Dr. Thiago Pianca

Dr. Thiago Pianca Psiquiatra com foco em infância, adolescência e dependências comportamentais. Cuidar da mente com ciência, ética e empatia. CRM-RS 29974 | RQE 25920

Ciência, empatia e cuidado humano para famílias, crianças e adolescentes.

03/06/2026
20/05/2026

6 Não é sinônimo de preguiça ou desmotivação: O que parece apatia pode ser esgotamento do cérebro e da atenção após estímulos digitais intensos!
7 Não é um problema que se resolve só com força de vontade: Exige estratégia, contexto e, em muitos casos, acompanhamento profissional.
8 Não é necessariamente vício em jogos: Pode ser redes sociais, vídeos curtos, compras online ou qualquer plataforma com design de recompensa variável.
9 Não é sempre visível: Muitas crianças e adolescentes funcionam bem por um tempo antes de o quadro se deteriorar. Alguns permanecem “funcionando” na escola e em casa por um bom tempo…
10 Não é um diagnóstico reconhecido: Os manuais diagnósticos ainda não listam a maioria das dependências tecnológicas! Isso tem que mudar mas por enquanto…

Qual a sua opinião? Esse diagnóstico deveria já estar nos manuais? E quais outros vícios modernos estão faltando figurar nos livros?

18/05/2026

O efeito das telas sobre a atenção sempre gera o que falar! Começamos pelos mitos:

1- "É só tirar o celular que a concentração melhora" — Só tirar a tela sem entender o que ela está oferecendo não resolve. O problema é comportamental!

2 -“Criança que usa muito o celular vai ter TDAH" — Tela não causa TDAH. Mas uso excessivo pode agravar sintomas em quem já tem predisposição.

3- “O limite certo é proibir a tecnologia" — Limitar é ensinar uso consciente. A tecnologia está presente em tudo, precisamos ensinar a lidar com ela.

Verdades
1- Notificações constantes fragmentam a atenção mesmo quando o celular está no bolso: A mera presença do aparelho reduz a capacidade cognitiva disponível, se ele pode notificar a qualquer hora!

2- O ambiente familiar impacta mais do que a quantidade de horas na tela : Vínculo, presença e regulação emocional dos pais são fatores protetores de verdade.

3- A Dopamina não é a vilã, mas o design dos apps explora o sistema de recompensa do cérebro. O problema é que o produto foi feito para viciar mesmo!

4- (BONUS!): Combinar limites de tela com oferta de outras experiências é mais eficaz do que só restringir. Tirar sem substituir gera conflito, enquanto oferecer alternativas possíveis pode mudar o comportamento a longo prazo.

E você, quando que o celular mais rouba sua atenção? Deixa aqui nos comentários!

Endereço

Rua Dom Pedro II, Higienópolis, Porto Alegre/
Porto Alegre, RS
90550-140

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