragilizada consciência para lutar contra um poderoso que insiste nos ludibriar ou cada vez mais nos enganamos, afundamos, adoecemos e sofremos. Vamos à luta, enquanto ainda é tempo, pois sábio é aquele que dá valor ao que tem antes de perder.
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