Psicóloga Sheila Schildt

Psicóloga Sheila Schildt Psicóloga (2009), Especialista em Psicologia Infantil (2016), Psicanalista (2018), Especialista em TEA, Neuropsicóloga.
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18/08/2026

Ressignificar e elaborar não são a mesma coisa — e, muitas vezes, essa diferença explica por que entender racionalmente uma experiência não faz com que ela deixe de doer.

Ressignificar é conseguir olhar para aquilo que aconteceu e atribuir um novo sentido. É quando podemos dizer: “hoje compreendo de outra forma”, “aprendi algo com isso”, “aquilo também participou de quem me tornei”. Há uma mudança importante na maneira como a experiência é representada e narrada.

Mas a elaboração acontece em outro registro.

Na elaboração, não basta saber. É necessário que aquilo que foi vivido encontre, pouco a pouco, um lugar possível dentro da vida psíquica. Isso envolve afetos, lembranças, ambivalências, perdas, raiva, medo, culpa, desejo — e tudo aquilo que nem sempre conseguimos organizar imediatamente em palavras.

Por isso, às vezes alguém consegue explicar perfeitamente por que uma relação terminou, por que determinada escolha foi necessária ou por que uma experiência pertence ao passado… e ainda assim sente o corpo apertar quando se lembra.

A compreensão pode ter chegado antes da elaboração.

Na perspectiva psicanalítica, elaborar não significa apagar a história, esquecer ou transformar o que aconteceu em algo “positivo”. Significa poder retornar psiquicamente à experiência sem permanecer capturado por ela da mesma maneira.

Há coisas que ganham um novo significado rapidamente. Outras precisam ser faladas, lembradas, repetidas, questionadas e sentidas muitas vezes até que possam ocupar outro lugar.

O tempo da elaboração não é o tempo da pressa.

E talvez uma das partes mais difíceis desse processo seja justamente reconhecer que já compreender não significa necessariamente já ter atravessado.

Nem tudo precisa ser respondido no impulso.A Técnica do Semáforo é uma forma simples de criar um pequeno espaço entre o ...
18/08/2026

Nem tudo precisa ser respondido no impulso.

A Técnica do Semáforo é uma forma simples de criar um pequeno espaço entre o que acontece e a maneira como você reage.

🔴 PARE: interrompa por alguns segundos e volte a atenção para a sua respiração.
🟡 REFLITA: perceba o que está acontecendo dentro de você. O que você sentiu? O que essa situação despertou?
🟢 DECIDA: antes de agir, considere outras possibilidades de resposta.

A proposta não é controlar ou eliminar emoções. Raiva, medo, ansiedade, frustração e tristeza continuam tendo uma função. O exercício está em reconhecer que sentir alguma coisa não significa precisar agir imediatamente a partir dela.

Às vezes, poucos segundos de pausa são suficientes para transformar uma reação automática em uma escolha mais consciente.

E essa diferença pode mudar bastante a forma como nos relacionamos com os outros — e também conosco.

Salve este post para lembrar da técnica quando precisar.

17/08/2026
17/08/2026

Nem tudo que ganha um novo significado foi, de fato, elaborado.

Ressignificar é conseguir olhar para uma experiência por outro ângulo, construir uma narrativa diferente sobre o que aconteceu e, muitas vezes, encontrar algum sentido possível para aquilo que foi vivido.

Elaborar vai além. É quando aquela experiência pode ser sentida, compreendida e integrada à própria história sem precisar ser constantemente evitada, repetida ou revivida da mesma maneira.

Por isso, entender racionalmente o que aconteceu nem sempre faz a dor desaparecer. Às vezes, a pessoa já sabe explicar tudo — sabe de onde veio, por que aconteceu, quem errou, o que aprendeu — e ainda assim algo continua emocionalmente aberto.

A elaboração não acontece por decreto, nem porque decidimos que “já passou”. Ela exige tempo psíquico.

Na psicoterapia, muitas vezes, o trabalho está justamente aí: não apenas construir novas explicações para a própria história, mas criar condições para que aquilo que foi vivido possa finalmente encontrar um lugar dentro dela.

Dar sentido é importante. Integrar também.

Sheila Schildt · Psicóloga · CRP 07/18674

SaúdeEmocional

17/08/2026

Nem todo sofrimento fortalece. Dor, por si só, não transforma ninguém. O que pode produzir mudança é aquilo que conseguimos fazer com a experiência depois que ela nos atravessa.

Existem momentos em que a vida desorganiza certezas, exige conversas que evitávamos, coloca limites onde antes havia acomodação e nos obriga a reconhecer que algumas formas de existir já não funcionam mais. Esse processo pode ser desconfortável — e, ainda assim, profundamente fértil.

Crescer no desafio não significa agradecer pela dor, romantizar perdas ou acreditar que precisamos sofrer para evoluir. Significa perceber que, quando o desconforto chega, ele também pode abrir espaço para elaboração, novas escolhas e maneiras diferentes de nos posicionarmos diante da própria vida.

Às vezes, aquilo que parece estar nos quebrando está apenas tornando impossível continuar exatamente do mesmo jeito.

Você não precisa procurar a dor para crescer. Mas pode escolher o que fará com aquilo que a vida inevitavelmente coloca diante de você.

Sheila Schildt · Psicóloga · CRP 07/18674

16/08/2026
Entre uma etapa e outra da avaliação, também existem pausas, curiosidade, conversa, movimento — e, às vezes, um carinho ...
14/08/2026

Entre uma etapa e outra da avaliação, também existem pausas, curiosidade, conversa, movimento — e, às vezes, um carinho inesperado no gato. 🤍

A avaliação neuropsicológica infantil não é feita apenas de te**es e resultados. É um processo que busca compreender a criança de forma mais ampla: como ela pensa, aprende, se comunica, sustenta a atenção, reage às demandas e encontra seus próprios recursos diante das tarefas.

Respeitar o ritmo da criança também faz parte desse cuidado. Porque, antes de qualquer hipótese diagnóstica, existe uma criança inteira ali — com sua personalidade, seus interesses, suas potencialidades e sua maneira particular de estar no mundo.

Sheila Schildt · Psicóloga · CRP 07/18674

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